Voto e participação das mulheres nas eleições: qual sua importância para a democracia?
Meu nome é Luísa, tenho 12 anos, e não leio muito, no máximo, um livro por mês, pois minha mãe só me dá mesada se eu ler. Gosto de ler sobre histórias do passado e também gosto de diários. Isso é o que eu mais gosto de ler, são os que eu entro na história e presto muita atenção . Acho que é muito legal ler, pois ajuda na escrita e no vocabulário. Amo ver jornal junto com minha mãe e meu pai, pois gosto de me sentir informada de acontecimentos gerais. Eu vejo muito Tiktok, os pais podem até não acreditar, mas aprendo muito por lá, sobre diversas questões e assuntos.
CMB conclama mais mulheres nas eleições “em defesa da vida e da democracia” em 26 de setembro de 2020.
A luta das mulheres por espaço na política
A primeira onda feminista aconteceu entre o final do século XIX e o início do século XX e foi marcada principalmente pela luta das mulheres para a conquista de espaço na política e pelo direito ao voto. O movimento de luta por direitos políticos ficou conhecido como sufragismo.
O movimento de sufrágio (processo de escolha na votação) feminista começou no final do século XIX, na Nova Zelândia, que foi o primeiro país a ter o direito das mulheres ao voto. Aqui no Brasil, a permissão para que as mulheres pudessem expressar seus direitos como eleitoras demorou muito a chegar. Foi no ano de 1932, por conta de um decreto do presidente Getúlio Vargas, que as mulheres brasileiras puderam depositar suas opiniões nas urnas.
Um pouco antes da era getulista e do direito ao voto das mulheres no país, uma mulher de Natal pediu para participar da eleição Mundial de Monoso. Era Celina Guimarães Vianna, e isso aconteceu em 1928. O pedido de Celina incentivou outras mulheres a exercer o poder do voto em 5 de abril de 1928.
O Senado não gostou nada disso, então, decidiu invalidar o voto das mulheres, porém os esforços de Celina não foram em vão. Depois de quatro anos, a lei foi aprovada novamente.
Apesar do Senado não ter gostado, a atitude de Celina deu muitas oportunidades para as mulheres, sendo uma delas o acesso à política, que dá uma outra visão de enxergar a política brasileira. Sua iniciativa deu a oportunidade de mais mulheres se enganjarem nessa luta. E dessa forma conquistar sua participação na política brasileiro, antes com lugares muito ocupadod por homens. Assim, expressaram o seu jeito de pensar e de agir para melhorar o mundo.
Fonte: TRE-MG
Meu nome é Rosa e tenho 12 anos. Quando era menor, eu gostava mais de ler. Hoje em dia ainda não encontrei nenhum livro que me interesse. Normalmente começo a ler algum livro e paro na metade, então, na maior parte das vezes eu leio os livros que a escola disponibiliza. Também não costumo ver tantos canais de notícias na internet, só quando eu quero saber muito sobre o assunto.
Na minha opinião, as mulheres nas eleições são um grande avanço, pois só em 1933 que ocorreu a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, em que as mulheres puderam exercer o poder do voto pela primeira vez. Apesar de parecer ter acontecido há muito tempo, quase 100 anos, às eleições acontecem desde 1532, ou seja, elas passaram mais de 400 anos sem poder votar e nem serem votadas.
Um exemplo disso ocorreu no ano de 2024, no primeiro turno, com apenas 15% dos candidatos ao governo sendo mulheres, e somente 13% das candidatas para os cargos políticos foram eleitas, enquanto 85% dos candidatos eram homens, e 87% do eleitos foram eles.
Isso significa que, embora elas possam ser eleitas, como já aconteceu, o preconceito ainda persiste e pode, em algumas situações, impedi-las de alcançar posições de destaque na sociedade e no ambiente político.
Concluindo, é importante ter mulheres na política, ainda mais para termos uma sociedade efetivamente democrática e, com isso, menos preconceito, para acabar de uma vez por todas com a discriminação que elas sofrem, que são os pensamentos machistas que estão espalhados pela sociedade brasileira, como na frase: ”os homens são melhores que as mulheres”. A verdade é que o sexo da pessoa não define se ela é boa ou ruim no que faz. É, antes de tudo, uma precipitação e subestimação da inteligência das mulheres.
Fontes: TV Senado
https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/historia-das-eleicoes-no-brasil.htm
https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=385749
Capacitismo na linguagem e na atitude: como derrubar as barreiras do preconceito contra a pessoa com deficiência?
Meu nome é Henrique Cymbalista Acselrad, tenho 13 anos e não leio livros com frequência, mas quando começo a gostar de um, não paro de ler. Se você for me perguntar sobre livros que me marcaram, eu não saberia dizer muitos. Mas os que eu me identifiquei levarei- os para vida toda. E, por mais que eu queira ler muito mais do que eu leio hoje, eu preferiria amar 3 livros na vida do que gostar de 20.
