A cada eleição temos a oportunidade de realizar escolhas muito significativas para aquilo que queremos como futuro para a nossa nação, nossos estados e cidades. No primeiro domingo Outubro votaremos em primeiro turno, escolhendo Governadores, Deputados, Senadores e Presidente da República, além de Prefeitos e Vereadores, quando for o caso. Havendo necessidade de segundo turno para os cargos executivos, ele acontecerá no último domingo de Outubro.
a. Comportamento da Igreja:
Da Igreja se requer numa estação como essa a demonstração de muita serenidade e maturidade. Precisamos manter claro que o nosso objetivo de ser é fundamentado na Palavra de Deus, e nossa finalidade consiste em anunciá-la ao perdido e ensiná-la com o intuito de levar os cristãos à maturidade. (Marcos 16:15, 1 timóteo 2:4)
Assim, a Igreja, como instituição, não deve buscar interferir no processo eleitoral com posturas partidárias, nem direcionando, direta ou indiretamente, a liberdade de voto que cada pessoa tem garantida. Uma Igreja não tem candidatos oficiais, mas nosso papel consiste apenas na educação política e desenvolvimento da consciência crítica dos crentes de acordo com os princípios da Bíblia Sagrada.
b. Redes Sociais:
É preciso distinguir que a convivência crescente no mundo virtual possui características diferentes do mundo físico que vivemos. A falta da presença física, da proximidade, do olhar, muitas vezes proporcionam uma ousadia que incita comportamentos que extravasam o fisicamente habitual.
Como cristãos, precisamos sempre nos recordar que a palavra de Deus espera de nós um certo comportamento, conduta e decoro, e isso se aplica tanto ao mundo físico como virtual. (Filipenses 2:15)
Nesse sentido, precisamos cultivar uma boa reputação e manter o bom testemunho, evitando palavras torpes e inadequadas, discussões inapropriadas, contendas divisões e facção, vez que essas configuram obras carnais. (1 Pedro 3:15-16, Gálatas 5:19-23)
Evite curtir aquilo que não concorda ou que macula o seu caráter cristão. Não comente com o intuito de ferir outras pessoas. Não se envolva em discussões que só afastam as famílias. Comporte-se de modo digno, cheio de humildade, mansidão e longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor. (Efésios 4:1-2)
c. Respeito a opiniões distintas:
Em nossos dias, o mundo, de forma geral, tem experimentado uma crescente polarização social e política. As visões diferentes têm se afastado e se tornado muitas vezes como duas torcidas inimigas e rivais.
É importante destacar que precisamos ser firmes em nossas convicções conforme a Bíblia Sagrada nos ensina, mas ao mesmo tempo compreender que isso só é possível porque vivemos num ambiente de liberdade. A minha liberdade todavia, vai apenas até onde a liberdade do outro começa. E se eu quero ter preservada essa minha liberdade, preciso valorizar outrossim a liberdade do outro, ainda que ele pense de forma frontalmente oposta à minha.
Precisamos respeitar não somente as outras pessoas, mas também suas ideias, crenças e pensamentos. Isso não significa que eu precise me conformar ou me amoldar ao comportamento alheio, mas quer apenas dizer que o amor de Deus será sempre a palavra final. (Colossenses 3:15)
d. Pastores:
A Bíblia trata o Pastor de uma Igreja ou Congregação como o anjo enviado por Deus para cuidar e zelar pelas pessoas. Reconhecemos que o líder de um rebanho exerce uma verdadeira influência ministerial sobre seu povo, a fim de, fazendo uso dela, conduzir os irmãos para a perfeita vontade de Deus, segundo sua Palavra. O Pastor lidera por meio do preceito e do exemplo se constituindo como verdadeira influência perante aqueles que Deus o confiou. (João 10:11, 1 Pedro 5:2-3)
É importante, todavia, entendermos que essa influência, que nos é concedida pelo próprio Deus, deve ser usada apenas para os propósitos divinos. Toda tentação de fazer uso dessa influência para propósitos ou intuitos pessoais deve ser veementemente rechaçada.
