Quando envelhecer também significa lidar com perdas, mudanças, solidão e uma vida que já não é a mesma.
O envelhecimento não representa apenas mudanças físicas.
Também pode trazer perdas, mudanças de rotina, afastamentos, aposentadoria, viuvez, diminuição da autonomia e perguntas que nem sempre encontram espaço para serem ditas.
Às vezes, a família percebe apenas que alguma coisa mudou:
“Ele não é mais o mesmo.”
“Ela ficou muito mais quieta depois que meu pai morreu.”
“Depois da aposentadoria, parece que ele perdeu o sentido.”
“Minha mãe está cercada pela família, mas continua se sentindo sozinha.”
Por trás dessas mudanças pode existir uma experiência emocional que precisa ser escutada.
Quando falamos em luto, geralmente pensamos na morte de alguém.
Mas, ao longo da vida, outras perdas também podem provocar sofrimento.
A perda do companheiro ou da companheira.
A morte de amigos.
A saída dos filhos.
A aposentadoria.
A perda de uma função que durante décadas deu sentido à rotina.
A mudança de casa.
A diminuição da autonomia.
A percepção de que determinada fase da vida chegou ao fim.
Cada pessoa vive essas experiências de uma maneira diferente.
Não existe um calendário universal para o luto.
E uma perda não deixa de produzir efeitos simplesmente porque já passou algum tempo.
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Uma pessoa pode estar cercada de filhos, netos, familiares e cuidadores e, ainda assim, sentir-se profundamente sozinha.
Porque estar acompanhado não significa necessariamente sentir-se compreendido.
Às vezes existe uma dificuldade para falar sobre aquilo que realmente está acontecendo.
A pessoa pode não querer preocupar os filhos.
Pode acreditar que precisa ser forte.
Pode sentir vergonha de demonstrar tristeza.
Pode pensar que “nessa idade é assim mesmo”.
Ou simplesmente não encontrar palavras para explicar o que sente.
A escuta pode oferecer um espaço diferente: um lugar onde aquilo que foi silenciado possa começar a encontrar palavras.
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Nem sempre é o próprio idoso que procura ajuda.
Às vezes é o filho, a filha ou outro familiar que começa a perceber pequenas mudanças.
“Minha mãe não é mais a mesma depois que meu pai morreu.”
“Meu pai se aposentou e parece ter perdido o sentido da vida.”
“Ela está cada vez mais isolada.”
“Ele não quer mais sair de casa.”
“Não sabemos mais como conversar com ela.”
“Estamos tentando ajudar, mas parece que nada funciona.”
Nessas situações, a família também pode precisar de um espaço para compreender o que está acontecendo.
Não se trata de dizer ao outro o que ele deve sentir ou fazer.
Trata-se de criar um espaço de escuta para que aquilo que está sendo vivido possa ser compreendido com mais profundidade.
Para algumas pessoas, sair de casa pode ser difícil.
O deslocamento, as limitações da rotina ou as próprias mudanças provocadas pelo envelhecimento podem tornar a busca por atendimento mais complicada.
Quando houver condições adequadas para esse formato, a escuta psicanalítica pode ser realizada no ambiente domiciliar, em São Bernardo do Campo.
A proposta não é transformar a casa em uma clínica.
É preservar, naquele ambiente, um espaço de escuta, privacidade e acolhimento.
Cada situação é avaliada individualmente para verificar se o atendimento domiciliar é realmente adequado.
Também existe a possibilidade de atendimento online, quando esse formato fizer sentido para a pessoa.
Este espaço pode fazer sentido para idosos e famílias que estejam atravessando situações como:
• luto pela morte de alguém importante;
• viuvez;
• solidão, mesmo estando acompanhado;
• aposentadoria e mudanças na forma de se perceber;
• perda ou diminuição da autonomia;
• mudanças importantes na rotina;
• afastamento ou perda de vínculos;
• sensação de vazio ou falta de sentido;
• dificuldade de elaborar uma perda;
• mudanças familiares relacionadas ao envelhecimento;
• momentos em que a pessoa sente que sua vida mudou e não sabe mais como se reconhecer nela.
Não é necessário chegar com uma resposta pronta sobre o que está acontecendo.
Às vezes, o primeiro passo é justamente encontrar um lugar onde seja possível falar.
Quando o envelhecimento também desperta perguntas sobre sentido, identidade e o lugar que ocupamos na própria vida, o vazio pode aparecer de maneiras que nem sempre conseguimos compreender sozinhos.
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A psicanálise não trabalha simplesmente com conselhos sobre como superar uma situação.
Existe uma diferença entre dizer a alguém o que ela deveria sentir e oferecer um espaço para que ela possa falar sobre aquilo que realmente sente.
O sofrimento de cada pessoa possui uma história.
Por isso, a escuta considera a singularidade de quem está diante de nós.
O objetivo não é apagar uma perda.
Nem fazer alguém esquecer.
É possibilitar que aquilo que aconteceu possa encontrar um lugar dentro da própria história.
Meu nome é Cleber Carbonari.
Sou psicanalista formado pelo Instituto Andrea Vermont (IAV), com registro informado IAV-MG 0001/315.00.
Meu trabalho é voltado principalmente para pessoas que atravessam luto, perdas, solidão, mudanças importantes e sentimentos de vazio existencial.
Acredito na importância de uma escuta que não tenha pressa em oferecer respostas, mas que permita compreender aquilo que muitas vezes permanece sem palavras.
Atendo em São Bernardo do Campo e online.
Se você ou alguém da sua família está atravessando uma perda, uma mudança importante, a solidão ou uma fase difícil de compreender, talvez não seja necessário enfrentar tudo isso em silêncio.
Podemos conversar sobre o que está acontecendo e entender se a escuta psicanalítica pode fazer sentido para essa situação.
O atendimento domiciliar em São Bernardo do Campo é avaliado individualmente, considerando as condições e necessidades de cada caso.
São Bernardo do Campo • Atendimento domiciliar quando adequado • Atendimento online