Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Paulo Freire
APRENDIZADO COOPERATIVO!
Convencidos de que o poeta está certo e de que novas atitudes devem ser tomadas em educação, os alunos do 8º ano A do turno da manhã da EEEM Santa Rita, limparam a sala que dividem com os turnos da tarde e arrumaram, de uma maneira diferente, as classes e cadeiras de sua sala de aula.
Abandonaram a ideia tradicional de filas em linha e adotaram a disposição em forma de U. Isso porque estavam convencidos de que seu aprendizado seria mais cooperativo dessa forma. "Velhas práticas de séculos passados devem ser deixadas de lado", ressalta Nicoly Veloso M. Duarte
Dispostos em U, os alunos, poderiam evoluir e sempre cooperar com seus colegas, aos pares ou em grupos; vereiam-se todos, poderiam circular mais livremente pela sala sem atrapalhar nenhum colega e também produziriam suas tarefas em duplas, trios ou quartetos sem que imensas modificações na disposição das classes sejam feitas.
Assim, para manter as classes nessa formação, escreveram uma carta no quadro, passaram a limpo em folhas que deixaram sobre suas mesas na intenção de convencer o turno da tarde de que a experiência poderia valer a pena.
O resultado já são 15 dias com a sala disposta em U. Convencemos a turma com quem compartilhamos, convencemos o pessoal da limpeza, falta agora convencer e mudar hábitos de uma vida toda de quem leciona em filas! Será que conseguiremos?
"Mais do que esperávamos! A receptividade da turma e da professora do turno da tarde foi incrível" ressalta Nicoly, que continua: "Além de ter adotado nossa ideia, a prof. da tarde incentivou seus alunos a nos responderem nossas cartas. Proporcionamos um dia diferente para nossos colegas. Isso já foi bastante produtivo. Afinal, para não contrariar o poeta, Gentileza gera gentileza!"
Conteúdo da carta para o turno da tarde:
Caros colegas e professora do 5º ano, arrumamos a sala de uma maneira diferente. Experimentem por um dia. Há muitas vantagens: o aprendizado é mais cooperativo, pois estamos em duplas ou trios automaticamente. Podemos também fazer grupos de quatro alunos apenas movendo duas cadeiras para a frente de duas mesas, assim os grupos estarão dispostos suficientemente separados uns dos outros para não perturbarem seus trabalhos. Não é legal?!
Para as funcionárias da limpeza também é melhor!
E finalmente, para a senhora, professora, é melhor ainda. A senhora pode ver todos os seus alunos e eles entre si. Também pode auxiliar a todos, passando por trás deles sem atrapalhar a visão e o trabalho de ninguém.
É importante, porém, não encostar nenhuma classe nas paredes. Assim nossa pintura permanecerá boa por mais tempo.
Esperamos que gostem e experimentem por hoje.
Abraços 8º A
E a resposta foi em lindas e decoradas cartinhas feitas com muito capricho:
Caros colegas do 8º ano,
Agradecemos muito a gentileza e ficamos contentes por estarmos desenvolvendo uma relação de cooperação e de amizade no ambiente escolar. Agradecemos também a sugestão de organização das mesas. Com certeza tornou a convivência em sala de aula mais agradável e harmoniosa.
Abraços turma do 5º ano
Por Maiara Luz e Nicoly Veloso M. Duarte
Fomos verificar a repercussão da mudança e constatamos que a "atividade feita com os alunos foi muito interessante, principalmente com os menores, porque eles foram muito participativos," diz Nicoly.
As meninas, relatam com muita paixão sobre o que fizeram. Leia a seguir o relato dessas duas alunas da EEEM Santa Rita que se dispuseram fazer uma avaliação da mudança que pretendem.
Primeiro perguntamos aos estudantes do quinto ano o que eles achavam da sala de aula do jeito que ela está no momento, como resposta os alunos disseram que gostaram bastante, tendo em vista que a limpeza da sala e os estudos melhoraram muito. Nos dias de prova tradicional, relataram que não há problema, porque a professora e os alunos arrumam a disposição da sala chegando algumas classes mais para frente e outras para trás. Sobre a iniciativa dos estudantes do 8º ano, de fazerem cartinhas e mudarem a sala para o formato de “u”, eles disseram que acharam o ato muito legal, uma atitude de carinho e que seria muito interessante se todas as turmas tivessem um comportamento parecido.
