Amiga de infância de Helena Eleonora Satto, pessoa com quem compartilhou e participou junto de vários projetos profissionais, sobre tudo pertinente a estudos do desenvolvimento genético, estando intimamente voltada à sua área de ação e bem próxima como a neuropsicóloga responsável por distinguir a agnação estreita dentre definidos aspectos do funcionamento cerebral e conduta do indivíduo com certas e visíveis alterações genéticas exatas expostas pelo mesmo.
Foi declarada em órgãos competentes do Império, como desaparecida, por seus familiares ainda antes do final da guerra e, não tendo sido localizada até os dias atuais, contudo, vale a ressalva e o registro de que após a constituição do novo *GMU, jamais houve qualquer tentativa destes mesmos familiares em tentar obter notícias de seu paradeiro.
Quem sabe devido ao trauma e estresse dos episódios da guerra ocorridos na região em que morava e da qual foi retirada subitamente de modo violento e recolhida por longo tempo junto de outras pessoas desconhecidas nas suas mesmas condições, desenvolveu uma *amnésia dissociativa que persiste a cerca de 20 anos.
Helena, é até hoje a única pessoa cujo por alguma razão, ela tem alguma recordação clara em sua memória, fato que fez com que adquirisse o hábito de registrar para a amiga, cartas que ela sempre carrega com si, tendo a intenção de escrever seus dias e suas vivencias e quem sabe talvez arranjar se lembrar de outros fatos, sobre si mesma e sobre o seu agora obscuro passado.
É tia avó de Lindagreyce, mas na ocasião e por causa da guerra não chegou a ter ciência de seu nascimento. Ainda conheceu e desenvolveu uma sincera amizade sem grandes intimidades com Raquel Menotti Fiorillo, com quem em algum momento da vida se encontrou por diversas vezes com alguma frequência, em determinados cursos, palestras e estudos específicos sobre espiritualidade e religiões da antiguidade, tema que despertava o interesse de ambas.
Nos anos mais recentes de sua vida, já há algum tempo, vive em *Vales do Desespero, tendo sido transferida entre eles com alguma frequência atípica, não se tem conhecimento de, ser por razões de suas condições clínicas ou se por atuação direta de alguém específico que tem pretenções de mantê-la viva, dado as circunstâncias de que normalmente as pessoas em suas condições, facilmente são despachadas como escravos nas *ARCAS que regularmente vão à estes locais para serem carregadas.
Através de sua escrita, sem pretenções e nem mesmo qualquer conhecimento consciente do fato, ela faz diariamente um registro histórico recente dos locais pelos quais transita e ainda das condições humanas atuais, não raramente fazendo analogias com vagas histórias que habita os seus pesadelos ou quiça recorda de modo esporádico e que não sabe se fez parte de sua vida real.
*Nota do Editor: Personagem protagonista da seção “Cartas para Helena” publicação prevista para ser parte da série Nova Era. Para outras marcações no texto, consulte o Glossário.