O projeto busca compreender, a partir das vivências das participantes, o que significa ser mulher na contemporaneidade e como esse lugar social está atravessado por múltiplas formas de sobrecarga.
O projeto de extensão Saúde Mental das Mulheres tem como objetivo promover espaços de escuta, acolhimento e reflexão sobre as questões que atravessam a vida psíquica das mulheres. Partindo da compreensão de que fatores sociais, culturais e históricos influenciam diretamente o sofrimento psíquico, o projeto busca articular ações de cuidado, informação e diálogo entre universidade e comunidade.
Além de beneficiar diretamente as participantes, o projeto também contribui para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos, que têm a oportunidade de desenvolver práticas de escuta qualificada, reflexão crítica e intervenção comunitária. Dessa forma, a extensão universitária cumpre seu papel de aproximar o conhecimento produzido na universidade das demandas reais da população.
Ao valorizar a palavra, o acolhimento e o compartilhamento de experiências, o projeto Saúde Mental das Mulheres reafirma a importância de políticas e práticas que promovam o cuidado psicológico, a autonomia e o bem-estar das mulheres em diferentes contextos sociais.
O projeto exporou também, como a prática do futsal feminino produz experiências psicossociais relacionadas ao pertencimento territorial, à identidade feminina e à construção de vínculos comunitários em Matinhos-PR. A partir da interface entre Educação Física e Psicologia, busca compreender de que forma o esporte atua como espaço de convivência, apoio social, fortalecimento da autoestima e participação comunitária.
Mais do que uma atividade física, o futsal é analisado como prática social capaz de gerar sentimentos de pertencimento, redes de solidariedade e processos de identificação coletiva entre mulheres. Por meio de uma abordagem qualitativa, a pesquisa pretende compreender os significados atribuídos pelas praticantes à modalidade e suas repercussões para o bem-estar, a saúde mental e a relação com o território.
O estudo contribui para ampliar o diálogo entre esporte, subjetividade, comunidade e desenvolvimento humano, fortalecendo a proposta interdisciplinar do projeto EDIP.