A Igreja é o Corpo de Cristo aqui na terra, e cada um de nós somos membros desse corpo. Com sua ascensão aos céus, Cristo se assentou à destra da majestade nas alturas e nos fez assentar com ele, nos conferindo toda autoridade tanto no céu como na terra. (1 Coríntios 12:27, Efésios 1:20-13)
Jesus em sua jornada terrena estabeleceu claramente a Igreja como luz de um mundo que jaz em trevas e nos confiou a missão de compartilhar o evangelho das boas novas a toda criatura. Somos o sal da terra. (Mateus 5:13-14)
Dessa forma, como a própria Bíblia Sagrada declara, temos uma dupla cidadania durante nossa jornada terrena, somos cidadãos dos céus e dessa terra, possuindo direitos e obrigações em cada uma dessas realidades. (Filipenses 3:20-21, 1 Pedro 2:11-12)
Por muito tempo, a Igreja parece não ter compreendido claramente as orientações bíblicas de como nos conduzir aqui nessa terra, estando no mundo, mas não permitindo que o mundo esteja em nós. (João 17:15)
Quando o assunto é política, a visão que as pessoas têm é de que estamos falando de algo sujo e repudiante, com relação ao que a Igreja deveria manter uma longa distância. Esse afastamento, entretanto, só fez deixar esse campo em mais densas trevas e acabou prejudicando o aspecto representativo da política, já que a Igreja se viu limitada a escolher candidatos que não representam os valores em que cremos.
A seara política se tornou bastante corrupta e desprovida de qualquer ética, onde a cultura da vantagem e dos interesses individuais virou sistêmica. Muitas pessoas até de boa índole enveredam por esse caminho, mas por não ter as raízes da Palavra de Deus profundas e firmes em seus corações, permitem que os cuidados desse mundo as sufoquem. (Mateus 13:22)
Nesse cenário, a Igreja limitou-se apenas a orar pelo país e pelas autoridades, às vezes até mesmo sem ações correspondentes. Essa condição de respeito e consideração pelas autoridades é bíblica, mas a Bíblia também nos ensina a acrescentar à nossa fé atitudes e comportamentos que possam fazer a diferença. (1 Timóteo 2:2, Tiago 2:17-22)
Mais contemporaneamente a Igreja tem despertado para a relevância de seu papel de conscientização de seus fiéis, instruindo-os a desfrutar de forma consciente da liberdade política por meio de escolhas livres, saudáveis, relevantes e representativas. (2 Timóteo 3:16)