No extremo oeste ficava o Reino de Elyahar, onde viviam seres extraordinários e imortais — poderosos e incomparáveis. Um Reino Eterno, acima de todos os demais, era também a nascente do rio que regava o mundo e dava vida a todos os outros reinos e à montanha sagrada.
A cidade, de mesmo nome — Cidade de Elyahar —, é cercada por muros ornamentados, feitos de um material semelhante ao ouro em seu esplendor. Possui três portões imensos e ricamente decorados. Somente os seres imortais e os mais puros de coração podem adentrar esse lugar.
Desde que a corrupção surgiu dentro de seu próprio reino, Elyahar e Ellor já não visitam mais os demais territórios, temendo ausentar-se em tempos tão delicados. Nele habita o guerreiro e poderoso Ellor.
Brasão de Elyahar
Mais adiante, em direção ao leste, encontrava-se a Região dos Eldrien, uma terra antiga, marcada por sete grandes montanhas. No entanto, a região também era habitada por feras selvagens, monstros e pela temida Floresta Negra, localizada mais a oeste, dentro de seus próprios domínios.
Eldrien é uma região dividida em dois reinos — o Reino de Thalengard e o Reino de Valdrenhar — além de algumas vilas e cidades independentes.
Thalengard é um reino próspero e altivo, conhecido por seus haras de corcéis e vastos campos de videiras. Seu rei, Theomar Dûrhart, é um homem de sabedoria, hospitalidade e honra, sempre ao lado do bem.
Seu brasão exibe um cavalo prateado entre cachos de uva, simbolizando força e liberdade. O Palácio Real, construído em pedra clara, reflete-se num lago de águas puras e é cercado por jardins em terraços e estátuas de heróis antigos, representando a harmonia entre força e beleza.
Brasão de Thalengard
Governado pelo rei Kalgrimor Sorarir, homem dedicado às letras e às artes do saber, embora sua lealdade se mostre vacilante e a ambição lhe arda no coração. Seu reino floresce em escolas, canções e estudos — mas pouco em espadas.
Seu povo é composto, em grande parte, por camponeses: homens pacíficos e de espírito gentil. A terra é marcada por montanhas e um grande lago, fazendo fronteira com a Região de Dusmharoth.
O rei Kalgrimor Sorarir, porém, corrompeu-se e passou para o lado de Hor.
Eryndor é uma vila tranquila e próspera, situada às margens de um lago cristalino cujas águas refletem o céu como um espelho. Suas casas brancas, com portas coloridas e jardins floridos, compõem um cenário de simplicidade e alegria.
É conhecida por seus corcéis vigorosos — orgulho de seu povo e símbolo de liberdade.
Calembril é uma vila situada entre colinas e montanhas, uma cidade costeira luminosa e serena, suspensa sobre o mar azul profundo como uma joia incrustada nos rochedos. Suas casas brancas e coloridas, com portas pintadas em tons vivos e telhados de barro vermelho, descem em degraus até quase tocar as ondas, formando um dos panoramas mais belos das terras livres.
Ruelas íngremes e estreitas conduzem a pequenas praças onde o povo se reúne em cânticos, comércio e festividades, sempre acompanhados pelo som dos sinos e o murmúrio das ondas. No cais, barcos de velas claras balançam à brisa, e os pescadores retornam ao entardecer com redes cheias de peixes prateados.
Local de origem de Beregor, terra de pastores, colinas verdes, florestas, vilas encantadoras e vida simples. É também o lar de Valandor, um reino justo e bom. Saváris representa o coração moral da história — o lugar onde a luz nasce das coisas humildes.
Emoldor é um rei justo e bondoso. Sua cidade principal era murada, e o palácio se erguia na encosta da montanha, protegido por uma grande fortaleza. A beleza do palácio era tamanha que encantava mesmo à distância. Todos falavam da majestade do palácio de Valandor.
Beregor morava além das muralhas de Valandor, nas planícies verdejantes.
Brasão de Valandor
Terras dedicadas ao cultivo de flores e vilas de natureza exuberante, situadas dentro dos domínios de Valandor. O nome Florandili evoca perfume, harmonia e refúgio. Representa tanto os campos férteis quanto os bosques mágicos do reino.
Em Valandor, mais ao sul — antes das terras dos Gigantes —, estendia-se uma floresta de árvores imensas. A mata avançava como um manto verde sem fim: viva e pulsante. Árvores colossais erguiam-se em silêncio, com troncos grossos cobertos de musgo antigo e raízes retorcidas que serpenteavam pelo chão úmido.
Naquela floresta vivia a temida Shaelra, a Pantera das Sombras.
Na fronteira com Dusmharoth, perto das cordilheiras de Arans, viviam os Gigantes — homens com cerca de três metros de altura, um povo solitário que não se submete a nenhum rei. Alguns acreditam que são maus e violentos; outros os veem apenas como reservados.
Importante centro urbano de Valandor, Casteron é uma cidade elevada, construída sobre a rocha e fortificada, servindo como ponto estratégico e administrativo durante as jornadas e guerras.
Mais ao noroeste estendia-se a Região de Tervador, uma vasta terra sem reinos definidos, dividida em climas e povos distintos — desde florestas místicas, habitadas por grandes alimárias e seres perigosos, até rios profundos que corriam sob montanhas antigas. Ao sul do território erguia-se também um grande vulcão, que exalava fumaça constantemente.
