Adinkra – Sabedoria em símbolos africanos reúne os ideogramas da escrita da civilização asante, cujo povo habita o território que hoje chamamos de Gana. Em um universo filosófico e estético baseado no corpo humano, figuras de animais, plantas, astros e outros objetos, os desenhos incorporam, preservam e transmitem aspectos da história, filosofia, valores e normas socioculturais dessa rica cultura africana.
O livro apresenta mais de 80 símbolos acompanhados por significados, provérbios e simbologia originais. Mais do que uma homenagem a essa ancestralidade, a obra ajuda a fundamentar uma nova articulação da identidade brasileira.
Como celebra o escritor, compositor e cantor Nei Lopes, em texto para o volume, "E assim como o kra é muito mais que a "alma", um adinkra é muito mais que um símbolo gráfico. Então, através deste belo acervo, reunido e redesenhado por Elisa Larkin e Luiz Carlos Gá, em momento tão oportuno, a África parece vir dizer aos que a menosprezam e humilham, depois de tudo o que dela já fruíram, este provérbio acã: 'Se a floresta te abriga, não a chame de selva'".
A edição conta ainda com o prefácio do professor, historiador e cientista político ganês Anani Dzidzienyo e um ensaio da pesquisadora e artista plástica Renata Felinto sobre os adinkra e os paradigmas não europeus de registro das historicidades.
Ficha Técnica
Organizadores: Elisa Larkin Nascimento e Luiz Carlos Gá
Coleção Coleção Encruzilhada
Coordenador da coleção: José Fernando Peixoto de Azevedo
Idioma: Português
Número de páginas: 160
ISBN 978-65-5691-076-5
Capa Thiago Lacaz
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 cm
Ano de publicação: 2022
Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Já há muitos anos se solidifica a percepção de que o racismo está arraigado em nossa sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito. Reconhecer as raízes e o impacto do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro desse tamanho? Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.
* Prêmio Jabuti 2020 na categoria Ciências humanas. *
Ficha Técnica:
Título original: Pequeno manual antirracista
Páginas: 136
Formato: 11.00 X 15.00 cm
Lançamento: 06/11/2019
ISBN: 978-85-3593-287-4
Selo: Companhia das Letras
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
O texto apresenta um conto do povo Ashanti, de Gana (África Ocidental) sobre uma jovem princesa que não consegue decidir com quem se casar. Seu pai, o rei, após reunir-se com os anciãos da comunidade, proclama que aquele que conseguir capturar um Mmoatia - anõezinhos de pés revirados, considerados imortais e que, segundo velhas lendas, aprisionavam aqueles que ousassem invadir seus domínios no interior da floresta - teria o direito de se casar com Amma. Os irmãos Kwame, Kofi e Kwasi topam o desafio.
Ficha técnica:
Editora: Editora Paulinas; 1ª edição (20 setembro 2021)
Idioma: Português
Canoa, Grampeado ou Costurado: 24 páginas
ISBN-10: 6558080788
ISBN-13: 978-6558080787
Dimensões: 18 x 0.23 x 23 cm