I. Candidato:
O Pastor de uma Igreja, a despeito de sua função ministerial, como indivíduo, é dotado de capacidade eleitoral ativa e passiva. Assim, ele pode votar e ser votado. No exercício dessas capacidades, ele também pode manifestar apoio ou adesão a certas candidaturas ou projetos políticos. Da mesma forma, caso assim deseje, tem igualmente o direito de não se manifestar a respeito.
É importante todavia esclarecer que essas manifestações públicas de voto ou apoio político partidário devem sempre ser claramente oriundas de sua pessoa física como eleitor, e não como ministro numa função confiada por Deus.
Caso um Pastor deseje se candidatar a algum cargo eletivo, isso é totalmente possível, mas precisará se licenciar de suas funções ministeriais por um período mínimo de 3 (três) meses, contados da data do primeiro turno das eleições. Esse afastamento funcional pode preservar a remuneração ministerial, mediante decisão da Diretoria da Igreja, com apoio da Supervisão do MVV. Essa disposição se aplica a Pastores Presidentes e Dirigentes, e é extensiva aos Líderes de Pontos de Pregação, e Diretores do Rhema, bem como a seus cônjuges.
Tal afastamento para o período eleitoral deve acontecer, pois entendemos que a exposição decorrente do próprio processo não se harmoniza com a atividade de liderança direta de uma obra. Queremos evitar qualquer conflito de interesses e preservar a influência espiritual de nosso rebanho.
e. Propaganda Eleitoral:
A propaganda eleitoral acontecerá a partir mês de Agosto e tem o intuito de munir os eleitores de informações para a escolha e decisão de seu voto. A forma e as especificações de como essa propaganda deve acontecer, inclusive na internet, é disciplinada por legislação federal e também resoluções do Tribunal Superior Eleitoral - TSE. A desobediência a esses preceitos sujeita o infrator a diversas sanções, inclusive de natureza penal.
O Código Eleitoral trata, para fins eleitorais, as Igrejas e seus templos como bens de uso comum, entendendo que, mesmo sendo estabelecimentos privados, eles são acessíveis e amplamente abertos ao público.
Nesses bens de uso comum, é proibida qualquer tipo de propaganda eleitoral, não podendo ser afixados cartazes, adesivos, serem distribuídos panfletos, santinhos ou qualquer material de campanha, sob pena de multa. Isso se estende a todo o patrimônio da pessoa jurídica, como carros, motos e outros bens. Assim, num carro da Igreja não poderia, por exemplo, ser afixado qualquer adesivo de propaganda eleitoral.
A legislação eleitoral também proíbe doações de pessoas jurídicas para candidatos, não podendo, assim, a Igreja doar qualquer valor. As doações são apenas permitidas quando vindas de pessoas físicas no limite de 10% (dez por cento) do rendimento anual total do doador no ano anterior.
Não devemos ter nenhum tipo de material de campanha dentro do prédio da Igreja, nem em carros e outros pertences de titularidade da Instituição. A Igreja não deve interferir no processo eleitoral. Seu papel é estimular a consciência política e a participação dos eleitores, além de ressaltar os princípios e valores cristãos. É importante destacar, que o debate deve se dar sobre ideias e valores, como instrumento para construirmos um entendimento cada vez mais maduro.
f. Fake News:
Infelizmente, temos assistido a uma perda de confiabilidade crescente das notícias e até dos veículos de comunicação. A disseminação das chamadas Fake News tem crescido, e essa desinformação confundido e atrapalhado bastante as pessoas.
Todos somos formadores de opinião, e nesse contexto, precisamos estar atentos à checagem dos fatos que estamos compartilhando. Procure sempre verificar a origem e veracidade dos fatos antes de divulgar ou repassar a informação. Sabemos que o conhecimento da verdade é que liberta, e que os tempos de ignorância de nada têm proveito.