Apesar do inositol ter um grande número de efeitos benéficos sobre a saude, como sejam:
-fortalecimento do cabelo, prevenção da queda, e melhoria da saúde capilar;
- apresenta um efeito lipótropico (ou seja, contribui para a síntese de gorduras), ajudando a sintetizar gorduras tanto no fígado, como no sangue, reduzindo trigliceridos e aumentando o HDL, ou bom colesterol;
-melhora a sensibilidade á insulina, sendo benefico para diabéticos;
-regularização do sono em muito curto prazo (inclusivamente em casos de insónia crónica);
-ajuda na incapacidade de relaxar (normalmente sintoma decorrente de stress excessivo crónico);
-ajuda em casos de obstipação, ao corrigir um relaxamento excessivo dos musculos intestinais, favorecendo o peristaltismo (evacuação das fezes);
Os efeitos mais promissores parecem estar, no entanto, na esfera psiquiátrica/neurológica. De facto, existe já um grande número de estudos altamente rigorosos (duplo cego) por diversos investigadores que provam a sua grande eficácia (consistentemente superior em relação a medicamentos habitualmente utilizados para cada condição) em problemas como:
-sindrome obsessivo compulsivo (bem como outros sintomas de obsessão),
-depressão,
-agoraphobia (medo de multidões, ou interacção social), bem como fobias no geral,
-alzheimer,
-ansiedade,
-bulimia,
-disturbios de panico, ou ataques de ansiedade sem motivo,
-desordem bipolar,
-pensamentos repetitivos (ruminação mental), ou pensamentos negativos indesejados, sem razão aparente,
-etc.
O inositol parece mesmo ser largamente superior á gama de medicamentos denominada SSRI (Selective serotonin reuptake inhibitor - inibidores seletivos da recaptação de serotonina), e, acima de tudo, sem quaisquer efeitos secundários importantes (é raramente indicada a ocorrência de gases ou diarreia, na toma de doses elevadas de inositol), ao contrário dos SSRIs, que apresentam diversos efeitos secundários bastante nocivos: provocam alterações da personalidade, grande habituação, similar a drogas pesadas, sendo em muitos casos necessario um protocolo de desmame igual a estas, entre outros. Este composto parece ter tais efeitos devido á grande importância que tem ao nível do sistema neurotransmissor, ou de transmissão de impulsos nervosos. Muitas moléculas importantes dentro desse sistema, como a dopamina, acetilcolina, serotonina, norepinefrina, utilizam o inositol para desempenhar as suas funções. E, se considerarmos que falamos de neuro-transmissores que regulam o equilibrio psicológico e neurológico, pode estar encontrado o mecanismo de acção do inositol, na correcção de disturbios dessa mesma esfera, bem como o aparecimento crescente de tais problemas: eventualmente, será uma carência de inositol. Está documentado que quem sofre de depressão tem níveis reduzidos de inositol no fluido medular.
É importante salientar que a cafeína reduz consideravelmente os níveis de inositol no corpo, bem como dificulta a sua absorção, sendo apenas mais um bom motivo para não se consumir café de forma regular.
Recomendo comprar sobre a forma de pó (em comprimidos é difícil atingir as doses necessárias), e tomar misturado em água, ou sumo de fruta.
Em termos de dose, é aconselhado a toma de doses progressivamente maiores: na primeira semana 1 colher de chá (o que equivale a sensivelmente 2 gramas) 2x por dia, na segunda semana 1 colher 3x por dia, e a partir daí incrementar meia colher de chá em cada uma das 3 tomas diárias, por semana, até atingir a dose de 3 colheres de chá 3x por dia (nota: isto é uma dose considerada máxima; nem todas as pessoas necessitam de 18 gramas por dia. Como mencionado acima, certos indivíduos requerem apenas de 2/3 gramas por dia. Quando começar a atingir os efeitos desejados, pode, e deve, estabilizar a dose).
Sendo um composto hidrosolúvel, não deve ter qualquer preocupação em tomar doses elevadas, pois o organismo excretará facilmente a quantidade que considerar excessiva.