Cruzadinha 107
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 107
Dica: a primeira letra da primeira palavra é “I”.
“Jesus declarou que a cruz é inevitável para quem o segue.”
Essa verdade encontra respaldo claro nas palavras de Jesus em Mateus 16:24: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” Aqui, Cristo revela que o discipulado genuíno não é um caminho de conforto ou facilidade, mas de renúncia e sofrimento voluntário pelo amor a Ele. A cruz simboliza o custo que todo seguidor de Jesus terá de assumir — rejeição, provações, incompreensão e, muitas vezes, até perseguição. Esse chamado à cruz não é algo imposto para esmagar o crente, mas para moldá-lo, conformando-o cada vez mais à imagem do Filho de Deus, que se entregou para nossa salvação. Na linha do cristianismo presbiteriano, que valoriza tanto a soberania divina quanto a santificação do crente, essa cruz inevitável é a via pela qual o Espírito opera para purificar, disciplinar e fortalecer a fé em meio às adversidades.
Aceitar a cruz implica também em um profundo compromisso de morte para o pecado e para a própria vontade, vivendo para Cristo em obediência diária, mesmo quando isso contraria os desejos da carne ou a lógica do mundo. Paulo reforça essa ideia em Gálatas 2:20, ao dizer que vive pela fé no Filho de Deus que o amou e se entregou por ele. Portanto, a cruz, longe de ser um símbolo apenas de sofrimento, é o caminho para a verdadeira vida — vida em comunhão com Jesus, marcada pela graça, transformação e esperança na glória futura. Para quem o segue, a cruz é inevitável, não por fatalismo, mas porque é o canal pelo qual Deus aperfeiçoa Sua obra em nós, conduzindo-nos à plenitude da fé e ao testemunho fiel neste mundo.