Objetivos
Objetivos
Há 30 anos o grupo de pesquisa “Currículos cotidianos, redes educativas, imagens e sons” vem atuando nas pesquisas com os cotidianos e os tantos ‘dentrofora’ da escola.
O que são as pesquisas com os Cotidianos?
Buscamos compreender os diferentes cotidianos e as tantas redes educativas que neles formamos e que nos formam. Fruto dessa diversidade, usamos variadas noções, ideias e autores, mas, ao mesmo tempo, a atuação plural nos permite a abordagem de questões que se articulam em ações e processos epistemológicos-teóricos-metodológicos.
Entre estes, indicamos as seguintes ideias e processos: a pluralidade dos cotidianos; a existência de redes educativas nas quais são criados ‘conhecimentossignificações’; a infinidade de processos culturais nos tantos ‘espaçostempos’ sociais, com as escolas entre eles; a ideia da existência de processos miúdos necessários à vida humana; a compreensão de
aprendizados ao longo da vida, de políticas e memórias sobre práticas educativas; a existência de tantos ‘dentrofora’ das escolas com a circulação permanente de ‘conhecimentossignificações’; os inúmeros contextos de formação docente, enquanto ‘espaçostempos’ de diversificadas ‘praticasteorias’, em suas múltiplas dimensões éticas, estéticas, políticas e poéticas; a necessária presença de artefatos culturais em processos curriculares, em processos de criação constante; os processos identitários dos ‘praticantespensantes’ dos cotidianos; a existência de discriminações do Outro e as necessárias lutas por sua superação; a presença permanente de conversas nos cotidianos fazendo surgir narrativas docentes, bem como imagens e sons de processos curriculares.
Trabalhamos de diferentes modos com imagens (fotografias, vídeos e filmes), sons e narrativas e tomam escolas entre eles; a ideia da existência de processos as imagens – imaginal, visual, sonora, mítica etc. – em seus diversos planos,
dos usos à criação. As conversas são o lócus das pesquisas com os cotidianos.
Vários autores e autoras nos estimulam: Michel de Certeau, Arlindo Machado, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Humberto Maturana, Juhani Pallasmaa e pesquisadoras/es brasileiras/os e latino-americanos.
O grupo foi o criador do primeiro Laboratório Educação e Imagens e Sons (LABEIS), em 2002, com financiamento FAPERJ, em torno do qual se articularam diversos grupos do Programa de Pós-graduação em Educação/Faculdade de Educação/Centro Educação e Humanidades/Universidade do Estado do Rio de Janeiro – campus Maracanã e de outras universidades brasileiras e do exterior. Esses grupos realizam, já a nove edições, o Seminário De Laboratórios e Grupos de Pesquisa em Educação & Imagens & Sons. Em 2024 será realizada a 10ª edição, com o tema “Redes educativas, imagens e sons na produção e circulação de 'conhecimentossignificações': conversas entre pesquisas em Educação”.