A dança é uma expressão humana que existe desde os tempos pré-históricos, sendo assim é possível observá-la por meio da arte rupestre e, ao longo da história, muitas representações dessa manifestação artística aparecem presentes em rituais e celebrações. Na antiguidade, essa arte fez parte das culturas egípcia, grega e romana e, muitas vezes, estava associada a cerimônias religiosas e festas. Durante a Idade Média, manteve-se essa importância, apesar das restrições da Igreja, surgindo, assim, as danças folclóricas.
No Renascimento, a dança ganhou destaque nas cortes europeias. Esse período, século XVIII, foi um marco para a dança, pois o balé se formalizou como arte. No século XIX, o balé romântico e a dança de salão, como a valsa, se popularizaram. O século XX trouxe a dança moderna e danças sociais como o tango e o jazz, além de estilos contemporâneos e urbanos como o breakdance.
Hoje a dança reflete a diversidade cultural global, integra várias culturas e promove expressão, saúde e conexão social.
DANÇA E QUALIDADE DE VIDA
A dança é uma atividade física que vai além do simples movimento do corpo. Ela envolve expressão, ritmo, coordenação e traz diversos benefícios para a saúde, dessa forma, contribui para a qualidade de vida. Nessa perspectiva, pode-se destacar uma contribuição relevante para a melhoria da saúde mental, aumento da autoestima e redução da ansiedade dos praticantes.
Essa atividade artística também se tornou uma excelente opção para pessoas que buscam mudar seu estilo de vida, pois pode proporcionar bons resultados aos praticantes como aumento de resistência e força, além de contribuir para o desenvolvimento de outras capacidades funcionais. Dessa forma os movimentos corporais realizados durante a dança facilitam a prática de atividades diárias, pois proporcionam um ganho na qualidade de vida e promoção da saúde.
Portanto, a busca por uma vida saudável, resultando em maior expectativa de vida e longevidade, é impulsionada pela dança, que também oferece alegria e diversão, elevando a autoestima de quem a pratica.
Combate à depressão
A dança, como uma prática ativa, pode oferecer diversos benefícios para a aquisição de qualidade de vida em indivíduos com depressão. Essa atividade permite a expressão emocional através do movimento, além de aumentar a produção de endorfina - hormônio da felicidade - e diminuir o cortisol - hormônio do estresse.
Outro fator relevante é a promoção da socialização, tornando-se uma atividade extremamente importante no combate ao isolamento, que é comum em pessoas com depressão. Ao auxiliar no combate à depressão, essa atividade artística impulsiona a melhora da qualidade de vida, além de ajudar a aprimorar o condicionamento físico. Sendo assim, torna-se uma aliada que pode contribuir com a redução dos sintomas de depressão e aumentar a autoestima e a autoconfiança.
Reabilitação
Pacientes que participam de terapias de dança podem experimentar melhorias significativas em várias áreas. Em termos de capacidade física, pode-se apontar possibilidades de melhoria na mobilidade, equilíbrio e habilidades motoras. Além disso, é importante destacar como a prática dessa atividade pode contribuir para um desempenho melhor na realização das atividades diárias e promover uma redução nas limitações físicas de pacientes com histórico de AVC.
Além dos benefícios físicos, a terapia de dança também resulta em impactos positivos no bem-estar emocional dos pacientes. Estudos de caso revelam uma melhora significativa no humor e na autoestima, indicando que a dança não apenas fortalece o corpo, mas também eleva o espírito.
Saúde da mulher
O papel da dança na melhoria da qualidade de vida tem enorme relevância, especialmente para as mulheres, pelo fato de ser uma atividade na qual se encontram benefícios físicos, psicológicos e sociais. Mulheres enfrentam diversos estados corporais como a menstruação, a gravidez, a menopausa e, de acordo com essa realidade, estão mais propensas a desenvolver transtornos psicológicos. Dessa forma, torna-se necessário encontrar ferramentas para auxiliar na diminuição do estresse diário.
A dança, não só promove o bem-estar físico, mas também contribui para o autoconhecimento e ganho de saúde mental. Portanto, vale ressaltar que a dança é uma ferramenta valiosa para melhorar a qualidade de vida das mulheres.
A dança sênior é uma fonte extremamente necessária para a saúde das mulheres idosas, com recomendação médica e sustentada pela formação de amizades durante as aulas. Além disso, a importância da colaboração entre profissionais de saúde e educação física e do cuidado aos idosos é extremamente necessária. A prática da dança sênior contribui muito para o desenvolvimento mental e físico dos idosos, promovendo tanto a socialização quanto melhorias físicas. Isso sugere que os idosos encontram uma melhor qualidade de vida ao se envolverem na dança sênior, sentindo-se mais confortáveis e experimentando benefícios para a longevidade, como maior capacidade de movimento e melhorias físicas substanciais.
A ciência demonstra que a dança, especialmente quando introduzida no ambiente escolar, oferece múltiplos benefícios que contribuem significativamente para a promoção da saúde e para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. É muito interessante e merece destaque o fato de os exercícios e a prática dessa atividade artística, na Educação Infantil, ser um importante instrumento que atua no desenvolvimento de coordenação motora grossa e fina. Além desses, estudos indicam que a prática regular da dança não apenas melhora a condição física, a força muscular, flexibilidade e coordenação motora, mas também tem um impacto positivo na saúde mental, reduzindo níveis de estresse, ansiedade e depressão.
Nesse contexto, é possível apontar que a dança promove a socialização e o desenvolvimento de habilidades emocionais, como a autoconfiança e a resiliência. Esses fatores combinados ajudam a construir uma base sólida para hábitos de vida saudáveis desde cedo e também contribuem para uma maior longevidade e uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos. Sendo assim, a incorporação da dança no currículo escolar pode ser vista como uma estratégia eficaz para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, preparando-os para uma vida adulta mais saudável e equilibrada.