O apelido dado à nossa Fanfarra é de autoria da professora de Língua Portuguesa, D. Cíntia Antônia Silva Guimarães. Por volta dos anos de 2008-2009, na sala de aula, D. Cíntia repetidas vezes se referia à Fanfarra como a “Furiosa”.
D. Cíntia usava esta palavra e a pronunciava com tanta firmeza que o apelido pegou e acabou se tornando a alcunha da Fanfarra. Quando o brasão oficial foi criado em 2011, o apelido foi colocado em destaque e passou a ser o nome adotado pela corporação.
Em 6 de Setembro de 2021, em entrevista, a Professora D. Cíntia mencionou:
“Toda Banda, Fanfarra, Bateria, grupo musical que vai em frente com competência e beleza, sem muitos recursos, as pessoas chamam de Furiosa - por causa da garra mesmo. Eu já tinha ouvido a expressão usada para apelidar Bandas antigas que não deixavam a tradição morrer, principalmente as centenárias. Quando passavam com aquele som, aquela vibração, pareciam estar furiosas, recuperando-se como uma fênix. Assim eu pensava na Fanfarra quando ouvia, mesmo de longe: era um batido tão forte que estava furiosa, batendo pra valer, e eu achava aquilo lindo! Acompanhei a história da Fanfarra por muitos anos, inclusive os meus irmãos estavam todos sempre lá, mas quando pensei neste apelido e senti isso era uma época diferente. Começou nesta época uma fase que deu muito destaque, valor e nome para a Furiosa. Ela fazia jus ao nome.”
O apelido de “Furiosa” também é dado à bateria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, tradicional agremiação carnavalesca do Rio de Janeiro. Entre as escolas de samba de todo o país é tradição apelidar a bateria da agremiação com um nome específico, por isso quase todas as baterias são identificadas pelos seus nomes e/ou apelidos.
Esta ideia de utilizar a expressão só veio à tona quando o brasão foi criado. O Professor Saulo Biavati comenta:
“Na época houve certa resistência na adoção dos símbolos oficiais da Fanfarra, em 2011. A iniciativa de adotar o apelido foi minha, porque ouvindo a D. Cíntia nos chamar assim com tanta pompa, eu achava que era muito legal. Porém me foi dito à época que este tipo de “batismo” deveria ser feito através de um processo que envolvesse os vários segmentos da escola – professores, funcionários, alunos e comunidade. Hoje eu não discordo, acho que realmente a ideia poderia ter sido discutida. Apesar disso, o apelido foi bem aceito e acabou sendo oficialmente adotado”. (Saulo Biavati, 2019)