IX SVL, 18 e 19 set 2026
David Cranmer
Aline Alves
Juliana Ripke
Paulo de Tarso Salles
O colóquio internacional "Heitor Villa-Lobos e a Europa, nos 60 anos da sua morte" ocorreu nos dias 6 e 7 de dezembro de 2019 na Universidade NOVA de Lisboa, em Portugal. Promovido pelo Núcleo Caravelas em parceria com o grupo “Música no período moderno” do CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa. O evento reuniu alguns dos principais pesquisadores da obra do grande compositor brasileiro em uma série de palestras, comunicações e apresentações musicais. O livro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) and Europe será publicado pela editora Cambridge Scholars, coordenado pelos editores Paulo de Tarso Salles e David Cranmer e está atualmente no prelo. Em breve estará disponível.
Lista de autores:
Daisuke Shibata; Giorgio Monari; Alejandro Reyes Lucero; Ana Cláudia de Assis; Loque Arcanjo Jr.; Paulo de Tarso Salles; Lars Hoefs; Ricardo Averbach; Eero Tarasti; Regina Rocha; Alberto José Vieira Pacheco; Aline Alves e Adriana Lopes Moreira; Luiz Guilherme Goldberg; Rodrigo Teodoro de Paula; Juliana Ripke; Thomas George Caracas Garcia.
Participantes da mesa:
David Cranmer, musicólogo anglo-português, é membro do CESEM (Centro de Estudos da Sociologia e Estética Musical), na Universidade NOVA de Lisboa, e do laboratório de pesquisa interuniversitária IN2PAST. Cofundador e coordenador do Caravelas – Núcleo de Estudos da História da Música Luso-Brasileira (2008-).
Graduado (Música) da Universidade de Cambridge (Sidney Sussex College), 1976; mestrado (Música, ramo de Musicologia) da Universidade de Londres (King’s College), 1977; doutorado da Universidade de Londres, 1997, com a tese “Opera in Portugal 1793-1828: a study in repertoire and its spread”. Desde 1981 que reside em Lisboa. Foi docente do Departamento de Ciências Musicais, da NOVA-FCSH desde 2003 até à sua aposentação, em 2023.
Os seus diversos interesses de pesquisa incluem a música em Portugal e no Brasil desde o século XVIII até inícios do século XX, a catalogação de arquivos e bibliotecas musicais, o compositor luso-brasileiro Marcos Portugal, e Camille Saint-Saëns. Nos últimos anos deu início a um projeto pessoal sobre Béziers (França) e os Fêtes des Arènes (1898-1926). É autor de, entre outros livros, Música no D. Maria II: catálogo da coleção de partituras (2015), Peças de um mosaico: temas da história da música referentes a Portugal e ao Brasil (2017) e coordenador das monografias Marcos Portugal: uma reavaliação (2012) e (com Paulo de Tarso Salles) Heitor Villa-Lobos (1887-1959) and Europe (em preparação).
É organista titular de Saint George’s Church, Lisbon (Igreja Anglicana) desde 1982. Deu recitais de órgão em Inglaterra, França e no Brasil, para além de diversas cidades portuguesas. É igualmente pianista, tendo atuado ultimamente, a quatro mãos, com o pianista venezuelano Alejandro Reyes Lucero.
Aline Alves é doutora em Musicologia pela Universidade de São Paulo (USP), com pesquisa dedicada à análise e interpretação de obras selecionadas do repertório pianístico de Olivier Messiaen. Mestre em Música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com projeto sobre as Variações Rítmicas, opus 15, de Marlos Nobre, explorando a interface entre análise musical e performance. Graduada em Piano pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atualmente, mantém um estúdio particular de piano em Campinas, dedicando-se à formação de jovens pianistas. Desde 2015, integra o grupo de pesquisa TRAMA Teoria e Análise Musical (USP). Como intérprete, destaca-se sua atuação na divulgação da música brasileira contemporânea, com ênfase na produção camerística. Entre seus projetos recentes, estão quatro álbuns gravados com o violoncelista Lars Hoefs com obras de Heitor Villa-Lobos, além da estreia e gravação de composições inéditas de compositores brasileiros vivos como João Guilherme Ripper, Ricardo Tacuchian e Guilherme Bernstein, dentre outros.
A compositora e pianista Juliana Ripke é doutora e mestre em musicologia pela USP, sob orientação do prof. Dr. Paulo de Tarso Salles, e bacharel em piano pela Faculdade Cantareira. Atua como pianista em grupos renomados como o Coral Jovem do Estado e o Coro da Acadêmico Osesp, além de lecionar na Emesp (Escola de Música do Estado de São Paulo). Também é pesquisadora integrante do grupo PAMVILLA, com ênfase na obra de Villa-Lobos, tendo apresentado suas pesquisas em congressos nacionais e internacionais. Suas composições têm sido encomendadas e estreadas por importantes corpos artísticos, como o Coral Paulistano, Coro da OSESP, Coral Jovem do Estado de São Paulo, Orquestra Ouro Preto, Orquestra Filarmônica de Goiás, Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica da USP, Orquestra Joseense, Orquestra de Câmara do Chile, Orquestra Juvenil Heliópolis, New Mexico Philharmonic Orchestra, Camerata Filarmônica de Indaiatuba, Orquestra Jovem Vale Música, Banda Jovem do Estado, dentre outras, com destaque para obras corais e sinfônicas baseadas em textos literários e poéticos, como os de Conceição Evaristo, Hilda Hilst, Florbela Espanca e Mário de Andrade. Em novembro de 2026 estreará sua primeira ópera no palco do Theatro São Pedro: "Conceição Evaristo: Uma Ópera-Escrevivência", sobre texto de Conceição Evaristo e libreto de Julianna Santos. Além disso, sua música tem sido interpretada em palcos de prestígio, como o Theatro Municipal de São Paulo, Sala São Paulo, Theatro São Pedro, Estação CCR das Artes, Masp, Teatro B32 e diversos palcos do Sesc, consolidando sua atuação como uma artista versátil e presente na cena da música erudita brasileira contemporânea. Em novembro de 2026 estreará sua primeira ópera: "Conceição Evaristo: uma ópera-escrevivência" no Theatro São Pedro.
Paulo de Tarso Salles, musicólogo, compositor e violonista, é livre-docente em Teoria Musical, atuando no Departamento de Música da USP desde 2008. Idealizador e coordenador do Simpósio Villa-Lobos na USP desde 2009. Coordenador do PAMVILLA . Salles escreveu os livros Aberturas e Impasses: o pós-modernismo na música e seus reflexos no Brasil (Unesp, 2005), Villa-Lobos: Processos Composicionais (Ed. Unicamp, 2009); Os Quartetos de Cordas de Villa-Lobos: Forma e Função (Edusp, 2018), Curso de Harmonia: Fundamentos e Conceitos (Tipografia Musical, 2024). É coautor de A Genialidade de Villa-Lobos (Aloha, 2021, com Loque Arcanjo Jr.) e coeditor de Villa-Lobos, um compêndio (Ed. UFPR, 2016, com Norton Dudeque). Escreveu a atualização do verbete "Villa-Lobos, Heitor" no dicionário Grove Online (2023). Eleito para a cadeira nº 6 (Sigismund Neukomn) da Academia Brasileira de Música em 2026.