Estudo 115
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 115
"Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências" (Romanos 13:13-14). A vida cristã é um chamado à santidade prática, não apenas a uma fé professada com palavras. O apóstolo Paulo nos lembra que, como filhos da luz, devemos viver de modo digno, rejeitando hábitos e comportamentos que desonram a Deus. A glutonaria e a bebedeira representam o excesso e a perda de domínio próprio; a desonestidade e as dissoluções revelam um coração voltado para o prazer ilícito; a contenda expõe um espírito de rivalidade e orgulho. Essas obras da carne são incompatíveis com a nova vida recebida em Cristo. Por isso, o crente deve “revestir-se” d’Ele — ou seja, assumir Seu caráter, Seus valores e Seu modo de viver — como uma roupa que cobre e identifica, protegendo do frio moral e espiritual que o mundo impõe.
Revestir-se de Cristo não é um ato isolado, mas uma decisão diária. É escolher, diante das tentações, responder com a verdade, a pureza e o amor que procedem d’Ele. Isso requer vigilância, pois a carne constantemente busca espaço para agir. Paulo não apenas nos chama a evitar o pecado, mas também a não “prover ocasião” para ele, ou seja, não criar condições nem alimentar desejos que nos levem à queda. A vida cristã autêntica é fruto de comunhão constante com Deus, oração perseverante e meditação em Sua Palavra, para que o Espírito Santo produza em nós o fruto que substitui as obras da carne: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio. Assim, o testemunho do crente não apenas glorifica ao Senhor, mas serve de luz em um mundo que caminha em trevas, convidando outros a também se revestirem de Cristo.