Estudo 123
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 123
"Portanto, és inescusável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro, pois tu, que julgas, fazes o mesmo" (Romanos 2:1). O alerta do apóstolo Paulo é direto: não há como se justificar quando se condena o próximo por práticas que também cometemos. Esse tipo de julgamento é hipócrita, pois foca nos erros alheios enquanto ignora os próprios pecados. Agir assim é esquecer que todos carecem da graça de Deus e que nenhum de nós é justo por si mesmo. A tendência humana de apontar o dedo para o outro serve muitas vezes como cortina de fumaça para esconder nossa própria culpa, mas Deus sonda o coração e conhece as intenções. Julgar sem examinar a si mesmo é colocar-se no lugar de Deus, o único Juiz perfeito.
O cuidado aqui é duplo: primeiro, evitar a arrogância espiritual que mede os outros por um padrão que nós mesmos não cumprimos; segundo, lembrar que o juízo pertence ao Senhor, que retribuirá a cada um segundo suas obras. A postura bíblica não é de conivência com o pecado, mas de humildade e coerência: tratar o outro com misericórdia, sabendo que também dependemos da mesma graça. Jesus ensinou que antes de tirar o cisco do olho do irmão, devemos remover a trave do nosso (Mateus 7:3-5). Isso não nos impede de exortar, mas nos chama a fazê-lo com amor, mansidão e consciência de que somos igualmente necessitados do perdão divino. Assim, em vez de viver em condenação mútua, a Igreja é chamada a viver em edificação mútua, ajudando uns aos outros a crescer na santidade que Deus requer.