RODA DE CONVERSA: EMPREGO E RENDA
Foto solidária do Encerramento do nosso primeiro dos 4 debates previstos no Espaço Inclusão de Cubatão
Economia Solidariedade Produção Cultural como fortalecimento da Indústria Cultural como emprego e geração de renda e desenvolvimento social foi também uma das reflexões colocadas para reflexão deste encontro
Falas recorrentes - A Preocupação com a falta de Políticas Públicas que geram emprego e renda (e destruição) das que existiam no atual Governo foi um dos motes das falas dos convidados deste encontro tendo o planejamento e a qualificação profissional como alguns dos grandes desafios para mudar o cenário vigente.
O Espaço Inclusão, do Comitê Popular de Lutas é o palco dos debates em Cubatão
Frente Ampla de Cubatão debate "Trabalho, Emprego e Renda"
No desenvolvimento do Pensamento Econômico, cada vez mais os conceitos de Emprego e Renda vêm se entrelaçando, tornando-se "intimamente" ligados de algumas décadas pra cá.
Não por acaso, em 1936, John Maynard Keyne (economista inglês, que originou o keynesianismo) já destacava a questão da Provisão do Emprego como "fundamental para superar momentos críticos dessa natureza".
Foi quase 50 anos depois (lá no início dos anos 80) que os países da Europa, e, mais tarde no restante do mundo, incluindo aí o Brasil, que o desemprego começou a ser combatido com uma série de medidas políticas denominadas de "Políticas de Emprego e Renda" ou simplesmente " Políticas de Emprego". Nota-se que, na maioria dos países, esta ainda tem sido a maneira de lidar com essa problemática, tornando-se o principal instrumento de intervenção para reduzir os patamares de desemprego, um constante problema no nosso país, agravado mais ainda recentemente com o surgimento da pandemia mundial da Covid -19, e agora com os ataques da Rússia contra a Ucrânia.
Foi neste complexo contexto e no bojo de diversas conjunturas políticas e Econômicas que a Frente Ampla de Cubatão, por meio do Comitê Popular de Lutas, realizou um grande debate sobre esse tema, recorrente no Brasil afora, incluindo a Região da Baixada Santista.
O encontro ocorreu na quinta-feira à noite (21/07), realizado no Espaço Inclusão, no bairro Vila Nova, em Cubatão.
Por quase três horas, personalidades políticas do grupo dos sete partidos (que formam a Frente Ampla a favor da candidatura de Lula/Alckmin para Presidente, Fernando Haddad para Governador e Márcio França, Senador) traçaram um caloroso debate sobre Emprego e Renda, especialmente com o olhar voltado para os aspectos que atingem em cheio a Região da Baixada Santista, como também outras localidades do Estado de São Paulo.
Políticas Públicas - Como fazer, o que fazer, para quem fazer, por que fazer? quais as propostas? Essas e outras perguntas permeiaram andamento do debate, sob a competente condução do Jornalista Ivo Oliveira, da Rede.
Alternativas: Economia Solidária e a Produção Cultural como fortalecimento da Indústria Cultural posta como facilitadora do desenvolvimento social foram algumas das reflexões colocadas como formas de alavancar a geração do emprego e renda, com exemplos de medidas que deram certo em outros municípios e Regiões.
A Preocupação com a falta de Políticas Públicas que geram Emprego e Renda, a destruição pelo atual Governo das que existiam, bem como o Planejamento e a qualificação profissional (ou a falta dela) também foram expostas como uns dos grandes desafios para mudar o cenário vigente.
O tempo alongado desse Encontro (em forma de Roda de Conversa) se justificou pela amplitude do Tema, pela riqueza das colocações dos convidados à mesa e das interações participativas dos presentes, com vários exemplos esclarecedores acerca do tema.
Lembrando que este foi apenas o primeiro de quatro temas a serem debatidos pelo Comitê Popular de Lutas de Cubatão, Regido pela Frente Ampla composta por PT, PSB, Rede, Solidariedade, PV, PSol e PCdoB. Os outros três temas são, Saúde, Segurança Pública e Educação. Todos no Espaço Inclusão de Cubatão, sito à Av. Das Nações Unidas, 119, fundos, na Vila Nova.
