Segundo conta a lenda, a erva-mate surgiu após o pedido de um velho pajé ao Deus Tupã.
O chefe índio que antes era tão vivaz e feliz estava cada vez mais triste, pois percebeu que a velhice também haveria de chegar para ele. Com isso uma preocupação passou a lhe perturbar: quem seria seu sucessor. O pajé teve apenas uma filha, a índia Caá-Yari, por isso deveria escolher um dos integrantes de sua tribo para sucedê-lo. Para cumprir tal tarefa escolheu o mais altivo dos guerreiros de sua tribo, o mesmo pelo qual sua filha estava apaixonada, contudo Caá-yari deveria seguir seu amado por qualquer lugar que ele fosse. Seu pai não sabia se iria sobreviver caso ela viesse a se casar, visto que a mesma iria se ausentar muitas vezes por ter de acompanhar seu marido. Mesmo sendo apaixonada pelo bravo guerreiro a índia mantinha seu amor em segredo e escolheu ficar ao lado de seu velho pai, deixando de lado seu grande amor.
Em um certo dia um pajé desconhecido chegou na tribo deste velho Pajé e ao ver a tristeza de Caá perguntou-lhe o que ela queria pra voltar a ser feliz. Prontamente a jovem índia pediu que de alguma maneira recuperasse suas forças de seu pai para que todos pudessem seguir em frente com a sua tribo. Ao velho cacique foi entregue uma folha verde, com odor bem marcante, sendo o mesmo instruído de como preparar uma bebida que iria renovar não só o seu corpo, como também sua alma.
Assim o velho passou a sorver a bela folha, e através da nova bebida quente e amarga pode recuperar suas forças e acompanhar sua tribo em novas andanças. A nova bebida também passou a ser um símbolo de amizade entre os guerreiros, e confortava os mesmos em horas tristes e de solidão.
A erva-mate contém compostos bioativos com ação antioxidante e anti-inflamatória, que mantém a saúde do pâncreas, que é o órgão responsável pela produção de insulina, ajudando a regular os níveis de glicose sanguíneo e prevenindo o surgimento da resistência à insulina e diabetes.
Porque o nome erva-mate?
Mate vem da palavra quíchua mati, que significa cuia, cabaça. O uso da cuia e da bomba – com que se toma essa erva em infusão – é largamente difundido até hoje.
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