Estudo 113
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Estudo 113
"De sorte que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois corpo de Cristo, e seus membros em particular" (1 Coríntios 12:26-27). Todos os crentes são irmãos, pois são membros do corpo de Cristo, logo, devem ser tratados sob a norma do amor cristão. Essa verdade não é apenas uma expressão de unidade espiritual, mas um chamado à prática diária do cuidado mútuo, como ensina o apóstolo Paulo. A imagem do corpo nos lembra que não somos indivíduos isolados em nossa fé, mas partes interdependentes, cada qual com sua função dada por Deus. Assim como o corpo sofre quando um de seus membros adoece, a Igreja deve sentir e agir diante da dor de qualquer irmão. Da mesma forma, quando um membro é abençoado, todos são convidados a se alegrar, pois a vitória de um é o testemunho da graça de Deus sobre todo o corpo. No amor cristão, não há espaço para indiferença, desprezo ou competição, mas apenas para o exercício da paciência, da compaixão e da mútua edificação.
Tratar cada crente como irmão é reconhecer que Cristo nos uniu não apenas por afinidade ou convívio, mas por meio de Seu próprio sangue, que nos comprou para Deus. O amor cristão, portanto, não é opcional, mas essencial à vida comunitária e à obediência ao Senhor. Ele exige renúncia do orgulho, disposição para perdoar e busca pela paz, lembrando que a comunhão é um reflexo da unidade que o próprio Deus possui em Sua Trindade. A igreja local se torna, assim, um ambiente onde a fé se fortalece e onde o mundo pode ver, de forma prática, o amor de Cristo manifesto entre os Seus. Quando essa norma do amor é observada, os conflitos são resolvidos com graça, as necessidades são supridas com generosidade e a alegria do Evangelho se torna contagiante, cumprindo o propósito para o qual fomos chamados: glorificar a Deus juntos como um só corpo.