Atualmente são 5 cores que compõe a identidade visual da Fanfarra:
A cor principal é o vermelho, predominante nas peças que compõem o uniforme tradicional de gala. Essa cor foi escolhida pela madrinha dona Marina Luz Andrade;
O branco, embora não seja predominante, é a cor presente desde o primeiro uniforme utilizado.
O preto, cor da calça social do primeiro uniforme, atualmente aparece na figura da Pantera Negra presente em posição central no brasão, como mascote;
O azul, cor principal da identidade visual da escola, também faz parte das cores presentes no uniforme de gala em detalhes como na ombreira.
O Amarelo Canário é a última cor que compõe este grupo, aparecendo nas franjas e no penacho do antigo modelo da barretina.
O apelido dado à nossa Fanfarra é de autoria da professora de Língua Portuguesa, D. Cíntia Antônia Silva Guimarães. Por volta dos anos de 2008-2009, na sala de aula, D. Cíntia repetidas vezes se referia à Fanfarra como a “Furiosa”.
D. Cíntia usava esta palavra e a pronunciava com tanta firmeza que o apelido pegou e acabou se tornando a alcunha da Fanfarra. Quando o brasão oficial foi criado em 2011, o apelido foi colocado em destaque e passou a ser o nome adotado pela corporação.
Em 6 de Setembro de 2021, em entrevista, a Professora D. Cíntia mencionou:
“Toda Banda, Fanfarra, Bateria, grupo musical que vai em frente com competência e beleza, sem muitos recursos, as pessoas chamam de Furiosa - por causa da garra mesmo. Eu já tinha ouvido a expressão usada para apelidar Bandas antigas que não deixavam a tradição morrer, principalmente as centenárias. Quando passavam com aquele som, aquela vibração, pareciam estar furiosas, recuperando-se como uma fênix. Assim eu pensava na Fanfarra quando ouvia, mesmo de longe: era um batido tão forte que estava furiosa, batendo pra valer, e eu achava aquilo lindo! Acompanhei a história da Fanfarra por muitos anos, inclusive os meus irmãos estavam todos sempre lá, mas quando pensei neste apelido e senti isso era uma época diferente. Começou nesta época uma fase que deu muito destaque, valor e nome para a Furiosa. Ela fazia jus ao nome.”
O apelido de “Furiosa” também é dado à bateria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, tradicional agremiação carnavalesca do Rio de Janeiro. Entre as escolas de samba de todo o país é tradição apelidar a bateria da agremiação com um nome específico, por isso quase todas as baterias são identificadas pelos seus nomes e/ou apelidos.
Esta ideia de utilizar a expressão só veio à tona quando o brasão foi criado. O Professor Saulo Biavati comenta:
“Na época houve certa resistência na adoção dos símbolos oficiais da Fanfarra, em 2011. A iniciativa de adotar o apelido foi minha, porque ouvindo a D. Cíntia nos chamar assim com tanta pompa, eu achava que era muito legal. Porém me foi dito à época que este tipo de “batismo” deveria ser feito através de um processo que envolvesse os vários segmentos da escola – professores, funcionários, alunos e comunidade. Hoje eu não discordo, acho que realmente a ideia poderia ter sido discutida. Apesar disso, o apelido foi bem aceito e acabou sendo oficialmente adotado”. (Saulo Biavati, 2019)
A criação do brasão da Fanfarra foi a ideia que desencadeou os processos de adoção do apelido “Furiosa”, do lema em latim, da escolha do mascote e da criação da bandeira e do posto de porta-bandeira oficial. Este processo aconteceu durante alguns meses no ano de 2011. A iniciativa foi do comandante da Fanfarra e todo o processo de criação foi feito e o resultado final foi apresentado à comunidade escolar.
Para a criação da primeira versão do brasão oficial da Furiosa, seus elementos foram escolhidos através de pesquisa do Comandante sobre princípios heráldicos e concepções históricas, além de ouvir as sugestões de algumas pessoas, sendo elas: Bianca Yolanda Souza, Sílvia Terezinha Silva, Enzo Romanó Peixoto e Hélio Silva Júnior.
