Apesar de seus nomes parecerem similares, é importante entender que assinatura digital e assinatura eletrônica não são a mesma coisa. Enquanto a assinatura digital utiliza criptografia para garantir segurança e validade legal, a assinatura eletrônica é um termo mais amplo, incluindo diversos métodos de assinar documentos em formato eletrônico.
Representa todos os métodos de certificação que usam meios eletrônicos como validação.
Alguns dos seus métodos são menos complexos e mais fáceis de implementar em comparação com a assinatura digital, pois não requerem certificados digitais emitidos por autoridades certificadoras.
A validade legal das assinaturas eletrônicas pode variar dependendo da legislação local e dos requisitos do contexto em que são utilizadas.
Alguns exemplos: assinatura por digitação, assinatura escaneada, biometria, assinatura com caneta eletrônica, assinatura por e-email e assinatura com certificado digital.
É um tipo de assinatura eletrônica
Utiliza criptografia de chave pública para criar uma assinatura única e vinculativa ao documento.
Requer certificação por uma autoridade certificadora confiável, que emite certificados digitais aos signatários.
Oferece o conceito de "não repúdio", o que significa que o signatário não pode negar ter assinado o documento. Isso é garantido pela criptografia e pela vinculação da assinatura ao certificado digital do signatário, tornando a assinatura legalmente vinculativa.
As origens das assinaturas eletrônicas e digitais datam ao final da década de 1970, quando Whitfield Diffie e Martin Hellman lançaram as bases teóricas para os esquemas de assinatura digital. Suas ideias foram fundamentais para o desenvolvimento subsequente de algoritmos como o RSA, apresentado por Ronald Rivest, Adi Shamir e Len Adleman, em 1977. Embora as assinaturas RSA primitivas fossem apenas prova de conceito e não seguras por si só, elas marcaram um avanço significativo na criptografia.
Após o RSA, surgiram outros esquemas de assinatura digital, incluindo as assinaturas Lamport, as assinaturas Merkle (ou "árvores de hash") e as assinaturas Rabin. Em 1988, Shafi Goldwasser, Silvio Micali e Ronald Rivest definiram rigorosamente os requisitos de segurança para esses esquemas, estabelecendo a base para modelos de ataque e segurança. Tendo o primeiro pacote de software amplamente comercializado a oferecer assinatura digital o Lotus Notes 1.0, lançado em 1989, que usava o algoritmo RSA.
Na virada do século XXI, a adoção das assinaturas digitais começou a ganhar impulso. Em 1999, documentos em formato PDF com assinaturas digitais embutidas começaram a aparecer, enquanto nos Estados Unidos, a Lei ESIGN de 2000 conferiu validade jurídica às assinaturas digitais, marcando um marco crucial na aceitação legal dessas tecnologias.
No campo da tecnologia, o lançamento do software SIGix em 2002 representou um passo importante, oferecendo uma solução de assinatura digital baseada em nuvem. Além disso, em 2008, o arquivo PDF tornou-se um padrão aberto para a Organização Internacional de Padronização (ISO) como ISO 32000, passando a incluir assinaturas digitais como parte integrante do formato.
No Brasil, a Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, criou a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), estabelecendo um arcabouço legal para a utilização de assinaturas digitais e eletrônicas. Esta medida representou um dos primeiros passos governamentais para regular as transações eletrônicas no país e conferir validade legal às assinaturas digitais, garantindo sua equiparação às assinaturas físicas reconhecidas.