Conto escrito sem data, em Campinas, SP. Este foi um sonho muito estranho que tive um dia com Ana Lúcia.
Fui na casa de Ana Lúcia e não a encontrei. Desesperado, procurei por minhas fontes informativas, investiguei aqui e lá, até que descobri onde Ana Lúcia se encontrava. Estava na mansão de um traficante de fino trato. Tive que pensar rápido num modo de me infiltrar entre estes grã-finos da hipocrisia. Após um plano bem elaborado, me dirigi ao local.
Era uma mansão enorme, bem retirada da cidade. Quando lá chequei, apertei a campainha e fui atendido por uma bela e bem vestida jovem, entrei e fui conduzido à pessoa que era um tipo de Relações Públicas e ao mesmo tempo, uma anfitriã. Esta pessoa, era incrivelmente nada mais e nada menos do que Ana Lúcia, a minha amada. Ao nos encontrar-nos lhe falei:
— Oi Ana, tudo bem?
— O senhor deve estar enganado, o meu nome não é Ana.
Dei uma gargalhada e não acreditei, achei que era alguma das brincadeiras dela. Então ela me perguntou:
— Por quê o senhor está rindo? Achou alguma coisa engraçada ou disse-lhe alguma piada?
Então percebi que a coisa era séria. Achei que ela estava com amnésia. Disse-lhe:
— Está bem. Então me diga, qual o seu nome?
— O meu nome é Vera e o seu?
— Ed!
— Venha Sr. Ed, vou mostrar-lhe a casa.
Após mostrar-me todo o interior da mansão, saímos para o jardim, quando passamos em frente a um chafariz, cheio de bancos a sua volta e uma porção de homens e mulheres cheirando coca e praticando diversos atos libidinosos; Vera com a maior simplicidade me falou:
— Aqui é o local onde o pessoal transa sexo e drogas.
— Puxa vida! Ao ar livre? Isso é que é tomar um ar fresco, hein!
— Sim, Sr. Ed, me acompanhe !
Após mostrar toda a mansão, tentei fazer vir a sua mente, algumas lembranças, falando-lhe sobre minha namorada, o quanto era parecida, o primeiro encontro, a primeira separação, etc...
Passou-se um certo tempo, estava subindo sozinho as escadarias da mansão, quando não sei bem o que aconteceu comigo, rolei escada abaixo. Machuquei-me todo e voltei a subir, quando uma jovem abriu a porta para saber o que havia sucedido. Então, Vera que estava junto com esta jovem, aliás, Ana Lúcia olhou para os meus ferimentos, fixou os seus olhos nos meus com um certo ar de espanto, e de repente desmaiou. Passando uns minutos ela acordou, me abraçou e retrucou pelo nome que estava acostumada a me chamar;
— Ed! O que aconteceu ? Onde estou ?
Percebi que Ana Lúcia recuperou a memória. E quando resolvi responder as suas indagações, foi naquele instante momentaneamente mais rápido que um flash, a questão de um piscar de olhos, eu infelizmente acordei.
FIM !