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Qualidade do Tema, do debate e dos debatedores, com foco nas políticas públicas da Saúde, por meio do SUS, sem se esquecer da qualificação profissional.
Traduzindo: " O que precisamos é de vontade política e competência técnica" , ressalta o Dr Evaldo Stanislau (infectologista).
"Políticas afirmativas devem ser encaradas como de primeira grandeza"
-- Dr Evaldo
Política de Contenção: "Precisamos de um governo que saiba fazer políticas públicas que evitem a intensa proliferação de doenças contagiosas", reforça o Dr Marcos Caseiro.
Frente Ampla de Cubatão coloca a "Saúde" em debate
Politicas Públicas na área em questão, os problemas enfrentados no Município e na Região, a importância do SUS, humanização e valorização da vida, o risco do negacionismo, além das reflexões sobre o cenário político Nacional formam o resumo dos assuntos que nortearam esse Encontro.
O Comitê Popular de Lutas de Cubatão, por meio da Frente Ampla de Apoio às pré-candidaturas Lula/Alckmin (Presidente), Fernando Haddad (Governador) e Márcio França (Senador), prossegue com a série de Encontros em forma de Roda de Conversa.
Na última quinta-feira (27/07) ocorreu mais um importante debate, o segundo da série de quatro temáticas previstas. E, dessa vez, a Saúde foi o assunto da "Roda de Conversa" em questão, novamente tendo como palco o já conhecido "Espaço Inclusão de Cubatão", cito à Av. Das Nações Unidas, 119, na Vila Nova.
Para falar sobre Saúde, não houve e não há como deixar de fora aquilo que mais norteia esse Tema, que é o seu, o meu, o nosso Sistema Único se Saúde (SUS). E, para isso, quatro autoridades no assunto mostraram a riqueza do Tema e a qualificação do debate: os médicos infectologistas Marcos Caseiro e Evaldo Stanislau, além de Francisco Bernal (pediatra) e a Dra Raquel Balseiro (advogada e professora).
Com participação de profissionais renomados e conhecedores de causa do tema, como dito, entre as diversas esplanaçoes da noite, o SUS foi o assunto predominante na dinâmica dos debatedores.
"Onde tem livros, eu tô feliz". Assim iniciou a fala do Dr Marcos Caseiro. Calma! Ele não estava fugindo do assunto. É que, ao olhar bem ao seu redor, ele reparou que no Espaço Inclusão há vários livros, uma mini-biblioteca, disponível a quem ali desejar fazer uma boa leitura. Passado este detalhe, o Dr Caseiro mostrou a que veio e falou da importância do SUS na Saúde do Brasileiro. Começou pontuando as (segundo ele) cenas grotescas emanadas pelo atual Presidente da República, ao longo da Pandemia da Covid-19.
"Essa é a parte ruim. Mas viemos aqui também para falar de coisas boas. "Já pensou se não tivéssemos o SUS?" Indagou. "Apesar de todos os problemas, que já conhecemos, vamos falar do SUS que dá certo". Neste sentido, ele completou ainda que sem o SUS, seria muito pior do que foi. "É preciso mudar a lógica da gestão para que ele fique melhor. Mas o SUS fez e faz a diferença. É a diferença para o coletivo. Sem o SUS, seria o caos", enfatizou Dr Marcos Caseiro, que lembrou da criação, para ele, um dos maiores Programa de Saúde Pública do Mundo, o DST/Aids, do qual ele fez parte (com o Dr David Capistrano da Costa Filho) citando o seu funcionamento em Cubatão, na Rua Dom Pedro I, 104 (no Serviço de Vigilância Epidemiológica do Município).
Dentro dessa linha de valorização, o pediatra Francisco Bernal (Fran) reforçou que "o SUS é sinônimo de Democracia. Surgiu para garantir a participação do cidadão e da Comunidade como um todo, pela Constituição". Na visão dele, a Pandemia mostrou que o SUS não é de Governo, é Política de Estado, garantida por Leis Federais, a partir de 1990.
Negacionismo - o pediatra pegou gancho de uma das falas do médico anterior para reforçar sobre "o grande risco da política negacionista, com pais e mães deixando de vacinar seus filhos, num país que tem o maior Programa de Imunização do Mundo".
Em seguida, a professora e advogada Dra Raquel Balseiro também falou do seu inconformismo com os negacionistas. "Não consigo entender o negacionismo, não só o do Presidente da República que aí está, como o de pessoas de dentro da própria área da Saúde, inclusive de alguns médicos. Isso é muito sério e lamentável".
Dra Raquel também é uma defensora do SUS. Assim como o Dr Fran, ela falou dos 32 anos da criação desse Sistema Único, citou algumas Leis, como a 8080 e a 8142 (principalmente), além dos Marcos Regulatórios de Promoção da Cidadania: Mobilização Social; Garantia de Financiamento; Região de Saúde (Planejamento Regional Integrado); Atenção primária; Urgência e Emergência; Atenção Psicossocial; Atenção Ambulatorial Especializada e Hospitalar; Vigilância em Saúde, etc, etc.
Humanização: Raquel pediu ainda que haja mais Humanização no trato com as mulheres em termos de Políticas Públicas voltadas à Saúde da Mulher. "Não pode continuar acontecendo o que estamos vendo no país, aqui na nossa Região, com vários retrocessos neste quesito", reforçou.
O quarto profissional a expor as suas impressões acerca do Tema da última quinta-feira, entre várias colocações, reflexões e indagações dos presentes, foi o Dr Evaldo Stanislau, infectologista (que é pré-candidato a deputado Estadual). Ele complementou tudo aquilo que fora dito sobre o SUS, citando vários defeitos a corrigir, mas destacando as qualidades do Sistema.
Do mais humilde ao mais remediado - Ele falou da criação do Programa Mais Médicos e de várias outros programas dentro do SUS, que atendem de forma Universal, a quem precisa e até a que não precisa, do rico ao mais pobre, do mais humilde ao mais remediado. Um exemplo clássico é a cobertura vacinal na Pandemia.
Contudo, no entender do Dr Stanislau, "a falta de assistência na Atenção Básica nos leva ao Cross (Sistema de Regulação de Vagas). Esse é apenas um dos nossos grandes problemas que enfrentamos e que tem piorado ultimamente". O médico disse que cabe aos governantes (em todos os níveis, mas principalmente vindo de cima) resolver esse e outros problemas para mudar e melhorar esse cenário.
"Tristeza, raiva e desesperança nós já temos. Isso tá na cara de muitos cidadãos (dá prá ver). Mas, independente de qualquer problema, temos que enaltecer a Luta Pela Vida e pela Democracia. Não podemos deixar de fazer isso", recomendou .
Lembrando que a Frente Ampla de Cubatão é formada por sete partidos: PT, PCdoB, PV, Rede, PSol, PSB e Solidariedade. O Comitê de Lutas de Cubatão ainda vai debater mais dois temas: Segurança Pública, na próxima sexta-feira (05/08), e Educação, a ser realizado no dia 11 de agosto (quinta-feira). Ambos serão a partir das 19:00, também no Espaço Inclusão de Cubatão, conforme endereço já informado no início da matéria. Prestigiem!
Jornalistas: Ismael Pereira e Ivo Oliveira