A arte e diagramação são do ex-aluno e ex-ritmista Humberto Tadeu Furtado Vilela, realizadas totalmente em formato digital. Humberto foi trompetista, trombonista e corneteiro entre 2002 e 2009.
O formato circular foi determinado para se assemelhar ao brasão da escola, sendo dois círculos concêntricos;
Como mascote escolhido, a pantera aparece mostrando suas garras, destacada em preto ao centro do círculo interno. Ela simboliza a determinação, empenho e disciplina dos ritmistas;
O nome da Escola aparece abaixo de FANFARRA, sob as garras da pantera;
O nome do município e seu estado federativo figuram na parte inferior do círculo interno, levando o nome da cidade e da escola por onde passar arrepiando;
O lema em latim se destaca na parte inferior do círculo externo, com os dizeres "SPLENDOR SINE OCCASU".
A bandeira segue o mesmo padrão da bandeira oficial da escola, e foi confeccionada nas mesmas medidas.
As características da bandeira são:
Bandeira de dupla face;
Tecido Oxford;
Tamanho padrão: 1 metro e 50 centímetros de comprimento por 1 metro de largura;
Acréscimo nas medidas: borda de 5 centímetros na cor vermelha;
Brasão centralizado, reproduzido dentro de um quadrado de 50 centímetros de lado;
Distância superior e inferior do brasão até a borda: 30 centímetros;
Distância lateral direita e esquerda do brasão até a borda: 50 centímetros.
A bandeira oficial foi adotada no ano de 2011. O primeiro exemplar da bandeira da Fanfarra foi confeccionado pela primeira porta-bandeira oficial, a aluna Auxiliadora Nogueira. Na verdade, o primeiro exemplar da bandeira foi bastante improvisado, por falta de tempo hábil. O brasão colocado no centro não tinha as medidas estabelecidas no mesmo padrão da bandeira da escola. Em tempo para a primeira exibição da bandeira, a única forma encontrada para reproduzir o desenho no tecido foi a impressão em papel fotográfico.
A aluna Auxiliadora fez em Lavras a impressão do brasão em papel fotográfico, no maior tamanho disponível à época, e aplicou esta impressão sob o tecido da bandeira, usando grampeador e durex colorido na cor vermelha. Esta improvisação permitiu que a bandeira tivesse o brasão aplicado apenas na face frontal, ficando o verso em branco.
A vontade de apresentar a bandeira e o brasão pela primeira vez em desfile era tanta que os envolvidos fizeram o possível para que fosse possível, apesar das limitações e dificuldades encontradas.
Assim a bandeira oficial da Furiosa desfilou pela primeira vez no dia 7 de Setembro de 2011, conduzida pela primeira porta-bandeira Auxiliadora Nogueira de Oliveira, que foi também a grande responsável pela criação do primeiro exemplar do pavilhão.
A Madrinha da Fanfarra, D. Marina Luz Andrade, durante a sua gestão como diretora na escola, costumava dizer que a Fanfarra era “A menina dos olhos da escola”. Esta expressão pegou e ainda é usada para se referir à Fanfarra.
Porém, quando da criação do brasão oficial, na intenção de torná-lo o mais semelhante possível ao brasão da escola, decidiu-se escolher uma frase em latim que pudesse se tornar o lema da Furiosa. Ele foi escolhido com as mesmas características do lema da escola, nos moldes da tradição clássica expressa pelo latim.
Enquanto o lema da escola é SAPIENTIA e CHARACTER* – palavras que invocam a sabedoria e o caráter dos fabreguenses, o lema escolhido para a Fanfarra é expresso pela frase:
“SPLENDOR SINE OCCASU”
A expressão em latim pode ser entendida de diversas formas interpretativas, e a forma oficial escolhida de tradução correspondente no português foi
“O espetáculo que nunca (se) acaba”
Foi inspirado em expressões latinas utilizadas nos textos da área jurídica. A frase foi escolhida após pesquisa de expressões do latim que pudessem externar o sentimento do ritmista, do aluno e do luminarense com relação ao que a Furiosa representa.
