Não pode haver saúde sem saúde mental.
Ordem dos Psicólogos Portugueses
Não pode haver saúde sem saúde mental.
Ordem dos Psicólogos Portugueses
A 10 de outubro, ano após ano, o mundo desperta para o Dia da Saúde Mental com campanhas de promoção e de remediação da saúde mental.
Em 2020 o alarme tocou mais cedo, em março, quando todos vivemos ao mesmo tempo a experiência de confinamento, com maior ou menor risco de desequilíbrio emocional.
Escolhido pela World Federation of Mental Health, o tema do Dia Mundial da Saúde Mental 2020 é:
Este apelo traduz a urgência de uma resposta eficiente dos serviços de saúde às necessidades específicas das pessoas com perturbação mental e ao estigma associado a crenças erróneas associadas.
E nós, como encaramos e cuidamos da nossa saúde mental?
Talvez possamos assumir o papel de gestores da nossa própria saúde mental e investir “naquele” comportamento catalisador do bem-estar (padrão de sono adequado às necessidades, relações de suporte familiar e/ou social, atividades prazerosas, prática de exercício físico, alimentação saudável …).
“É hora de atuar. Nunca é tarde para fazer alguma coisa”.
Todavia se, de forma persistente, sentirmos fragilidade emocional/ mental, incapacidade de reagir ou comprometimento do estado psíquico, não façamos de conta que está tudo bem.
“É hora de atuar. Nunca é tarde para fazer alguma coisa”.
Sente que acorda tão ou mais cansado do que quando se deitou? Tem dificuldades em iniciar ou manter o sono (insónia inicial e intermédia)? Acorda muito antes do despertador tocar?
Como podemos melhorar os nossos hábitos de sono? A OPP responde no documento Sono Saudável|Recomendações para Adultos, Trabalhadores e Pais, revelando condições favoráveis para um sono reparador e os comportamentos que podem comprometer a qualidade do sono.
Nos últimos tempos são múltiplas as propostas de atuação centradas no equilíbrio emocional e bem-estar, na promoção da saúde psicológica e no combate a estados de ansiedade (vide artigos infra sobre relaxamentos e mindfulness/ meditação).
A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) tem produzido vários documentos de apoio durante a vigência da pandemia, ficam aqui os últimos: "Lidar com a tristeza" e “Viver saudávelMente este tempo de pandemia… e de estudo em casa”.
À semelhança da OPP, também os psicólogos escolares do Observatório do Bem-estar de Viseu, a pensar nas crianças e jovens produziram vídeos que reforçam a importância de regular as emoções, de relaxar, da higiene do sono e do controlo de estados de ansiedade.
Consulte as páginas Alunos/ Crianças e Alunos/ Jovens para aceder aos vídeos.
Perante mais uma etapa da viagem pandémica, regressar a (algumas) rotinas habituais pode gerar ansiedade. Por isso, ficam aqui algumas recomendações para colaboradores e sugestões de relaxamento por respiração ou mindfulness.
A meditação desenvolve a atenção e o foco, aumenta a produtividade e a criatividade e também promove o bem-estar.
Tudo o que é importante para aprender a meditar pode ser encontrado na MindSpot, uma aplicação para dispositivos móveis Android.
Através da Internet, a qualquer hora, em qualquer lugar e em português, a MindSpot pode ser utilizada para ajudar na atual caminhada diária de emoções intensas.
Boas aprendizagens!
Desconfinamento - Regressar a (algumas) Rotinas Habituais
A prática de Mindfulness pode ajudar a controlar a ansiedade, a angústia e o medo, evitando que “tomem conta de nós” em tempo de pandemia. É recomendada pela Organização Mundial de Saúde para quem está em situação de isolamento social.
No momento conturbado em que nos encontramos e no qual estamos sujeitos às limitações impostas pelo surto da COVID-19, a prática de meditação surge assim como uma oportunidade de nos cuidarmos de forma compassiva e bondosa.
Assim, apresentamos o projeto “Lar doce Lar - Medite connosco” que nos convida “a parar de forma diferente. Parar através da prática”, investindo em nós, para que consigamos “de forma mais saudável e segura navegar por esta tempestade”.
