A Residência Médica (RM) é um momento de grande ansiedade e estresse. O médico, geralmente recém egresso da Faculdade, lida com uma grande mudança na sua vida, alta carga de trabalho, a percepção de suas dúvidas e inseguranças, conflitos éticos, e uma alta demanda de questões sociais e biomédicas.
A Supervisão programa algumas atividades ao longo do ano para se manter próxima dos residentes, auxiliando-os a atravessar esse momento tanto feliz quanto desafiador em vários aspectos.
A Mentoria é uma atividade obrigatória na qual residentes de diferentes grupos de trabalho do primeiro e do segundo ano são mesclados em pequenos grupos, os quais realizam encontros mensais com um mentor. Nesses momentos são feitas discussões sobre temas éticos e os residentes são estimulados a compartilhar dificuldades, expectativas e frustrações com as quais vêm lidando nos estágios ou mesmo na vida pessoal.
Os residentes do terceiro ano participam de um grupo separado para atender demandas específicas do momento profissional deles.
Ao longo do ano, a Supervisão convoca os residentes para conversas individuais e particulares, nas quais nós recebemos feedback sobre os últimos estágios daquela pessoa e conversamos sobre as dificuldades que possam estar ocorrendo.
Além disso, colocamo-nos sempre à disposição para auxiliar os residentes a lidar com seus eventuais conflitos e angústias.
Aqueles que necessitam de maior suporte psicológico podem usufruir do Grupo de Assistência Psicológica.
O R1 é o ano em que se começa a construção do especialista em Clínica Médica. O residente deve receber, neste momento, uma supervisão médica com o intuito de garantir seu desenvolvimento de forma adequada e que preze, a todo momento, pela segurança do paciente. Os estágios programados preveem certo grau de autonomia, mas com uma supervisão médica próxima e cautelosa.
Os estágios desse ano incluem:
Ambulatório Geral e Didático (AGD): uma imersão de 2 meses em atividades ambulatoriais com enfoque no diagnóstico, compensação de morbidades e realização de ações de prevenção e promoção à saúde;
Ambulatório de Clínica Médica Geral (ACMG): ambulatório longitudinal para seguimento de pacientes que requerem cuidados na atenção terciária, ocorrendo durante meio turno de uma tarde semanalmente;
Enfermaria do Hospital Universitário: seguimento de pacientes admitidos numa enfermaria de Clínica Médica de um hospital secundário;
Enfermaria dos Hospitalistas: cuidado de pacientes com interface clínico-cirúrgica em um ambiente cercado de discussões baseadas em evidência;
Pronto Socorro do INCOR: avaliação de pacientes com urgências e emergências cardiológicas;
Pronto Socorro de Neurologia (PSN): avaliação de pacientes com queixas neurológicas na Unidade de Emergência, com enfoque em atendimento de código AVC;
Pronto Socorro Médico (PSM): avaliação de pacientes com urgências e emergências médicas que procuram ou são encaminhadas ao PS do HCFMUSP;
Unidade de Cuidados Intensivos: manejo de pacientes críticos, após estabilização inicial na sala de emergência do PSM ou transferência de outro serviço externo;
Unidade de Terapia Intensiva: manejo de pacientes críticos clínicos ou cirúrgicos oriundos do PS ou de outros setores do HCFMUSP;
Eletivos: 2 meses de estágios selecionados pelo próprio residente.
O R2 também necessita e recebe supervisão médica em todos os estágios, mas suas responsabilidades e sua autonomia aumentam. No final do R2, o residente consegue perceber com maior clareza o desenvolvimento de competências que ocorreu durante o PRM.
Os estágios desse ano incluem:
Ambulatório de Clínica Médica Geral (ACMG): ambulatório longitudinal para seguimento de pacientes que requisitam cuidados na atenção terciária, ocorrendo durante um período da tarde semanalmente;
Perioperatório: seguimento de pacientes do Instituto Central e ICESP com programação cirúrgica, abrangendo a avaliação de risco pré-operatória, o cuidado peri e pós-operatório, assim como sugestões de medidas necessárias para um procedimento mais seguro. Também envolve a realização de interconsultas clínicas de pacientes internados no HCFMUSP;
Paliativos - ICESP: comunicação de más notícias com famílias e pacientes, e paliação de sintomas de pacientes com agravos oncológicos;
Enfermaria de Clínica Médica do HCFMUSP: seguimento de pacientes admitidos na enfermaria para investigação e compensação de morbidades;
Infectologia: atendimento de pacientes ambulatoriais e internados com doenças infecciosas prevalentes na nossa população;
PS do Hospital Universitário: seguimento de pacientes admitidos no PS e manejo de pacientes na sala de emergência de um hospital secundário;
PSM: seguimento de pacientes admitidos no PS e manejo de pacientes na sala de emergência de um hospital terciário;
UTI - Pneumologia: manejo de pacientes críticos com condições predominantemente pulmonares;
UTI - Clínica Médica: manejo de pacientes críticos com racionalização de condutas;
Eletivos: 2 meses de estágios selecionados pelo próprio residente.
O R3 é considerado um residente mais experiente e maduro. O enfoque desse ano de Residência Médica inclui: o aprimoramento das competências clínicas, a inserção supervisionada no papel de discutidor, o desenvolvimento de habilidades de leitura crítica e reflexiva de publicações científicas e suas metodologias, o desenvolvimento de competências gestoras.
O R3 é considerando um membro importante nos estágios em que participa, sendo um role model aos demais residentes. Os estágios que compõem o R3 são:
Ambulatório de Clínica Médica Geral (ACMG): ambulatório longitudinal para seguimento de pacientes que requisitam cuidados na atenção terciária, ocorrendo durante toda uma tarde semanal;
Ambulatório Geral e Didático (AGD): 2 meses como discutidor de casos com R1 e com internos da FMUSP;
Perioperatório: seguimento de pacientes do Instituto Central e ICESP com programação cirúrgica, abrangendo a avaliação de risco pré-operatória, o cuidado peri e pós-operatório, assim como sugestões de medidas necessárias para um procedimento mais seguro. Também envolve a realização de interconsultas clínicas de pacientes internados no HCFMUSP;
Paliativos - ICHC: comunicação de más notícias com famílias e pacientes, e paliação de sintomas de pacientes com agravos não oncológicos e oncológicos;
Paliativos - Instituto Perdizes: cuidados de fim de vida de pacientes internados em enfermaria de cuidados paliativos;
Enfermaria dos Hospitalistas: cuidado de pacientes com interface clínico-cirúrgica em um ambiente cercado de discussões baseadas em evidência (2 meses);
Enfermaria de Transição: seguimento de pacientes internados em contexto de cuidado de transição, com foco no trabalho com equipe multidisciplinar e planejamento cauteloso da alta hospitalar;
Eletivo: 2 meses de estágio selecionado pelo próprio residente.