O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é uma barreira fundamental contra riscos biológicos, químicos e físicos no ambiente laboratorial. Máscaras, luvas, jalecos e óculos de proteção não são apenas exigências normativas — são gestos de cuidado consigo e com os outros.
Proteger-se é um ato de responsabilidade profissional e de compromisso com a segurança de todos. 💙
Princípios que seguimos:
Uso obrigatório de EPIs (máscara, luvas, jaleco etc.)
Higienização frequente das mãos (seguindo as ROPs de higinização das mãos)
Descarte correto de resíduos (perfurantes, químicos, biológicos)
Vacinação atualizada de todos os colaboradores
Protocolos claros para acidentes com material biológico
Importante: Todos somos responsáveis por manter e fiscalizar o cumprimento das normas. A segurança começa em cada atitude!
O descarte de agulhas e seringas usadas em laboratório deve ser feito obrigatoriamente em coletores rígidos para perfurocortantes (como caixas Descarpack), sendo estritamente proibido o reencape ou a separação manual da agulha.
Esta prática é regulamentada no Brasil pela RDC nº 222/2018 da ANVISA e pela NR-32, que classificam as agulhas contaminadas por material biológico no Grupo E (Perfurocortantes)
O uso de sapato fechado em laboratórios de análises clínicas é obrigatório e essencial para a biossegurança dos profissionais. Esta exigência está regulamentada pela Norma Regulamentadora 32 (NR-32), que determina as diretrizes de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde
Motivos para a Obrigatoriedade
Risco Biológico: Protege contra o derramamento e respingos de fluidos corporais, sangue, secreções e amostras biológicas contaminadas.
Risco Químico: Evita o contacto direto da pele com reagentes corrosivos, corantes ou solventes nocivos.
Risco Físico: Diminui a gravidade de lesões causadas pela queda de materiais perfurocortantes, como agulhas, lâminas e vidrarias partidas
A ROP (Prática Organizacional Exigida) de Higienização das Mãos no modelo Qmentum é uma diretriz obrigatória de segurança do paciente focada em reduzir infecções em laboratórios e hospitais
Diretrizes da ROP de Higienização das Mãos
Os Cinco Momentos: Seguir rigorosamente os momentos de higienização antes e depois do contato com o paciente ou amostras.
Insumos e Acessos: Garantir pias de lavagem, dispensadores de sabonete líquido e álcool em gel de fácil acesso nas áreas técnicas.
Auditorias Internas: Realizar avaliações periódicas da equipe para medir o índice de adesão à prática.
Educação Continuada: Promover treinamentos obrigatórios e constantes para todos os profissionais
A Prevenção de Quedas e Redução de Lesões é uma Prática Organizacional Exigida (ROP) do programa de acreditação internacional Qmentum (Accreditation Canada), focada em avaliar riscos e proteger pacientes, embora sua aplicação prática direta seja menos comum em laboratórios de análises clínicas do que em ambientes de internação hospitalar.
Aplicação da ROP de Quedas em Laboratórios
Escopo restrito: Em um laboratório de análises clínicas, o risco de queda foca na recepção, salas de coleta e banheiros, diferindo dos protocolos complexos de leitos de internação
Público vulnerável: Atenção especial a idosos, gestantes, pacientes com tontura pós-coleta ou jejum prolongado, e pessoas com mobilidade reduzida.
Diretrizes e Ações Práticas
Triagem na recepção: Identificar rapidamente pacientes debilitados ou com histórico de vertigem ao chegarem para exames.
Ambiente seguro: Manter pisos secos, livres de obstáculos, uso de fitas antiderrapantes e banheiros equipados com barras de apoio e campainhas de emergência.
Suporte pós-coleta: Oferecer atendimento imediato e local de repouso caso o paciente apresente tontura ou lipotímia após a retirada de sangue.
Notificação de eventos: Registrar qualquer incidente ou quase-queda para auditorias de qualidade exigidas pela metodologia de acreditação.