Acompanhem os vídeos diários com proposta de uma meditação nova, guiada por um instrutor de Mindfulness, que pode ser dedicada a adultos ou a crianças.
Cuidar de nós é também cuidar dos outros.
Votos de boas práticas!
A pandemia introduziu mudanças na nossa vida, alterando também comportamentos alimentares e de exercício físico o que traduzirá, lato sensu, um incremento do consumo alimentar e a diminuição do dispêndio energético.
Em regime de trabalho remoto ou de ensino à distância, no refúgio da nossa casa e à distância de 2 passos do frigorífico, algumas ou muitas vezes, somos acometidos pela vontade de comer mesmo estando saciados do ponto de vista alimentar. Já do ponto de vista emocional...
Apetece-nos algo!
Para aliviar os níveis de stress, para fazer uma pausa ou para procrastinar uma determinada atividade… Porque estamos em confinamento ou em desconfinamento… Porque se aproxima a data de regresso à escola, ao trabalho, com mais uma adaptação para processar, com sentimentos de desconfiança ao rubro resultantes da vulnerabilidade e do medo percecionados.
Portanto, não vamos patologizar se nos últimos tempos a nossa atenção se voltou para a comida e ocorreram: episódios de compulsão alimentar no intervalo das refeições; ingestão alimentar excessiva; sensação de perda de controlo enquanto come “É só mais um…” mas continua a comer; se no sofá a ver televisão ou a falar ao telemóvel comeu tudo num ápice ou se aumentou de peso.
Se não se identifica com nenhuma das características do parágrafo anterior, salte as dicas seguintes e delicie-se com as Bolachinhas de Canela.
Se, por outro lado, considera necessário diminuir a frequência de alguns comportamentos e/ou acautelar o aumento de peso, numa vertente preventiva, então apresento-lhe algumas dicas:
Não realizar nenhuma atividade enquanto come. O ato de se alimentar deve constituir-se como uma experiência pura. Para evitar o comer automaticamente “Já acabou, quero mais!”.
Restringir o ato de comer a uma divisão da casa.
Para resistir à impulsividade alimentar, aguarde 10 minutos enquanto dirija a atenção para uma outra tarefa gratificante. Prepare uma pequena lista de atividades que lhe dão prazer e substitua o ato de comer pelo comportamento alternativo.
Planear/ realizar as compras depois de ter comido e manter-se fiel à lista. De outra forma haverá uma tendência maior a comprar alimentos desaconselhados.
Padrão alimentar regular: 3 refeições planeadas por dia, mais 2 lanches. Normalmente, consideramos que muitos momentos dedicados à alimentação resultam no aumento de peso. Inverdade! O aumento do padrão alimentar regular diminui os excessos alimentares.
Com estes cuidados, acompanhados da prática de exercício físico, podemos dar-nos um presente saboroso! É só seguir a receita…
Este artigo contou com a contribuição, que agradecemos, dos professores Dilar Cardoso e Helder Oliveira.
Fonte: Instituto Nacional de Administração Pública (INA)
Nunca se falou tanto em Saúde Mental como Hoje.
Todos temos acesso ao discurso de especialistas e não especialistas em Saúde Mental que avançam orientações, avaliam as mudanças comportamentais provocadas pelo isolamento, os riscos da hiperconvivência familiar, entre outros temas.
Aqui, deixamos a proposta de:
Encarar a saúde mental como um investimento, como algo que tem que ser cuidado!
A Organização Mundial de Saúde, ao longo dos anos, tem enfatizado que "A saúde não se acumula mas resulta de um histórico de promoção da saúde e de prevenção da doença e da adoção de comportamentos saudáveis. As perdas de saúde, essas sim, podem ter um efeito cumulativo ao longo da vida".
Cuide de si próprio e dos outros. Bom trabalho!
Em baixo tem acesso a links com dicas para prevenir/combater estados de tensão emocional.
Em isolamento. Ainda agora começou e já não suporta esta situação!, OPP
3 passos para lidar com a ansiedade, OPP
Como evitar e resolver conflitos familiares em situação de isolamento?, OPP