A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella (Foto: Clarice Castro)
“Capacitismo é um sistema de opressão que hierarquiza as vidas humanas pelos tipos de corpos. Às práticas capacitistas podem acontecer como ações ou como omissão. Não oferecer atendimento prioritário às pessoas com deficiência ou não prover recursos de acessibilidade, por exemplo, as expõe às desigualdades sociais, podendo comprometer a própria existência das pessoas com deficiência". Quem diz isso é a Anna Paula Feminella, secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do Brasil. Segundo dados do Disque 100, canal de denúncias sob gestão da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do MDHC, foram registradas 394.482 violações contra as pessoas com deficiência no país em 2023. Na comparação com 2022, o crescimento foi de 50%.
E para melhorar essa situação, o presidente tem que fazer algo, os governadores e os prefeitos também, mas principalmente nós, cidadãos comuns. Nós precisamos adotar uma abordagem multifacetada, agindo de uma forma totalmente diferente do que agimos agora. Podemos ajudar de vários jeitos, como promover a educação sobre o que é capacitismo e como ele afeta as pessoas com deficiência, Utilizar uma linguagem que respeite e valorize às pessoas com deficiência, sem utilizar nenhum termo preconceituoso, além de garantir que espaços físicos, digitais e sociais sejam acessíveis a todos, e muitas outras possibilidades.
“A deficiência não o define, ele define como você lida com os desafios que a deficiência lhe apresenta” – Jim Abbott
“Certamente, se eu não tivesse sido cega, meu caminho teria sido totalmente diferente, eu teria continuado a fazer coisas que eu gostei muito, não posso negar, como desenhar, por exemplo. Mas agora posso com minha mente desenhar muito melhor “- Angela Carolina
“A incapacidade não é uma luta ou coragem valente diante da adversidade. A deficiência é uma arte. É uma maneira engenhosa de viver “- Neil Marcus
Estas são frases de pessoas com deficiências que sofrem com o capacitismo dia a dia.
E por mais que tem gente que lute contra o capacitismo, essa gente acaba fazendo atos capacitistas; como quando deduzimos que uma pessoa com deficiência precisa de mais ajuda que o normal, ou quando acabamos excluindo elas por esse motivo, mesmo sem a intenção, ou até quando olhamos para essa pessoa como se ela só possuísse a deficiência e esquecemos de sua humanidade. E estas situações acabam magoando elas e fazendo-as acreditar que a sua existência não é bem-vinda, pelo contrário. A vida é divertida por isso, porque cada um possui suas particularidades, e isso é um dos motivos que tornam o humano um ser fantástico e fascinante!
Fontes de informação: Anatel, instituto aurora, Diversa, só escola e SAE digital.
Meu nome é Julieta de Andrade Süssekind, tenho treze anos e moro no Rio de Janeiro.
Adoro ler, pintar, viajar e ir à praia. Meus passatempos são desenhar, ler e ouvir música. Minha comida preferida é Sushi e lichia, minha cor preferida é azul e adoro documentários sobre crimes reais. Gosto de Ciências, Assisto canais como “Você sabia?” e “Nosso planeta”.
Meus interesses literários atualmente são fantasia, como a “história sem fim” ou “Senhor dos Anéis”, poesia brasileira clássica e obras mais realistas, como “Meu pé de laranja lima”.
Tipos de deficiência mais comuns no Brasil:
Fonte: IBGE (Gazeta do Povo)
Para começar, é importante dizer que muitas pessoas ainda acreditam que pessoas com deficiência são incapazes ou menores de alguma forma em relação aos outros.
Esse preconceito está enraizado na sociedade de forma muito profunda, e acredito que para resolvermos isso de algum jeito, é preciso arrancar o mal pela raiz.
Ao falar em pessoas com deficiência, somos bastante vagos, já que deficiências podem ser tanto físicas quanto mentais, sendo por exemplo a deficiência visual ou a perda de um membro do corpo uma deficiência física, e o autismo ou síndrome de down uma deficiência mental.
Pessoas com deficiências físicas não são, de todo, menos capazes intelectualmente do que qualquer outra pessoa.
Já pessoas com deficiências mentais, mesmo que em alguns casos tenham alguma dificuldade em se concentrar ou processar o ambiente a sua volta, podem se destacar em áreas que mantenham interesse, como desenhar ou problemas de lógica.
Sabendo disso, precisamos entender que muitas pessoas acreditam que ter uma deficiência signifique ser incapaz, é sintam por causa dessa crença algum tipo de repulsa ou estranheza em relação a pessoas com deficiência. É esse preconceito que chamamos de capacitismo.
Para acabar com ele, é preciso conscientizar as pessoas, ensinando-as que somos todos humanos, afinal, e que nada disso é verdade. Para fazer isso, o ideal seria começar pelas escolas, ensinando as crianças sobre o tema e trazendo mais inclusão para elas. Poderíamos também trazer inclusão social para espaços públicos, como placas de braile e etc, e oferecer mais cargos adaptados no mercado de trabalho, já que muitas pessoas com deficiência perdem vagas de trabalho simplesmente por serem quem são por causa do preconceito, já que são consideradas “incapazes”.
Para concluir, eu acredito que qualquer forma, mesmo que pequena, de inclusão social é válida, e é preciso quebrar os preconceitos construídos até aqui. Então, me despeço com um pedido: por favor, veja a todos como iguais, e entenda que devemos tratar todos com justiça independente de condições físicas ou deficiência. Obrigada por ler!
Fontes do texto: Gazeta do povo (gráfico acima) e Agência Gov.