A lagartixa é um pequeno réptil muito comum em Portugal, facilmente reconhecido pelo seu corpo alongado e pela sua coloração castanha ou esverdeada, que lhe permite camuflar-se entre as rochas, troncos e vegetação. Mede, em média, cerca de 8 centímetros de comprimento, embora este valor possa variar consoante a espécie.
É um animal de sangue frio, passando grande parte do tempo ao sol para aquecer o corpo antes de procurar alimento. Alimenta-se principalmente de insetos, aranhas e outros pequenos invertebrados, desempenhando um papel importante no controlo natural destas populações.
Quando se sente ameaçada, a lagartixa pode libertar a cauda, que continua a mover-se durante alguns minutos. Este mecanismo de defesa distrai o predador e permite que o animal escape. Com o tempo, a cauda regenera-se, embora normalmente não volte a ter exatamente o mesmo aspeto da original.
A presença de lagartixas é um bom indicador da qualidade ambiental, pois são animais sensíveis à poluição e à degradação dos habitats. A sua existência revela, geralmente, ecossistemas saudáveis e bem preservados.
As patas das lagartixas possuem milhares de pelos minusculos chamados lamelas. Estes pelos criam forças intermoleculares (forças de Var der Waals) que funcionam como uma fita adesiva natural, permitindo-lhes desafiar a gravidade e correr em superfícies lisas e verticais.
Autor do trabalho
Aluno: Afonso Silva Freire
Turma: 8.ºD