Roma antiga e sua higiene
Matheus Fernandes, Beatriz Bronzelli, Isabela Nascimento e Gustavo Cavalini.
SP-São Paulo
Apesar das influências romanas, o Brasil ainda sofre com a falta de saneamento básico para as populações mais carentes.
Matheus Fernandes, Beatriz Bronzelli, Isabela Nascimento e Gustavo Cavalini.
SP-São Paulo
Apesar das influências romanas, o Brasil ainda sofre com a falta de saneamento básico para as populações mais carentes.
A higiene na Roma antiga foi muito diferente da atualidade, de qualquer forma os banheiros já eram separados entre mulheres e homens, mesmo assim, não tinha tanta privacidade.
Quando usavam os sanitários, os romanos ficavam na frente de pessoas desconhecidas e aproveitavam para conversar sobre a vida.
Havia pessoas escravizadas para cuidar da limpeza e fornecer aos usuários uma esponja marinha em um cabo, que era usado para se limpar após ter defecado. No entanto, essa esponja não era descartada após ser utilizada. As pessoas escravizadas limpavam-na em uma bacia com água e entregava para o próximo usuário, ela só era descartada quando não estava em condições de ser usada.
Os chuveiros não existiam, portanto, para se limpar era preciso passar óleo no corpo e raspar com o estrígil, uma lâmina específica para retirar a sujeira e as células mortas, também podiam se lavar em termas, que são banhos públicos.
Na parte da manhã, os banhos eram usados pelos homens e na parte da tarde pelas mulheres, três vezes ao dia. Porém, ninguém limpava as Termas, o que poderia causar várias doenças.”Sem a limpeza das termas, poderia causar muitas doenças como hepatite, doença de pele e sarna.” Diz Sílvia José Cardoso, professora do Colégio Cristo Rei.
O saneamento básico vem da palavra do latim “Sanear”, que significa higienizar, tornar saudável e limpar. Formado por um conjunto de medidas de segurança sanitária e saúde para a população, incluindo rede de esgoto, água potável e limpeza urbana. Sua importância é prevenir doenças, preservar o meio ambiente, influenciar a saúde, qualidade de vida e no desenvolvimento da cidade em um todo.
Os romanos foram a primeira grande civilização que tratou de fato do saneamento na cidade, em 312 a.C, construíram o grande aqueduto, Aqua Appia, um sistema de abastecimento que tem 17 km de extensão, além dos reservatórios, banheiros públicos e nomearam um responsável efetivo como Superintendente de Águas de Roma.
As ruas com encanamentos eram fontes públicas que separavam a água para beber das outras necessidades, na tentativa de prevenir doenças.
O saneamento no Brasil é eficaz, só não é bem distribuído, muitas pessoas pagam e ainda sim não têm água potável nem rede de esgoto, “Eu já passei por isso, morei em periferia e as casas são muito juntas umas das outras, não tem muito espaço para um bom encanamento, então a água suja vai toda para a rua.” Diz Jamaika Adriano, professor de Cultura e Sociedade do Colégio Cristo Rei.
O Brasil tem cerca de 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada, 100 milhões sem coleta de esgotos (representando 47,6% da população) e somente 46% dos esgotos produzidos no país são tratados.
O número de internações por falta de saneamento caiu entre 2009 e 2018, mas ainda é um número alto, águas sujas saem das torneiras, e redes de esgoto vão paras ruas o que poderia causar muitas doenças como ascaridíase, leptospirose, diarreias, amebíase, cólera, hepatite tipo A, esquistossomose toxoplasmose, etc.
A Lei 11.445/07 torna obrigatório o conjunto de serviços de abastecimento público de água potável, tratamento adequado dos esgotos sanitários, coleta, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, etc, com a intenção de mais pessoas terem a condição de ter saneamento básico.
O saneamento melhorou ao longo dos anos no Brasil, no entanto, ainda precisa de uma organização governamental que cuide e valorize as necessidades básicas de seus cidadãos.