Estudo 144
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 144
“A carne é mais do que sensualidade e luxúria sexual; é o homem vivendo no nível terreno e material.” Essa compreensão amplia o que o Novo Testamento apresenta sobre a “carne” (grego sarx), que vai muito além dos desejos físicos ou sexuais. A “carne” representa a condição humana caída, marcada por uma existência voltada para o imediato, o visível e o tangível — onde o coração e a mente estão dominados por interesses egoístas, materialistas e temporais. Em Romanos 8:5-6, Paulo esclarece que “os que são da carne inclinam-se para as coisas da carne, mas os que são do Espírito para as coisas do Espírito”, mostrando que a carne se refere a um modo de viver centrado no eu, no mundo e em seus valores transitórios, em contraste com a vida guiada pelo Espírito, que busca o eterno e o espiritual.
Viver na carne, portanto, é viver desconectado da realidade espiritual e da comunhão com Deus, é permitir que as paixões, a autossuficiência e as preocupações materiais governem as decisões e o comportamento. Essa condição não se restringe apenas ao pecado sexual, mas abrange toda forma de idolatria — como a busca desenfreada por poder, dinheiro, status e prazeres efêmeros. O cristão é chamado a morrer para essa forma de vida, a abandonar o “velho homem” que se conforma com este mundo (Efésios 4:22), e a revestir-se do “novo homem”, criado para a justiça e santidade verdadeira (Efésios 4:24). Assim, o combate contra a carne é um chamado a viver uma vida transformada, que reconhece e valoriza o espiritual acima do material, buscando a vontade de Deus em todas as áreas da existência.