Conversamos também com os alunos dos outros anos do turno da tarde, que ainda mantém as classes na disposição tradicional, e eles acham que a limpeza das salas de aula não é tão boa, e acreditam que se a sala estivesse em “u”, como no quinto ano, seria melhor. Eles acham necessário também uma colaboração dos estudantes do turno da manhã e da noite, que jogam bolinhas de papel, deixam a matéria no quadro, mexem nos armários e danificam os trabalhos expostos pelos alunos da tarde.
Além disso, falamos também com a Dona Isa, responsável pela limpeza da escola. Ela nos relatou que por conta da idade, de problemas nas costas e nas mãos, fica difícil limpar todas as salas do jeito que ela gostaria, por esse motivo gostaria de uma ajudante e da colaboração dos estudantes para que ela não tenha tanto trabalho.
Concluímos que a mudança não é uma coisa difícil e, a que estamos tentando, é válida e aceita pela grande maioria das pessoas. A cada conversa e entrevista que fazemos achamos mais pontos positivos e as pessoas contribuem de maneira positiva para melhorar ainda mais a nossa ideia. Obrigada pessoal.
Por: Monise de Souza e Marcely 9º Ano A/2018
Em tempos de "ninguém respeita ninguém" Notamos alguns fatos em nossa escola que, em nossa opinião, são péssimos. Algumas pessoas não têm respeito com ninguém, levam tudo na brincadeira e se comportam muito mal dentro da sala de aula, desrespeitando os alunos e principalmente os professores. Alguns alunos não têm respeito algum entre eles mesmos, se xingam, se ofendem, e quase ninguém faz nada para mudar isso. Chegam a desobedecer ordens da escola, dos professores, funcionários, etc., parece que simplesmente vão para a escola na intenção de brincar com todo mundo.
Achamos que a educação deve vir de casa, e deve ser ensinada pelos pais, porém, a escola tem o dever de educar o aluno também, ensinar o certo e o errado em sociedade, mas mesmo assim, ainda existem crianças e adolescentes nas escolas que não colocam em prática o que aprenderam com os professores.
O lado bom é que existem outros muito educados; se comportam como deve, obedecem regras e levam a escola a sério, porém, infelizmente o número de alunos com essas características é muito pequeno.
A escola deveria fazer mais palestras sobre, deveria se interessar mais em mudar seus alunos, pois um comportamento ruim prejudica bastante muitos. Os responsáveis deveriam dar mais valor à educação das crianças e adolescentes, mostrar exemplos e ensinar sobre educação novamente, para que assim, eles possam repensar sobre suas atitudes, não só na escola, e sim, com todos, em qualquer lugar. Funcionários da escola responsáveis por esta área deveriam chamar mais os alunos para uma conversa particular com cada um deles, porque é muito importante ter respeito na escola.
Se tudo isso fosse observado não teríamos de nos preocupar com o BULLIYING, que infelizmente é muito comum em todo lugar, principalmente na escola. Ele é um ato onde usam a violência física ou psicológica, sempre de forma intencional. "A palavra bullying; é utilizada em relação aos atos agressivos entre alunos ou grupos de alunos na escola. Até pouco tempo, o bullying era visto como “briguinhas de crianças”, o que fazia com que as famílias e a escola não tomassem atitudes nenhuma à respeito. Já atualmente, ele é um problema muito grande na escola, e com consequências sérias, tanto pra vítima quanto pro agressor." Ou seja, o bullying sempre existiu, porém, a importância só foi dada agora que as coisas estão ficando mais sérias. A imagem que temos, e que passam pra gente, sobre o mundo é de muita violência, então as pessoas que nasceram nas ultimas décadas já vêm crescendo com essas atitudes na cabeça.
O bullying é a intimidação, humilhação, agressão física e moral, ou seja, a falta de respeito com o outro. As formas de agressões são insultos, espalhar histórias, rir de algum problema que a vítima tenha, colocar apelidos, e etc. Essas agressões podem trazer transtornos para a pessoa violentada, como exclusão do circulo social, não querendo falar com as pessoas, se mostrar quieto e triste.
A cura do bullying não parece ser tão fácil já que é preciso da atenção dos pais para identificar o problema. Porém, hoje em dia o contato de pais e filhos é pequeno, pois pais precisam da maior parte do tempo para trabalhar e sustentar a família.
Por: Diogo 9ºA/2018