Estudo 135
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 135
“Mas, agora, libertos do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e, por fim, a vida eterna” (Romanos 6:22) declara a realidade de quem foi alcançado pela graça: a escravidão do pecado foi quebrada, e a liberdade recebida não é para viver segundo os desejos da carne, mas para servir ao Senhor. Essa libertação não significa ausência de luta contra o pecado, mas mudança de senhorio: antes, éramos dominados por paixões e rebeldia contra Deus; agora, pertencemos a Cristo, e o resultado inevitável dessa nova condição é a santificação. Ser servo de Deus é viver com o propósito de agradá-Lo, permitindo que Seu Espírito molde nosso caráter e ações. A santificação não é opcional na vida cristã; ela é o caminho natural de quem foi justificado, evidenciando que a fé é viva e frutífera.
“Pois, no que se refere ao pecado, estamos mortos” (Romanos 6:11) nos lembra que a velha vida foi crucificada com Cristo. Estar “morto para o pecado” não significa que ele deixou de existir ou de tentar nos seduzir, mas que não tem mais autoridade legítima sobre nós. Essa morte é espiritual e posicional: diante de Deus, já não somos culpados, e, na prática diária, somos chamados a viver como quem já não pertence à velha natureza. Isso exige vigilância, disciplina e constante dependência do Espírito Santo, para que nossas escolhas confirmem a verdade que professamos. A vida eterna, portanto, não começa apenas no futuro; ela já se manifesta no presente, na forma como vivemos para Deus, longe da escravidão do pecado e firmados na esperança da glória que há de ser revelada.