PÁGINA PRINCIPAL ANOMALIA MAGNÉTICA DO ATLÂNTICO SUL - AMAS 

Professor Angelo Antônio Leithold ASTROFÍSICA PÁGINA PRINCIPAL


INSTITUTO DE AERONÁUTICA E ESPAÇO - IAE
FACULDADES INTEGRADAS ESPÍRITA PROJETO UNIBEM
CAMPUS DE PESQUISAS GEOFÍSICAS MAJOR EDSEL DE FREITAS COUTINHO 
CONVÊNIO 2002-2012 Plano Trabalho Progr Cientifico Convenio CRS UNIBEM.pdf - 121 KB Download CTA PLANO DE TRABALHO nov 2006.pdf - e113 KB Download PROFESSOR ANGELO ANTONIO LEITHOLD, PROFESSOR ONEIDE JOSÉ PEREIRA

 
STEREO significa: Solar TErrestrial RElations Observatory

Acima: uma das 2 naves da missão STEREO (Cortesia: NASA)

(c)py5aal Segundo Chris St. Cyr, do Centro de Vôo Espacial Goddard, em 06 de fevereiro de 2011, as naves gêmeas STEREO da NASA, estarão separadas por um ângulo de 180 graus e obterrão imagens de toda a superfície do Sol pela primeira vez na história. A configuração de sua órbita propiciará a observação de ambos lados do Sol e resolve um problema que os astrônomos têm há séculos. Atualmente só é possível observar metade da superfície da estrela.

(c)py5aal O Sol gira em torno do seu eixo cerca de 25 dias, logo, em somente cerca de um mês, mostra toda a sua face para a Terra, este não é um tempo suficiente para manter um registro de eventos que ocorrem, por exemplo, a dinâmica das manchas solares, reagrupamentos e explosões, pois as movimentações duram cerca de dias. Os buracos coronais se abrem e se fecham, os filamentos magnéticos tensionam-se e em seguida ocorrem explosões que enviam nuvens de gás quente para o sistema solar.  

(c)py5aal Metade do que ocorre no Sol não se vê, nem é possível, atualmente, mapear, assim, não há como criar ferramentas estatísticas de previsão que antecipem tempestades e outros eventos solares. Do mesmo modo, os pesquisadores não podem manter um registro de longo prazo da evolução das manchas solares ou da dinâmica magnética dos filamentos que se escondem atrás do horizonte. A visão global fornecida pela missão STEREO resolverá estas questões.

(c)py5aal Para observar o Sol globalmente ainda faltam dois anos, contudo, as duas naves espaciais já estão enviando fotos que abrangem além do horizonte e já se inicia um banco de dados. Segundo Lika Guhathakurta, da missão STEREO: "Estamos agora realizando um acompanhamento de mais de 270 graus de longitude da energia solar, ou seja, três quartos da estrela. Após todos estes anos estamos finalmente vendo o lado escuro do Sol" (N.T.: Significa o lado do disco solar que não se enxerga.)
(c)py5aal A viagem das naves STEREO começou em 25 de outubro de 2006, quando as sondas gêmeas subiram a bordo de um foguete Delta II. Acima da atmosfera, separaram-se e foram arremessadas para a Lua que serviu como um estilingue gravitacional, levando a duas sondas em direções opostas.


 Acima: Posição das naves STEREO em 09/02/2009 às 11:00 UTC (Corteisa NASA)

Clique aqui neste link para acompanhar o vôo das Stereo em tempo real. 

(c)py5aal Devido à forma como o Sol gira (Sentido anti-horário), a STEREO-B detectou com antecedência manchas solares e buracos coronais. Segundo o pesquisador St. Cyr do Space Weather Prediction Center, do NOAA, "Ao realizar um acompanhamento de perto da sonda, permite saber o que vem do Sol." Neste momento, a sonda STEREO-B tem uma vantagem de 3 dias em relação às bases de observação de terra, isto permite aos aos pesquisadores prever tempestades geomagnéticas com até 72 horas de antecedência.  

(c)py5aal Em várias ocasiões, no final de 2008, a nave STEREO-B detectou antes de qualquer outro sistema de terra, ou naves em órbita, a expulsão de massa coronal ejetada (CME). Quando o vento solar à Terra, as previsões de longo alcance da STEREO-B foram validadas pelas auroras boreais e austrais.

 

Acima: Nave STEREO (Cortesia NASA)