João Francisco Lopes Ferreira (N: 1967-09-25, Luanda), foi também filiado na AF Setúbal. Ingressou na primeira divisão apenas no início do século XXI. Em 2003 alcançou a categoria de árbitro Internacional.
Durante a sua carreira procurou adotar uma posição discreta o que nem sempre foi fácil atendendo à sua profissão e às posições que adotou na defesa da classe. João Ferreira é engenheiro de formação e militar de profissão, com a graduação de Major. Este facto acabou por lhe colocar alguns constrangimentos na carreira. Em 2008 teve de partir para uma missão de paz no Líbano. Na época 2011-12 foi uma das principais figuras de uma situação ocorrida logo na 2ª jornada do Campeonato. Como forma de alertar para um problema endémico no futebol português, a falta de respeito pelo trabalho dos árbitros, decidiu solicitar a dispensa do jogo Beira-Mar – Sporting, que deveria dirigir no dia 21 de agosto. Fê-lo na sequência das críticas à sua nomeação, em prejuízo próprio e em defesa do grupo. O seu substituto - Paulo Baptista - manteve a mesma posição. O jogo acabou por ser dirigido por Fernando Idalécio Martins, um empregado fabril de 43 anos dos quadros distritais do Conselho de Arbitragem da AF Aveiro.
Posteriormente foi aberto um processo disciplinar aos árbitros da primeira divisão que culminou com a suspensão de 3 jogos para o militar de Setúbal e de 2 para o árbitro portalegrense. João Ferreira retirou-se no final da época 2012-13, enveredando depois por uma carreira como dirigente e técnico de arbitragem. No seu currículo conta com a nomeação para duas Supertaças (2002-2003 e 2010-2011) e uma final da Taça de Portugal (2010-11). Nos últimos anos foi diretor do CA da FPF enquanto assumiu a formação em diversas ações realizadas junto de árbitros portugueses e de outras latitudes da lusofonia. Desde o dia 13 de julho de 2026 é Diretor Técnico Nacional de Arbitragem.
Bibliografia / webgrafia
Mendes, S. (2025) Nós como árbitros. Lisboa: Prime Books