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A partir de uma leitura de Humanismo e Terror, busco destacar alguns elementos de uma política em Merleau-Ponty.
Uma investigação sobre "a judicialização da política e a politização do judiciário" restrita ao bom funcionamento do "Estado de Direito" se veria presa dos prejuízos que a própria ideia de "Estado" acarreta, consubstanciados na teoria que lhe dá suporte, a teoria da soberania. É preciso escapar ao "estadocentrismo" e um dos modos de fazê-lo é investigar as noções de "poder" e de "direito". Neste artigo, investigamos essas noções em Merleau-Ponty e Lefort.
Merleau-Ponty é o autor que vai ultrapassar a antinomia que opõe determinismo e livre poder de iniciativa por meio de um vínculo, de um elo, de um quiasma entre natureza e liberdade. Sua alternativa, portanto, difere daquela kantiana: pensar o quiasma é pensar conjuntamente a natureza e a liberdade, o corpo e o espírito.
O artigo sustenta que uma alternativa fecunda de leitura da obra de Lefort é tomá-la a partir de uma oposição entre filosofia da história e filosofia política. Pois, aparentemente, a filosofia política madura de Lefort só se constitui a partir do momento em que ele se liberta da possibilidade da filosofia da história.
O artigo investiga a presença de Bergson na obra de Merleau-Ponty e o labirinto de questões que aí se desdobra. Procura mostrar como, na avaliação de Merleau-Ponty, o conceito de natureza em Bergson o impede de passar à história. Para tanto, toma como referência e debate Presença e campo transcendental, de Bento Prado Júnior.
O artigo discute, no âmbito de uma ampla “reabilitação do sensível”, o resgate merleaupontiano do corpo como peça nuclear do sistema. E põe como questão central o seguinte: pode o corpo, anônimo e impessoal, ser efetivamente um sujeito?
Neste artigo, debato com Catherine Colliot-Thélène a sua teoria da democracia e globalização expressa em La démocratie sans ‘demos’. A partir de algumas teses de Claude Lefort, muito próximas de teses dela própria, levanto algumas questões relativas sobretudo à sua perspectiva kantiana e liberal. Parece-me que a teoria da democracia de Claude Lefort permite-nos apontar as aporias em que Colliot-Thélène se envolve.
Esse texto é a apresentação inicial de uma leitura de conjunto da obra de Merleau-Ponty. Ele é essencialmente crítico pois nele apenas discutimos as interpretações de Carlos Alberto Ribeiro de Moura e Renaud Barbaras – interpretações que, apesar de suas diferenças, convergem no diagnóstico de que se trata de uma “filosofia da consciência”. Procuramos mostrar o que nos parece insuficiente e parcial nessas interpretações.
Este artigo apresenta de modo bastante sucinto alguns lances da leitura barbarasiana de Merleau-Ponty e o tournant que, em face dessa obra, levou Barbaras a uma “fenomenologia da vida”.
Procuramos discutir a ontologia indireta de Merleau-Ponty a partir do estatuto conferido por ele às artes. De início, vinculando o logos do mundo estético de que fala a ontologia ao tema da pintura, o que confere a esta uma signifi cação metafísica. Depois, vinculando aquele mesmo logos ao sentido do trabalho do artista. Por fi m, uma aproximação entre Sartre e Merleau- Ponty a propósito da pintura e da literatura: de um lado, a ontologia merleaupontiana interdita conferir ao objeto estético o estatuto de irreal, como o faz Sartre; de outro, ela interdita ainda, por meio de uma distinção entre parole parlante e parole parlée, o papel proeminente conferido por Sartre ao prosador.
Procuramos mostrar que o engajamento, tal como Sartre o define nos anos 40, não tem sentido imediatamente político, nem deriva de imperativo ético. Ele é antes a contrapartida do eidos da prosa, tal como uma consequência lógica desse eidos.
Esse artigo investiga a fenomenologia do tempo de Merleau-Ponty e centra seu foco na crítica merleau-pontiana às "Lições sobre a consciência íntima do tempo" de Husserl. A partir dessa crítica e da diferença entre os dois autores, o artigo mostra como Merleau-Ponty se afasta do modelo husserliano de uma fenomenologia da Razão.
Este texto pretende mostrar a crítica de Merleau-Ponty à ontologia do ser e do nada de Sartre. Contra o modelo da contradição, típica dessa ontologia, Merleau-Ponty retoma a noção kantiana de grandeza negativa e o seu modelo de oposição real.
Este artigo mostra que a crítica foucaultiana do humanismo é antes de mais nada uma autocrítica tornada possível pela descoberta de Foucault de que há um vínculo estreito entre as ciências humanas e experiências humanas negativas. A radicalização do negativo conduz Foucault à ideia de uma experiência sem sujeito e põe fim ao seu projeto original de tipo fundacionista, bem como a todo solo sobre o qual o humano pudesse se assentar. Para isso, Foucault teve que superar os sortilégios da dialética, verdadeira matriz de todos os humanismos, e seu interminável jogo do "mesmo" e do "outro".
Este artigo investiga a crítica merleau-pontiana ao idealismo moderno a partir do modelo reflexivo adotado por este último. Procura mostrar a necessidade em que o filósofo se vê de superar a separação entre o domínio da "sensibilidade" e do "entendimento", como condição para redefinir o problema da racionalidade. Procura mostrar ainda que a "reflexão radical" proposta por Merleau-Ponty, em oposição à reflexão idealista, leva-o a retomar as tarefas que outrora cabiam à metafísica clássica.
Este artigo investiga o conceito sartriano de negação procurando mostrar o aspecto nuclear desse conceito na fenomenologia de Sartre.
Este texto investiga a passagem sartriana à filosofia primeira. O mérito maior da fenomenologia – a superação da querela entre realismo e idealismo – será comprometido pelo pensamento ulterior de Husserl, caracterizado como “idealista”. Recusando o conceito de noema irreal, Sartre procurará retomar os “verdadeiros princípios” da fenomenologia, reinaugurando o discurso da filosofia primeira.