A rã-touro é um anfíbio originário da América do Norte, foi introduzido no Brasil em 1935.
A ranicultura como é denominada a sua criação, visa atender os apreciadores da sua carne conhecida por apresentar teor de proteína com alta digestibilidade e baixo percentual de gordura, é indicada para pessoas com alergias alimentares, convalescentes e aquelas que buscam dietas hipocalóricas.
Além disso, os seus co-produtos como óleo e a pele possuem aplicações na indústria de cosméticos.
Nome comum: Rã-touro americana;
Nome científico: Lithobates catesbeianus;
Origem: Leste da América do Norte;
Hábito alimentar: No período aquático os girinos consomem perifiton, detritos vegetais, zooplanctons e ração. Nas fases terrestres, rãs e imagos, se tornam carnívoros e necessitam do consumo de insetos, pequenos mamíferos e outros animais menores. Em cativeiro devem ser alimentados com ração para peixes carnívoros, 40 a 42% de proteína bruta. A ração deve ser administrada de forma que tenha movimento para a rã, sendo assim arremessada na água ou fornecida em cocho vibratório;
Informações gerais: Rãs são excelentes saltadoras, suas pernas longas e musculosas propiciam saltos de até 1,5m. Possuem peles lisas e com capacidade de realizar trocas gasosas ( respiração cutânea). Os machos possuem calos nupciais, tímpanos maiores que os olhos, papo rugoso e amarelado.
A rã fêmea deposita seus ovos em ambientes aquáticos, como lagoas ou riachos.
Os ovos são protegidos por uma substância gelatinosa e ficam agrupados em massas chamadas “geleiras”.
Durante essa fase, os embriões se desenvolvem dentro dos ovos.
Após a eclosão o girino é chamado de G1 ou larva inicial. É caracterizado por apresentar brânquias e vitelo, além da ausência de sistema digestório.
Compreende um período de 5 a 7 dias.
Após o consumo do vitelo e a interiorização das brânquias podemos chamá-lo de G2. Nesta fase começa a procura por alimentos, principalmente plânctons, perifitons e materiais vegetais.
Nesta fase inicia-se a metamorfose com o surgimento de pernas na região próxima da cauda.
A combinação da G2 e G3 somam 75 dias, a depender das condições de oxigênio, temperatura, qualidade da água e alimentação.
Os braços aparecem já finalizados quando rompem a pele na região superior das laterais do corpo.
É finalizada com a absorção completa da cauda, dando fim a metamorfose.
A transição dura em torno de 10 dias.
Quando passam a para ambiente terrestre as rãs recebem o nome de imagos.
A metamorfose lhes confere uma respiração pulmonar, cutânea e bucofaríngea.
Nesta forma são carnívoros e caçadores vorazes, podem predar insetos, pequenos mamíferos, peixes, serpentes e até outras rãs.
Fonte: Cribb, André Yves. Manual técnico de ranicultura / André Yves Cribb, Andre Muniz Afonso, Cláudia Maris Ferreira Mostério. – Brasília, DF : Embrapa, 2013.