Estudo 133
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 133
“Do céu virá a ira de Deus sobre toda injustiça, e virá a justiça de Deus sobre aqueles que nele crê” encontra fundamento em textos como Romanos 1:18 — “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens” — e Romanos 3:22 — “Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem”. Essas duas realidades não se misturam nem se confundem: a ira e a justiça de Deus correm em caminhos paralelos, destinados a destinos eternamente diferentes. A ira é a justa resposta de Deus ao pecado não arrependido, revelando Seu caráter santo que não compactua com o mal. Já a justiça é o ato gracioso pelo qual Ele declara justos aqueles que, pela fé, recebem a obra redentora de Cristo. Não há meio-termo, não existe terreno neutro: todos se encontram sob uma dessas duas sentenças, e a diferença está unicamente na posição que ocupamos diante de Cristo.
Assim, a pergunta ecoa com peso: qual deles te alcançará? Se permanecemos indiferentes ao chamado de Deus, vivendo segundo nossas próprias regras, a ira é certa e inevitável. Mas, se nos rendemos ao evangelho, confiando inteiramente em Jesus para perdão e reconciliação, então Sua justiça nos cobre e nos garante paz com Deus. O destino final não será determinado por boas intenções, mas pela resposta que damos a Cristo hoje. A justiça de Deus, recebida pela fé, é segurança eterna; a ira de Deus, enfrentada sem Cristo, é condenação sem escape. Enquanto há vida, há oportunidade de mudar de lado, de passar das trevas para a luz, do julgamento para a salvação. Essa escolha não pode ser adiada, pois um dia será definitiva — e nesse dia, não haverá mais apelos, apenas a revelação de qual sentença nos alcançou.