A unidade tem como objetivo fomentar a atividade de aquicultura continental no município e na região, por meio do fornecimento de alevinos de tilápia, acompanhamento da produção e realizaçãode treinamentos para produtores locais.
Para cumprir esse objetivo a equipe realiza um trabalho de manejo e organização dos animais, veja abaixo como esse trabalho costuma ser realizado.
A equipe desloca todos os animais na hapa de reprodução para uma área menor e realiza a captura de forma segura para os peixes e colaboradores.
Verifica-se quantos animais têm na hapa e qual seu sexo. Esta etapa garante o controle dos animais em reprodução e seu estado de saúde, se estão machucados ou com aspectos estranhos.
Quando a tilápia capturada é uma fêmea torna-se importante observar sua boca para verificar a presença de ovos. Caso possua, os ovos são coletados e transportados para incubadora
Após a eclosão dos ovos, os pós-larvas são coletados usando uma malha fina e delicada confeccionada pela equipe.
Os alevinos são transportados em caixa de isopor revestida e colocados em hapas de reversão. Serão alimentados conforme estimativa de animais.
Após o processo de reversão, os alevinos são entregues ao produtor que poderá criar os animais com a certeza da qualidade genética e procedência.
O processo de incubação na produção de tilápias é uma etapa crucial no ciclo de reprodução desses peixes. Ele envolve várias etapas, desde a seleção dos reprodutores até o manejo dos ovos até o momento da eclosão.
Fonte: SENAR
São escolhidos aqueles que estão livres de danos físicos e apresentam uma coloração uniforme. Os ovos inviáveis para a eclosão são descartados, o que garante a sanidade dos ovos restantes.
Os ovos são incubados em recipientes com água limpa e oxigenada na temperatura controlada de 26-28°C, pH neutro, sem amônia e oxigênio acima de 5 mg/l. O fluxo de água é regulado para manter os ovos em movimento.
Fonte: SENAR
Durante a incubação, os ovos são monitorados para garantir que temperatura, oxigenação e outros parâmetros estejam ideais. Os desvios podem afetar o desenvolvimento, acelerando ou retardando a eclosão.
Fonte: SENAR
As larvas eclodem de 1 a 4 dias após a coleta, dependendo do estágio ou condição da água. A eclosão é estimulada pelo movimento constante da água, que imita o movimento bucal da fêmea. Conforme as larvas nascem e começam a nadar na superfície da água, caem na bandeja coletora de larvas.
Fonte: SENAR
Ao nascerem as larvas se alimentam das reservas existentes no saco vitelínico, até os primeiros 3 a 5 dias de vida. As larvas são mantidas na bandeja coletora durante esse período, até que o saco vitelínico seja totalmente consumido.
Após o consumo do saco vitelínico os pós-larvas são contadas e transferidas para o setor de reversão sexual.
A reversão sexual de tilápias envolve a administração de hormônios masculinizantes às larvas por um período de 28 dias. Essa prática é realizada devido à vantagem de crescimento observada nos peixes machos dessa espécie, que tendem a crescer cerca de 30% mais rápido do que as fêmeas. Além disso, evita a reprodução e a superpopulação na fase de engorda deste peixe.
Recebem ração em pó contendo no mínimo 40% de proteína bruta e hormônio de reversão sexual (17-alfa-metiltestosterona).
Os animais se alimentam a vontade (ad libitum).
As caixas devem conter água limpa e livre de agentes químicos sanitizantes.
O ambiente deve ser protegido contra predadores e pouco estressante (densidade de até 3 pós-larvas por litro)
Os parâmetros ideais que colaboram para um ótimo desenvolvimento dos animais são:
temperatura entre 25 e 28ºC;
pH em torno de 7,0 (neutro);
Oxigênio maior que 5mg/L.
Os animais são contados ao chegar no setor e durante o período de reversão são monitorados quanto sua saúde e condição de desenvolvimento.
A reversão deve ser iniciada até o 18° dia de vida (não se desenvolveram sexualmente), ou antes do pós-larva alcançar 3mm.
O processo ocorre por 28 dias, e a alimentação diária é porcionada em pelo menos 6 tratos.
Após a reversão os alevinos são doados para produtores ou levados para o setor de recria. A partir desse momento, os animais serão alimentados com ração extrusada contendo 32% de proteína bruta.