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Imagens que ilustra parte da historia a Jornada de Beregor e Guiberin
Images that illustrate part of the story The Journey of Beregor and Guilberin
Envie-nos sua ilustração de alguma cena da historia da Jornada de Beregor e Guilberin citando o trecho do livro e colocaremos nesta seção.
Send us your illustration of a scene from The Journey of Beregor and Guilberin, citing the excerpt from the book, and we will feature it in this section.
E-mail: nilsonmascolo@gmail.com
"Nos campos verdejantes de Saváris, onde as colinas ondulam como canção antiga sob o sopro do vento, vivia Beregor, um jovem de vinte verões, corajoso e pleno de sonhos, embora ocupasse apenas o ofício simples de camponês e pastor de ovelhas. Suas vestes eram modestas, mas seu olhar trazia a luz rara dos que escutam o coração da terra. As ovelhas pastavam livres sob sua vigília, e os que o viam diziam que havia algo de nobre em sua presença, mesmo sem coroa ou espada. Seu nome, ainda que sussurrado apenas nas praças humildes e tavernas rurais, era cercado de respeito: não por bravatas, mas por feitos discretos que superavam a coragem comum dos homens.
Sempre ao seu lado estava Guilberin, seu companheiro inseparável, um cão pastor de beleza singular e alma resplandecente. Tinha a pelagem marrom-avelã, salpicada de branco em volta do pescoço como um colar, no focinho, nas patas, no peito e na ponta da cauda, como se o próprio artista houvesse pincelado com esmero aquelas marcas. Seus olhos, de um âmbar profundo, eram janelas de ternura e vigor. Neles não havia tristeza, mas a lealdade firme dos velhos guardiões e a alegria pura dos que nasceram para correr livres."
"Feniror, o Lobo Abissal — nascido das brumas de Dusmharoth, de linhagem maldita forjada nas sombras antigas. Seu nome era sussurrado com temor pelos mais velhos, nas noites em que nem mesmo o fogo ousava crepitar alto. Sua figura era colossal, coberta por uma pelagem negra, marcada por listras cinzentas como cicatrizes. Os olhos, âmbar incandescente, ardiam com uma malícia cruel. Os caninos, como espadas curvas, sobressaíam de sua mandíbula, prontos para cortar carne e aço com igual facilidade."
"Beregor não respondia.
O cão, com toda a devoção possível, agarrou a túnica do pastor e começou a arrastá-lo, passo a passo, até a sombra protetora da Lindalorëa."
O Festival das Ovelhas de Saváris
"O rei, erguendo os olhos para o horizonte poente, fitou as vastas planícies que se estendiam em direção a Tervador. Ao longe, onde a terra beijava o céu, um clarão rompeu as trevas. Não era o lume brando de fogueiras, mas um incêndio feroz, que tingia as nuvens de sangue e espalhava no vento o odor amargo da destruição."
"Galdren, Théor e os cinco cavaleiros de Valandor seguiram em direção a Losafar, descendo as vastas planícies verdejantes de Saváris. E diante de seus olhos cansados pela vigília e atentos como sentinelas, estendeu-se um verdadeiro tapete de esperança: colinas suaves dançavam sob os raios do sol matinal, e o céu abraçava a terra com um azul profundo e sereno, como se o próprio firmamento quisesse proteger aquelas terras."
Nharok
"Sobre a laje de pedra, repousava um pequeno papel amarelado pelo tempo, coberto por uma fina camada de poeira e teias de aranha. Com cuidado, ele o recolheu e o entregou a Galdren, que o desdobrou com reverência e leu em voz firme, embora pesarosa:
— "Querida Amira, perdoa-me por ter partido… mas prefiro viver entre as feras de Pantador do que servir a Hor — o Senhor Sombrio que corrompeu teu coração. Espero que despertes da escuridão, e voltes à luz que um dia brilhamos juntos.""
Rôbi e seu cão Romilho
"A anfitriã, Senhora Charlenian — esposa de Robian — era conhecida em toda Alvarênor como a melhor cozinheira da vila. Seus pratos eram simples, mas carregavam um sabor encantado. Com poucos ingredientes, fazia magia. O aroma que saía das panelas da Senhora dançava no ar e, ao tocar narinas distantes, era como um sussurro quente da alma — despertava memórias adormecidas, acendia desejos calmos e fazia o coração salivar antes mesmo da boca. Era promessa e poesia, servida no vento.
Naquela noite, ela preparou seu famoso Milocane: um purê cremoso de milho coberto com pedaços macios da mais saborosa carne da região, tudo envolto em temperos secretos que só ela conhecia.
Théor, com os olhos arregalados e um largo sorriso, exclamou:
— Minha senhora, agora compreendo a alegria deste povo. Não há tristeza que resista a uma comida assim! Preciso trazer minha esposa para aprender os segredos dessa nobre arte!"
