Em outubro de 2018, o projeto Taxonomia Integrativa das Aranhas Cavernícolas Brasileiras, financiado pela Chamada 07/2018 FAPEMIG-VALE - Pesquisa na Área de Espeleologia PARCERIA FAPEMIG-VALE (#RDP-00098-18), coordenado pelo Prof. Dr. Adalberto José dos Santos (UFMG), foi iniciado. Este projeto foi finalizado em 2022. Por ele, iniciamos o estudo da fauna de aranhas cavernícolas do Brasil. Tomando como ponto de partida a abundância de material em coleções científicas, pretendemos avançar no conhecimento de nossa fauna de aranhas através da combinação de estudos morfológicos tradicionais, coletas de campo e análises de dados moleculares. Os resultados obtidos a partir daí serão divulgados não apenas através dos meios tradicionais (i.e., publicações científicas), mas também através da construção de bancos de dados de distribuição geográfica e de imagens digitais das espécies, de modo a facilitar sua inclusão em estudos de licenciamento ambiental e na tomada de decisões voltadas à preservação ambiental. Este projeto gerou como consequências diretas a ampliação das pesquisas com aracnídeos cavernícolas brasileiros, na UFPI e na UFMG, além do estabelecimento de novas parcerias com pesquisadores da UFLA, UFRN e UFMT.
Em agosto de 2022 foram aprovados três novos projetos por meio do Edital de Chamada Pública Nº 01/2023 - TCCE ICMBio/VALE: Compensação Espeleológica. O projeto Diversidade, Distribuição e Evolução de Troglomorfismo em Aranhas Cavernícolas Brasileiras (Araneae: Pholcidae, Trechaleidae), coordenado pelo Prof. Dr. Adalberto José dos Santos (UFMG), derá continuidade aos estudos com aranhas, contribuindo para a documentação e conservação da diversidade de aranhas cavernícolas do Brasil através da descrição de espécies, inferência de diversidade genética e evolução de troglomorfismos.
Adicionalmente, o projeto Estado da Arte dos Escorpiões Cavernícolas Brasileiros, coordenado pelo Prof. Dr. Leonardo Sousa Carvalho (UFPI), e também financiado por meio do Edital de Chamada Pública Nº 01/2023 - TCCE ICMBio/VALE: Compensação Espeleológica, objetiva examinar, documentar, identificar e descrever ou redescrever os escorpiões coletados em cavernas brasileiras e disponíveis em coleções científicas. Além disto, serão realizadas atividades de campo para coleta de novos espécimes em regiões prioritárias, objetivando coletar novos espécimes, que servirão para o desenvolvimento de estudos morfológicos, taxonômicos, moleculares e citogenéticos.
O projeto Da Caatinga à Mata Atlântica: diversificação e conservação dos esquizomídeos do gênero Rowlandius (Schizomida: Hubardiidae) através de dados genômicos, ecológicos e morfológicos, coordenado pelo Prof. Dr. Sérgio Maia Queiroz Lima (UFRN), também financiado por meio do Edital de Chamada Pública Nº 01/2023 - TCCE ICMBio/VALE: Compensação Espeleológica, objetiva compreender a evolução biológica e elucidar a taxonomia do gênero Rowlandius no Nordeste do Brasil, principalmente do complexo R. potiguar, esperando identificar quando as linhagens divergiram e como estão atualmente distribuídas, informações importantes para embasar ações de conservação, principalmente para espécies que têm como habitat as cavernas.
Em 2026, iniciamos um novo projeto por meio do Edital de Chamada Pública Nº 11/2025, Item XX da Cláusula Segunda do TCCE nº 1/2022/ICMBio – Pesquisa e Conservação do Patrimônio Espeleológico Nacional. O projeto Descobrindo o Novo Mundo e as Dolinas de Barbosilândia: aracnídeos cavernícolas da região da APA Nascentes do Rio Vermelho e Bacia do Rio Corrente, coordenado pelo Prof. Dr. Leonardo Sousa Carvalho (UFPI), objetiva documentar e contribuir para a conservação da diversidade de aracnídeos cavernícolas no Nordeste Goiano, com foco nas regiões de Novo Mundo e Dolinas de Barbosilândia, na APA Nascentes do Rio Vermelho. O projeto contempla a realização de inventários, identificação taxonômica e descrição de espécies troglóbias, além da avaliação de prioridade de conservação por meio do Cave Conservation Priority Index (CCPi). Adicionalmente, prevê a produção de publicações científicas, elaboração de guia ilustrado, formação de recursos humanos, ampliação de coleções biológicas e ações de divulgação científica, contribuindo para o fortalecimento do conhecimento e da conservação da biodiversidade subterrânea no âmbito do Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico (PNCPE).