Estudo 136
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 136
“Quando Cristo morreu, morreu a velha raça em Adão. Quando Cristo ressuscitou, a nova raça surgiu Nele” é a síntese do ensino paulino em textos como 1 Coríntios 15:22 — “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” — e Romanos 6:4 — “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos... assim também andemos nós em novidade de vida”. Em Adão, herdamos a natureza caída, corrompida pelo pecado, condenada à morte espiritual e física. Em Cristo, recebemos nova vida, não apenas como mudança de comportamento, mas como realidade espiritual radical: fomos trasladados do reino das trevas para o reino do Filho amado. A cruz não foi apenas o fim da vida terrena de Jesus; foi o ponto de ruptura da antiga humanidade com seu destino de perdição. Sua ressurreição não apenas venceu a morte, mas inaugurou uma nova ordem de existência para todo aquele que crê.
“O homem convertido tem uma nova essência em Cristo” significa que a transformação não é superficial, mas profunda e definitiva. A conversão genuína é obra do Espírito Santo que nos faz nova criação (2 Coríntios 5:17), implantando em nós novos desejos, nova mente e novo coração. Já não vivemos como descendentes espirituais de Adão, dominados pelo pecado, mas como filhos de Deus, guiados pelo Espírito. Essa nova essência é marcada por santidade, amor, obediência e esperança viva. No entanto, enquanto estivermos neste corpo, travaremos luta contra resquícios da velha natureza — mas essa batalha já tem um vencedor garantido, pois nossa identidade está selada em Cristo. Viver nessa nova realidade é abraçar diariamente o chamado para refletir a glória de Jesus ao mundo, como testemunhas vivas da nova raça que Ele criou pela Sua morte e ressurreição.