Terra de pântanos vivos e beleza selvagem, onde o céu se reflete nas águas e criaturas lendárias habitam. Mistura de encanto e perigo, é preciso atravessá-la com respeito, pois ali a natureza é soberana. Representa o poder intocado e indomável da criação.
Uma vila de terra vasta e serena, onde o vento corria livre sobre camUma vila de terras vastas e serenas, onde o vento corria livre sobre campos dourados e colinas verdejantes. Rios cristalinos serpenteavam entre florestas frondosas e pequenas aldeias, e os dias eram marcados por longas tardes ensolaradas e pelo canto das aves celestes.
Alvarênor era conhecida como o Coração Verde das Terras Antigas, pois dali brotava a vida abundante que se espalhava pelos demais reinos. Ali viviam os Naurilin, um povo pacífico que habitava vilarejos simples, mas belos, construídos em harmonia com a terra. Cultivavam o solo com mãos pacientes e celebravam a vida em longas festividades, guiadas por música, dança e luz.
No extremo noroeste de Tervador, no grande vale verde, erguia-se a cidade de Losafar, onde viviam os Elfos Luzentes — seres belos, de cabelos dourados e luminosos, benevolentes e dotados de grandes habilidades de cura, capazes de viver por centenas de anos.
Os elfos também eram reconhecidos por sua maestria na forja, na música, na culinária e em muitas outras artes. O rei de Losafar é Elendur, de tantas idades quanto as estrelas — um guardião do saber sobre tudo o que se passou em todas as eras que viveu. É o guardião da paz, do conhecimento e mestre da guerra.
Em Tervador, nos vales entre as montanhas e os rios, habitavam os Celtarim — um povo antigo que erguia seus estandartes sobre os vales profundos, mantendo viva a chama da antiga canção. Eram conhecidos como os Homens do Trovão e da Pedra.
Esses povos não se curvavam a coroas estrangeiras e lutavam por honra e liberdade, empunhando espadas forjadas nas montanhas e selando juramentos em pedra.
Mais ao sul de Tervador, aos pés do monte fumegante, encontrava-se a região de Drak-Nhar — uma terra de rochas negras, sulcos de lava seca e florestas encolhidas pela fumaça do vulcão. O céu, frequentemente acinzentado, rompia-se apenas em clarões de fogo durante as tempestades de cinzas.
Ali viviam os Ransusim, um povo endurecido pelo calor da terra e forjado na adversidade. De estatura mediana, pele escura e olhos âmbar, eram conhecidos por sua resistência sobre-humana e pelas armaduras forjadas com metais vulcânicos.
Não eram um povo simpático — reservados, desconfiados e cercados por muitas histórias sombrias e antigas, que nem mesmo os bardos ousavam cantar.
Ao sul localizava-se a Região de Dusmharoth, uma terra vasta e dominada por criaturas sombrias, onde Hor reuniu seus grandes exércitos. Ali habitavam homens ranzinzas, envoltos por montanhas escuras e um frio constante.
Feras sorrateiras e seres místicos — como ogros brutais, orques e outras criaturas enigmáticas — perambulavam por aquela terra hostil, vindas das profundezas do Abismo das Terras Gélidas.
Mais ao sudoeste, na fronteira com Dusmharoth, estendia-se a Terra Gélida, um lugar inóspito e desolado. A vegetação era escassa; o solo, de terra negra e sem vida; até mesmo a neve possuía um tom cinzento.
Ali se encontrava a porta para o Grande Abismo, nas profundezas da terra. O ar era pesado, fétido e sufocante — descrito por muitos como algo que “oprime a alma”. A própria presença do mal parecia permear cada pedra, cada sopro de vento.
Nas Terras Gélidas, oculto entre montanhas cobertas de neve acinzentada, ergue-se o temido acesso ao Grande Abismo — uma porta sombria, esculpida na pedra, que conduz às profundezas mais antigas e esquecidas do mundo. A entrada é envolta por um silêncio pesado e um frio que parece respirar ódio.
Foi dali que Hor, o Senhor Sombrio, emergiu trazendo consigo a corrupção e a escuridão. Das entranhas do Abismo, ele iniciou sua marcha, conquistando povos e erguendo um império de medo e servidão.
No alto de uma torre de gelo negro, construída com magia ancestral, Hor edificou seu palácio — uma fortaleza solitária que se ergue como uma lança contra os céus nublados. No topo da torre arde, dia e noite, uma grande fogueira marcada pelo símbolo de sua maldade — uma chama sombria e incessante, visível a grandes distâncias.
Poucos ousam aproximar-se daquele lugar amaldiçoado. Os que tentam não retornam, e os raros que voltam regressam mudos, com os olhos vazios e a alma quebrada.
Thalnaur é uma ilha misteriosa, envolta em lendas, acessível apenas por mar e temida pelos navegadores por causa das criaturas abissais que rondam suas águas — como Nárguloth, o Sombra das Profundezas, e as sedutoras filhas de Abyzareth.
Na ilha habitam feras como Durasgon e outras criaturas temidas, moldadas pelos tempos antigos.
A travessia até Thalnaur exige coragem e fé, pois o perigo não reside na distância, mas nos mitos que dormem sob as ondas.