Estudo 140
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 140
“Um homem que morreu para o pecado não pode continuar vivendo nele” (Romanos 6:2) expressa a verdade fundamental da nova vida em Cristo. Quando somos unidos a Ele na morte e ressurreição, nossa velha natureza — aquela dominada pelo pecado — é crucificada e sepultada, e uma nova vida começa. Permanecer na prática do pecado depois dessa experiência é negar o poder transformador do evangelho e zombar da obra de Cristo. O cristão não é mais escravo do pecado, mas servo da justiça (Romanos 6:18). Essa transformação, embora perfeita em Cristo, se concretiza na caminhada diária de santificação, onde o crente, guiado pelo Espírito Santo, busca romper com hábitos, pensamentos e atitudes que o afastam de Deus.
“O pecado é um erro voluntário” é um chamado à responsabilidade pessoal diante de Deus. Pecar não é um acidente nem algo inevitável para o cristão; é uma escolha consciente contrária à vontade revelada de Deus. Essa consciência não deve gerar medo paralizante, mas um firme compromisso de viver em obediência e arrependimento contínuos. Sabendo que o pecado ofende a Deus, entristece o Espírito e prejudica o próximo, o crente é chamado a vigiar e a resistir às tentações, exercitando a autodisciplina que vem da graça. Portanto, viver no pecado após ter morrido para ele não é apenas um deslize, mas uma rejeição da nova identidade que recebemos em Cristo. Assim, o cristão é convidado a assumir com seriedade seu chamado para uma vida santa, confiando sempre na misericórdia e na força que Deus oferece para vencer.