"Galdren despertou em silêncio, como se um presságio já lhe tivesse sussurrado ao coração que algo se aproximava. Levantou-se devagar, tomou o bastão e caminhou até a varanda, envolto pela sombra solene da noite. O céu estava escuro, salpicado de estrelas silenciosas, e nem a lua ousava brilhar, pois até ela parecera esconder-se do mal. Mas, ao olhar em direção a Pantador, seus olhos captaram o brilho inquietante de tochas acesas ao longe, tremeluzindo como pupilas famintas na escuridão.
Fechou os olhos por um momento e se concentrou. Seu ouvido treinado buscou aquilo que a visão não podia alcançar. E ouviu — sim, ouviu com clareza: passos pesados e leves, como de seres colossais marchando lado a lado com criaturas ágeis; o arranhar de garras no solo, rosnados abafados, o bater surdo de escudos ou carapaças. Era o som de um avanço.
Seu coração se apertou.
— Um exército... — murmurou para si. — Estão vindo.
E entre os nomes que assomaram à sua mente — sussurros sombrios, como fragmentos de pesadelo — estavam os Gorrmash e os mais temidos: Thurog, Morvarg, Urgarûn. E talvez, ocultas nas trevas, ainda maiores feras se movessem.
O mal avançava. E Galdren sabia: a alvorada traria mais do que luz… traria escolhas."
"Como flecha dourada lançada pelos ventos da esperança, Alkhahors galopava veloz, rasgando os campos direção a Losafar, levando consigo um velho guerreiro… e um jovem que poderia mudar o destino dos reinos."
A contenda no Abrigo em Alvarênor.
Ilarin
Os Gorrmash nas colinas
A floresta de Valandor e a vitória sobre o medo
Os Gigantes
"Mais terrível, porém, era vê-lo acorrentado — não domado, mas constrangido. Correntes de ferro negro envolviam-lhe o pescoço e os ombros, presas a uma estrutura de guerra sobre as costas: um trono de ossos e couro, onde Gorrmash cavalgavam como senhores da destruição. Usavam lanças negras e chicotes de pontas ósseas para incitar a fúria da fera. No alto daquela sela grotesca, um comandante erguia a bandeira de Hor e berrava palavras de guerra em língua gutural. Tharnorex, em ódio insaciável, tentava devorar até mesmo os Gorrmash mais próximos, mostrando que seu espírito não estava submisso, mas preso à força."
Losafar
"Robi a seguiu com os olhos maravilhados, enquanto Elrin o conduzia pelas salas encantadas de Losafar. Primeiro, chegaram à Sala das Canções e das Artes, onde flautas, harpas e outros instrumentos de corda eram tocados com virtuosismo pelos elfos, produzindo as mais belas melodias. Robi ficou encantado com a música de Ramparin, o grande flautista de Losafar.
— Este é o som mais lindo que já ouvi na vida… Um dia, quero tocar flauta — disse ele a Elrin."
O acampamento dos Gorrmash na floresta dos grandes Pinheiros.
Celtarim
"O rei ordenou que acendessem as tochas da Torre Real — sinal antigo que convocava todo o povo de Valandor a recolher-se dentro das muralhas e a tomar postos de guerra. Logo, o clarão das chamas elevou-se contra o céu noturno, como um farol antigo, convocando os corações dos homens à vigília e à guerra. As ruas encheram-se de movimento: mulheres recolhiam crianças, artesãos fechavam suas oficinas, e todos os homens que ainda tinham forças para segurar uma espada ou manejar um arco corriam às praças de armas, onde se juntavam ao exército de Valandor."
"Pararam à beira da Floresta Negra, onde o silêncio parecia mais espesso que o próprio manto das sombras. Até a chuva tênue, que antes caía como véu sobre os campos, cessara subitamente, como se toda a natureza, tomada por um antigo temor, contivesse a respiração diante daquele limiar sombrio."
"Então, de súbito, um estrondo ancestral sacudiu as águas, como trovão vindo do fundo do mar. Das profundezas ergueu-se Nárguloth, o Sombra-das-Profundezas, surgindo qual montanha viva."
As Sete Montanhas
"As muralhas de Valandor eram imponentes: construídas de grandes blocos de pedra, erguiam-se a dez metros de altura e três de largura — fortalezas contra a escuridão. Três torres principais coroavam-nas, alcançando doze metros, onde arqueiros veteranos preparavam flechas incendiárias."
"Mas então… o ar mudou. O vento, antes carregado de cinza e fumaça, tornou-se pesado como chumbo. O cheiro de sangue ainda pairava, mas foi abafado por uma presença maior. Então Hor surgiu, terrível e resoluto. "
"Mas quando tudo parecia perdido, o firmamento se abriu. As nuvens negras foram rasgadas como véus, e a luz do sol rompeu em claridade radiante sobre as planícies manchadas de sangue.
Do leste, veio a esperança. Sobre corcéis reluzentes, surgiam Ellor e sua comitiva. À frente, montado em seu cavalo branco, Ellor ergueu a espada dourada de Eryntar, e raios de sol irromperam dela em todas as direções, dissipando a escuridão como lembrança eterna de que nenhuma sombra pode resistir à luz."
Envie-nos sua ilustração de alguma cena da historia da Jornada de Beregor e Guilberin citando o trecho do livro e colocaremos nesta seção.
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