RELEASE
TRABALHO EM TRANSE
Frente Ampla de Cubatão debate
transição no mundo do trabalho
Globalização, revolução tecnológica, direitos trabalhistas e Economia Solidária são chaves para geração de emprego, debatidas em roda de conversa
Um posto de trabalho fechado no Porto de Santos pode ser aberto num porto chinês, sem alterar a operação portuária santista; um porteiro predial pode ser substituído por controle eletrônico de acesso; a precarização do salário e do emprego formal, trazidos pela reforma trabalhista dos partidos de direita. Eis os inimigos da Carteira de Trabalho, num mundo que transita rapidamente para a revolução digital pós-industrial.
Estratégias das pré-candidaturas de esquerda para proteger milhões de trabalhadores, foram demonstradas em roda de conversa aberta pela Frente Ampla de Cubatão, em 21/07, no Comitê Popular de Luta “Espaço Inclusão”. “Qual é o limite do lucro do capitalismo? Esse limite não pode ser o da extinção do trabalho. O polo industrial de Cubatão e o Porto de Santos precisam ter responsabilidade social e não de políticas de extinção de mão de obra”, questiona Fábio Melo, dirigente sindical, pré-candidato a deputado federal pelo PSOL.
Investimento público maciço em capacitação profissional, colocando o estado brasileiro a serviço do desenvolvimento econômico, “criando leis que permitam novas plantas industriais na Baixada Santista, que agreguem valor às commodities exportadas pelo Porto”, propõe o vereador santista Chico Nogueira, pré-candidato a deputado federal pelo PT.
Mariana Lacerda, porta voz da Rede Sustentabilidade no Estado de São Paulo, defende a redução das desigualdades sociais, “para que o País possa fazer a transição à economia solidária, criativa e verde. Vivemos a transição tecnológica da produção e precisamos preparar a juventude para esse perfil adaptável”.
“O eixo da capacitação dos jovens precisa mudar para se adequar às novas tecnologias de automação digitais do trabalho. Por outro lado, o imenso potencial turístico da Baixada Santista é pouco explorado. É preciso melhorar a representação política nos parlamentos, para que essas questões sejam levadas adiante”, ensina a mestra em Direito Difuso, advogada e professora universitária Rachel Balseiro.
Inspirado no modelo de trabalho cooperativo desenhado pelo economista, doutor em Sociologia, Paul Singer (1932-2018), Newton Rodrigues, do Fórum de Economia Solidária da Baixada Santista, defende a multiplicação de associações de trabalhadores para produzir bens e serviços. “Com apoio do Estado, a Economia Solidária organiza as pessoas para profissionalizar cooperativas de trabalho, redistribuindo os ganhos”.
Exemplo prático da transição para novas formas de trabalho e renda, o professor Almir José da Silva, da cooperativa educacional Cipó, explica a mecânica do trabalho associativo: “a redução da burocracia e da carga tributária, permite a ligação entre educação e mercado de trabalho”. Para ele, é necessário reformular o Currículo Escolar para se adequar à transição tecnológica.
Associando o mundo do trabalho às questões étnicas e raciais, a líder sindical Paloma Santos, do Sindilimpeza, lembrou que “pretos e pardos recebem menores salários e são as maiores vítimas da fome e do desemprego”. Paloma lembra que tanto a representação sindical, quanto parlamentar devem promover medidas afirmativas contra o preconceito e pela inserção econômica também das mulheres.
Dramaturgo, ator, escritor premiado e produtor cultural, Cícero Gilmar Lopes, faz um apelo: “Os políticos só veem a cultura como entretenimento, peço às candidaturas que olhem a indústria cultural como forte geradora de emprego”. Erenita Maria Barbosa, ex-secretária da Assistência Social, pede que “se abra o leque dos programas de transferência de renda para formação escolar e para o trabalho”.
Frente Ampla Cubatão-23/07/2022. Comitê Popular de Luta de Cubatão “Espaço Inclusão”. Comissão de Comunicação. Jornalistas Ivo de Oliveira. MTb 35804. Ismael Pereira MTb 40407/SP ivosantista@gmail.com. (13)98826-4010 / (13)98191-6080.