Imagens que ilustra parte da historia a Jornada de Beregor e Guiberin
Envie-nos sua ilustração de alguma cena da historia da Jornada de Beregor e Guilberin citando o trecho do livro e colocaremos nesta seção.
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"Nos campos verdejantes de Saváris, onde as colinas ondulam como canção antiga sob o sopro do vento, vivia Beregor, um jovem de vinte verões, corajoso e pleno de sonhos, embora ocupasse apenas o ofício simples de camponês e pastor de ovelhas. Suas vestes eram modestas, mas seu olhar trazia a luz rara dos que escutam o coração da terra. As ovelhas pastavam livres sob sua vigília, e os que o viam diziam que havia algo de nobre em sua presença, mesmo sem coroa ou espada. Seu nome, ainda que sussurrado apenas nas praças humildes e tavernas rurais, era cercado de respeito: não por bravatas, mas por feitos discretos que superavam a coragem comum dos homens.
Sempre ao seu lado estava Guilberin, seu companheiro inseparável, um cão pastor de beleza singular e alma resplandecente. Tinha a pelagem marrom-avelã, salpicada de branco em volta do pescoço como um colar, no focinho, nas patas, no peito e na ponta da cauda, como se o próprio artista houvesse pincelado com esmero aquelas marcas. Seus olhos, de um âmbar profundo, eram janelas de ternura e vigor. Neles não havia tristeza, mas a lealdade firme dos velhos guardiões e a alegria pura dos que nasceram para correr livres."
Beregor & o Lobo Feniror.
O Festival das Ovelhas de Saváris
"O rei, erguendo os olhos para o horizonte poente, fitou as vastas planícies que se estendiam em direção a Tervador. Ao longe, onde a terra beijava o céu, um clarão rompeu as trevas. Não era o lume brando de fogueiras, mas um incêndio feroz, que tingia as nuvens de sangue e espalhava no vento o odor amargo da destruição."
Nharok
Rôbi e seu cão Romilho
"A anfitriã, Senhora Charlenian — esposa de Robian — era conhecida em toda Alvarênor como a melhor cozinheira da vila. Seus pratos eram simples, mas carregavam um sabor encantado. Com poucos ingredientes, fazia magia. O aroma que saía das panelas da Senhora dançava no ar e, ao tocar narinas distantes, era como um sussurro quente da alma — despertava memórias adormecidas, acendia desejos calmos e fazia o coração salivar antes mesmo da boca. Era promessa e poesia, servida no vento.
Naquela noite, ela preparou seu famoso Milocane: um purê cremoso de milho coberto com pedaços macios da mais saborosa carne da região, tudo envolto em temperos secretos que só ela conhecia.
Théor, com os olhos arregalados e um largo sorriso, exclamou:
— Minha senhora, agora compreendo a alegria deste povo. Não há tristeza que resista a uma comida assim! Preciso trazer minha esposa para aprender os segredos dessa nobre arte!"
"Galdren despertou em silêncio, como se um presságio já lhe tivesse sussurrado ao coração que algo se aproximava. Levantou-se devagar, tomou o bastão e caminhou até a varanda, envolto pela sombra solene da noite. O céu estava escuro, salpicado de estrelas silenciosas, e nem a lua ousava brilhar, pois até ela parecera esconder-se do mal. Mas, ao olhar em direção a Pantador, seus olhos captaram o brilho inquietante de tochas acesas ao longe, tremeluzindo como pupilas famintas na escuridão.
Fechou os olhos por um momento e se concentrou. Seu ouvido treinado buscou aquilo que a visão não podia alcançar. E ouviu — sim, ouviu com clareza: passos pesados e leves, como de seres colossais marchando lado a lado com criaturas ágeis; o arranhar de garras no solo, rosnados abafados, o bater surdo de escudos ou carapaças. Era o som de um avanço.
Seu coração se apertou.
— Um exército... — murmurou para si. — Estão vindo.
E entre os nomes que assomaram à sua mente — sussurros sombrios, como fragmentos de pesadelo — estavam os Gorrmash e os mais temidos: Thurog, Morvarg, Urgarûn. E talvez, ocultas nas trevas, ainda maiores feras se movessem.
O mal avançava. E Galdren sabia: a alvorada traria mais do que luz… traria escolhas."
"Como flecha dourada lançada pelos ventos da esperança, Alkhahors galopava veloz, rasgando os campos direção a Losafar, levando consigo um velho guerreiro… e um jovem que poderia mudar o destino dos reinos."
A contenda no Abrigo em Alvarênor.
Beregor e Ilarin
Os Gorrmash nas colinas
A floresta de Valandor e a vitória sobre o medo
Os Gigantes
"Mais terrível, porém, era vê-lo acorrentado — não domado, mas constrangido. Correntes de ferro negro envolviam-lhe o pescoço e os ombros, presas a uma estrutura de guerra sobre as costas: um trono de ossos e couro, onde Gorrmash cavalgavam como senhores da destruição. Usavam lanças negras e chicotes de pontas ósseas para incitar a fúria da fera. No alto daquela sela grotesca, um comandante erguia a bandeira de Hor e berrava palavras de guerra em língua gutural. Tharnorex, em ódio insaciável, tentava devorar até mesmo os Gorrmash mais próximos, mostrando que seu espírito não estava submisso, mas preso à força."
Losafar
"Robi a seguiu com os olhos maravilhados, enquanto Elrin o conduzia pelas salas encantadas de Losafar. Primeiro, chegaram à Sala das Canções e das Artes, onde flautas, harpas e outros instrumentos de corda eram tocados com virtuosismo pelos elfos, produzindo as mais belas melodias. Robi ficou encantado com a música de Ramparin, o grande flautista de Losafar.
— Este é o som mais lindo que já ouvi na vida… Um dia, quero tocar flauta — disse ele a Elrin."
O acampamento dos Gorrmash na floresta dos grandes Pinheiros.
"O rei ordenou que acendessem as tochas da Torre Real — sinal antigo que convocava todo o povo de Valandor a recolher-se dentro das muralhas e a tomar postos de guerra. Logo, o clarão das chamas elevou-se contra o céu noturno, como um farol antigo, convocando os corações dos homens à vigília e à guerra. As ruas encheram-se de movimento: mulheres recolhiam crianças, artesãos fechavam suas oficinas, e todos os homens que ainda tinham forças para segurar uma espada ou manejar um arco corriam às praças de armas, onde se juntavam ao exército de Valandor."
"Pararam à beira da Floresta Negra, onde o silêncio parecia mais espesso que o próprio manto das sombras. Até a chuva tênue, que antes caía como véu sobre os campos, cessara subitamente, como se toda a natureza, tomada por um antigo temor, contivesse a respiração diante daquele limiar sombrio."
"Então, de súbito, um estrondo ancestral sacudiu as águas, como trovão vindo do fundo do mar. Das profundezas ergueu-se Nárguloth, o Sombra-das-Profundezas, surgindo qual montanha viva."
As Sete Montanhas
"Mas então… o ar mudou. O vento, antes carregado de cinza e fumaça, tornou-se pesado como chumbo. O cheiro de sangue ainda pairava, mas foi abafado por uma presença maior. Então Hor surgiu, terrível e resoluto. "
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