A virtude da Oração em Maria.
Também se registra nas Bodas de Caná. Ali ela dirige a palavra ao Senhor com a certeza de que seria ouvida por Ele. E Ele nos dá mostra disso. Apesar de relutar, atendeu-a. Também se registra nos Atos dos Apóstolos, quando Lucas diz que os apóstolos "perseveravam concordes em oração, juntamente com as mulheres, entre elas, Maria mãe de Jesus" e os irmãos d'Ele (At 1,14). Apesar da forma dita por Lucas, apenas registrando um dado histórico, temos o relato de João sobre como ela se mostrara ao Pé da Cruz. Antes de todos os apóstolos.
Em seguida o documento nos faz saber que "a Igreja prolonga no Sacramento do Batismo a maternidade virginal de Maria".
Portanto, a expressão Virgem-Mãe não é só um termo a mais, mas referência a Maria enquanto modelo de ser Igreja.
Por fim, o documento se refere a Maria enquanto a Virgem oferente. E relembra passagens no Evangelho que no-la mostra em atitude oblativa. Por exemplo, quando na apresentação de Jesus no Templo. Mas nos faz ver que a Igreja reconhece em Maria "uma vontade oblativa, que transcendia o sentido ordinário do rito". E lembra o dizer de São Bernardo:
"Oferece, Virgem santa, o teu filho e apresenta ao Senhor o fruto bendito do teu ventre. Sim! Oferece a hóstia santa e agradável a Deus, para reconciliação de todos nós".
Exemplar de toda a Igreja no exercício do culto divino, Maria é mestra de vida espiritual para cada cristão. Sobretudo, daquele culto que consiste em fazer da própria vida uma oferenda a Deus.