A essência do lema é lembrar que a Fanfarra - desde a sua criação na década de 1970 e através de todos os anos de sua história e da história da própria escola - nunca deixou de existir.
A Furiosa nunca deixou de brilhar e de representar uma das maiores características da instituição – a organização, a disciplina e principalmente a dedicação e o amor dos envolvidos, sejam eles alunos, professores, funcionários ou outras pessoas da comunidade.
Em 2021, ao preparar materiais sobre a história da Fanfarra e de seus símbolos, o professor Saulo Biavati descobriu que o mesmo lema também é utilizado pela província canadense da Colúmbia Britânica em seu brasão de armas, fato desconhecido até então.
O Governo Canadense descreve seu brasão da seguinte forma:
O Brasão de Armas da Colúmbia Britânica é um dos elementos mais importantes do patrimônio visual da província. Desde a sua criação inicial pelo cônego Arthur Beanlands e sua concessão pela autorização real de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II em 1987, o Brasão de Armas da Colúmbia Britânica simboliza a soberania, o poder supremo e a autoridade da Província para criar e fazer cumprir as leis para governar a si mesmo. Também serve para definir o status como uma província do Canadá. (Tradução nossa)
A adoção do mascote da Fanfarra foi uma decisão prática. No momento de criação dos símbolos oficiais, durante o processo de desenho do brasão, havia um espaço no centro do círculo interno que precisava ser preenchido com algum elemento importante, que seria o ícone central e símbolo principal.
A Serra de Luminárias já é o elemento comum a quase todos os símbolos heráldicos oficiais na cidade, já que a sua silhueta aparece no brasão do município, da E. E. “Professor Fábregas”, da E. M. “Francisco Diniz” e em alguns ícones religiosos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Dessa forma, ficou decidido que o brasão da Fanfarra deveria ser diferente e não seguir este padrão.
Surgiu então a ideia de se escolher um mascote, que iria então figurar no centro do brasão. Vários animais que tradicionalmente são ícones representativos foram considerados, como a águia, o leão e o condor.
Foi sugerido que o símbolo poderia também não ser um animal, um mascote, mas um elemento importante na paisagem da escola – a Espatódea – frondosa árvore que fica no pátio.
O Comandante decidiu adotar a Pantera-Negra, mascote sugerido pela professora Sílvia Silva.
Sobre este animal, a literatura especializada na área de biologia aponta que:
“A pantera-negra ou leopardo-negro é a variante melânica do leopardo (Panthera pardus). Como no caso da onça-preta, o padrão de rosetas e pintas da pelagem do leopardo também é visível contra o fundo negro do pelo do leopardo-negro. Sua ocorrência é rara na natureza, sendo muito pouco comum na África e grande parte da Ásia. Nas selvas do sudeste asiático, porém, a variante é mais comum, sendo particularmente abundante na Malásia. A alta frequência da pantera-negra nessa região poderia ser devido simplesmente a uma melhor camuflagem no ambiente escuro da selva, mas também poderia estar relacionada à resistência a doenças, uma vez que variantes de coloração muitas vezes estão associadas a mutações em receptores de membrana que também poder atuar como receptores para a entrada de vírus nas células”. (SUNQUIST, 2007, p. 45)
A Pantera-Negra, variante do Leopardo, é considerada um animal imponente, respeitoso, de garras fortes. A sua representação é focada na associação entre as garras do animal e a “garra” dos ritmistas em dedicar-se ao sucesso da corporação. A cor do animal, destacado ao centro do brasão, também é algo que chama a atenção e desperta o olhar do observador.
Para a diagramação digital do brasão foram selecionadas diversas imagens de Pantera que foram testadas no projeto, escolhendo-se a atual.