Inserido no HumanizaSUS, Política Nacional de Humanização que visa a Integralidade, a Universalidade, a busca da Equidade e a incorporação de novas tecnologias, saberes e práticas, o Hospital São Paulo busca envolver a todos para o alcance da Humanização nos modos de operar as novas tecnologias, nas relações interpessoais e nas diversas maneiras de cuidar na área da saúde.
Para isso, o Grupo de Humanização – GTH HSP–HU/UNIFESP trabalha no sentido de orientar práticas humanizadoras na atenção ao usuário, ao colaborador e na gestão dos serviços. É um espaço onde as subjetividades humanas são discutidas e refletidas, onde a humanização é vista como um processo de aprendizado contínuo, incentivando mudanças positivas na cultura organizacional e assim a Humanização esteja presente em todas as ações de cuidado.
São Paulo, 7 de Janeiro de 2019.
Profa. Dra. Angelica Belasco
Coordenadora do GTH HSP-HU/UNIFESP
"Importa colocar cuidado em tudo. Para isso, é urgente desenvolver a dimensão da alma. Isso significa: conceder direito de cidadania fundamental à nossa capacidade de sentir o outro; ter compaixão com todos os seres que sofrem..., obedecer mais à lógica do coração, da cordialidade e da gentileza do que à lógica da conquista e do uso utilitário das coisas." BOOF, 2005
Consideramos que humanizar a assistência significa agregar, à eficiência técnica e científica, valores éticos, além de respeito e solidariedade ao ser humano. O planejamento da assistência deve sempre valorizar a vida humana e a cidadania, considerando, assim, as circunstâncias sociais, étnicas, educacionais e psíquicas que envolvem cada indivíduo. Deve ser pautada no contato humano, de forma acolhedora e sem juízo de valores e contemplar a integralidade do ser humano.
A Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde entende por humanização a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde e enfatiza a autonomia e o protagonismo desses sujeitos, a co-responsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários e a participação coletiva no processo de gestão. Pressupõe mudanças no modelo de atenção e, portanto, no modelo de gestão. Assim, essa tarefa nos convoca a todos: gestores, trabalhadores e usuários.