O escorpião é um pequeno animal pertencente ao grupo dos aracnídeos, o mesmo grupo das aranhas e dos ácaros. Uma das espécies mais comuns em Portugal é o Euscorpius flavicaudis. Vive geralmente debaixo de pedras, troncos, cascas de árvores ou entre fendas no solo, sendo mais ativo durante a noite, quando sai à procura de alimento.
Possui oito patas, um par de pinças (pedipalpos) utilizadas para capturar as presas e uma cauda segmentada que termina num ferrão ligado a uma glândula de veneno. Alimenta-se principalmente de insetos, aranhas e outros pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no controlo natural destas populações.
Embora muitas pessoas os temam, os escorpiões existentes em Portugal raramente representam perigo para o ser humano. O seu veneno serve sobretudo para imobilizar as presas e defender-se de predadores. Além disso, algumas substâncias presentes no veneno estão a ser estudadas pela ciência devido ao seu potencial na produção de novos medicamentos.
A conservação dos escorpiões depende da proteção dos seus habitats naturais e da redução do uso de pesticidas, que diminuem as suas presas e podem afetar diretamente estes animais. Preservar os escorpiões contribui para manter o equilíbrio dos ecossistemas.
Os escorpiões brilham com uma cor azul-esverdeada quando iluminados por luz ultravioleta (luz UV). Os cientistas ainda não sabem exatamente por que motivo isso acontece, mas acredita-se que possa estar relacionado com a proteção contra a luz solar ou com a comunicação entre indivíduos.
Os escorpiões possuem pelos sensoriais muito sensíveis nas patas e no corpo, que lhes permitem detetar pequenas vibrações no solo e movimentos do ar. Assim, conseguem localizar as presas mesmo na escuridão.
Autor do trabalho
Aluno: Benedita dos Santos Couto
Turma: 8.ºD