Aqui você vai encontrar conteúdos que ajudam a entender melhor o universo do dinheiro. Nas primeiras edições, trazemos temas atuais, como as criptomoedas e suas principais características, além de reflexões sobre as crenças que formamos em relação ao dinheiro desde a infância e como elas influenciam nossas escolhas na vida adulta.
Nosso objetivo é aproximar o leitor do mundo das finanças de uma forma simples e acessível, mostrando que esse assunto está presente no dia a dia de todos nós e pode ser compreendido com clareza.
INVESTIR NÃO TEM IDADE – CRIPTOMOEDAS PARA TODOS
As criptomoedas são hoje bastante conhecidas como uma forma de investimento. Neste artigo, mostraremos que, independentemente da idade, qualquer pessoa pode investir nesse mercado. Também apresentaremos quais são as mais valorizadas atualmente.
Criptomoedas são um sistema de pagamento digital que permite a qualquer pessoa enviar e receber valores de qualquer lugar do mundo. Diferentemente do dinheiro físico, transportado e trocado no dia a dia, as criptomoedas existem apenas em formato digital e são registradas em bancos de dados online.
Atualmente, o Bitcoin é a criptomoeda mais valorizada e também a mais conhecida. Vale lembrar, porém, que muitas criptomoedas ainda não estão consolidadas devido à constante oscilação de seu valor.
Todas as transações são registradas em um livro contábil público chamado Blockchain, e as moedas ficam armazenadas em carteiras digitais. As criptomoedas podem ser obtidas de duas formas:
Mineração: processo que utiliza grande capacidade de computação para resolver problemas matemáticos complexos e, assim, gerar novas moedas.
Compra em corretoras: permitindo armazenar e movimentar os ativos em carteiras digitais.
Se você deseja investir, mas não sabe por onde começar, listamos abaixo algumas das criptomoedas mais relevantes do mercado atualmente:
Bitcoin
Criado em 2008, o Bitcoin já ultrapassou US$ 1,67 trilhão sob gestão. Em 2024, seu valor gira em torno de R$ 500 mil por unidade.
Ethereum
Criado em 2013 pelo programador russo-canadense Vitalik Buterin, já movimentou mais de US$ 46 bilhões. Atualmente, o Ethereum está cotado em cerca de R$ 10 mil por unidade.
Solana
O projeto da Solana surgiu em 2017 e foi lançado em 2020. Um diferencial é que ela lançou um smartphone para promover sua moeda. Já arrecadou cerca de US$ 7 bilhões, e hoje vale aproximadamente R$ 800 por unidade.
A ideia por trás das criptomoedas remonta ao final da década de 1970. Porém, a primeira criptomoeda descentralizada, o Bitcoin, surgiu apenas em 2009, criada por um usuário sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto.
Após o sucesso do Bitcoin, outras moedas começaram a aparecer. Em 2011, foi lançado o Litecoin, como uma alternativa mais rápida e leve. Desde então, o mercado de criptomoedas cresceu exponencialmente, com milhares de moedas e tokens sendo criados, cada um com suas próprias funções e propósitos.
Em 2017, houve uma explosão de novos tokens baseados no protocolo do Ethereum, impulsionada pela onda de Ofertas Iniciais de Moedas (ICOs). Já em março de 2014, nasceu a primeira criptomoeda portuguesa, o CryptoEscudo.
As criptomoedas ganharam popularidade por possibilitarem transações sem intermediários, oferecendo mais privacidade e segurança. Hoje, elas já ocupam um espaço importante no sistema financeiro global, com aplicações que vão além de simples pagamentos, incluindo contratos inteligentes, finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs).
A história das criptomoedas segue em constante evolução, refletindo tanto avanços tecnológicos quanto mudanças no cenário econômico mundial.
Autores: Davi, Fernando e Miguel
As regras invisíveis do seu jogo financeiro
Você está jogando contra ou a favor do seu dinheiro?
O nosso relacionamento com o dinheiro não se resume apenas ao que ganhamos ou gastamos, mas também à forma como pensamos sobre ele. Cada escolha — seja ao gastar ou ao poupar — faz parte de um jogo invisível, moldado por influências que vêm desde a infância. Nesta página, vamos falar sobre finanças pessoais.
Desde cedo, as limitações de ideias financeiras podem influenciar fortemente o modo como a pessoa lida com o dinheiro ao longo da vida. Essas crenças geralmente são moldadas por experiências, regras e ensinamentos transmitidos por pais, parentes e pelo ambiente ao redor.
A seguir, veja algumas formas de como essas crenças podem ser formadas e o impacto que causam:
Se uma criança ouve repetidamente frases como “dinheiro é difícil de ganhar”, “somos pobres, nunca teremos o suficiente” ou “dinheiro corrompe as pessoas”, essas ideias podem se tornar parte do seu conjunto mental. Com isso, ela passa a acreditar que o dinheiro é algo extremamente difícil de conquistar.
Muitos pais não receberam uma boa educação financeira e, por isso, não conseguem ensinar aos filhos como usar o dinheiro de forma saudável. Isso pode gerar uma visão distorcida sobre como ele funciona, criando comportamentos de escassez ou até medo de gastar, como se os recursos fossem sempre limitados.
Quando uma criança cresce em um ambiente de escassez, pode desenvolver o medo de nunca ter o suficiente. Esse medo pode gerar dois tipos de comportamento: excesso de apego ao dinheiro (dificuldade de gastar ou investir) ou o oposto, gastos impulsivos, como forma de compensar a falta de estabilidade emocional.
Se uma criança cresce ouvindo que “só quem trabalha muito e se sacrifica consegue ter dinheiro”, ela pode acreditar que a prosperidade só vem acompanhada de esforço extremo. Isso pode gerar culpa por desejar conquistar riqueza de forma mais leve ou criativa.
O ambiente em que a criança está inserida (escola, amigos, mídia) também exerce forte impacto. Se a cultura ao redor reforça que o dinheiro é uma “medida de valor pessoal” ou status, a criança pode acabar associando sua autoestima e identidade ao quanto possui ou não de dinheiro.
Esses aspectos podem resultar em padrões financeiros prejudiciais, como medo de gastar, dificuldade em criar uma relação saudável com o dinheiro ou falta de confiança na administração da própria vida financeira. Para superar essas crenças, muitas pessoas precisam passar por um processo de reeducação financeira e emocional, de preferência iniciado ainda na infância, com a construção de uma visão mais equilibrada e positiva sobre o dinheiro.
Em resumo: as regras do seu jogo financeiro são formadas desde cedo, baseadas em crenças limitantes transmitidas por pessoas próximas. Mas, mesmo que você seja ansioso ou inseguro ao lidar com o dinheiro, ainda é possível mudar. Com equilíbrio, confiança e liberdade, você pode transformar sua relação com as finanças.
Sua carteira, suas regras.
Autores: Lucas Garzão e Nicolas Raymundo