As influências do Costumes de higiene da Roma Antiga
Escrito por Marina Galvão Barros, Yasmim Neiva Ramos, Giulia Meira Engelmeier, Gabriel Rodrigues Morenghi, Matheus Picosse Silva Hakim.
Escrito por Marina Galvão Barros, Yasmim Neiva Ramos, Giulia Meira Engelmeier, Gabriel Rodrigues Morenghi, Matheus Picosse Silva Hakim.
Na Idade Antiga, os romanos possuíam hábitos pouco higiênicos se comparados à modernidade. A utilização de banheiros e banhos públicos, urina usada para tarefas diárias, fezes para adubar a terra foram essenciais para a criação dos esgotos e do saneamento básico.
A urina era usada pelos romanos para atividades como clarear os dentes, lavar roupas e adubar plantas, já que acreditavam que a amônia presente era excelente para remover manchas, e fazer as plantas crescerem mais saudáveis. Usava-se as fezes para adubar a terra, inclusive, havia o trabalho como coletores de cocô: compravam e vendiam fezes ao longo do império, por conta da renda lucrativa.
Os banheiros públicos eram usados apenas pelos patrícios, por serem os mais privilegiados. Sua estrutura era um banco com vários orifícios onde as pessoas se sentavam, faziam suas necessidades e se limpavam com apenas um objeto para todos usarem, lavavam as mãos em baldes com água que se ficavam entre os bancos.
No segundo milênio a.C foram construídas as termas, os maiores edifícios destinados para banhos; Durante os primeiros anos não se tomava banhos com frequência, no entanto, por influência grega, as estruturas começaram a ser duplicadas para a separação dos gêneros. Caso não fosse possível termas separadas, seriam feitos horários diferentes para o banho masculino e feminino. Após a República até o começo do cristianismo os banhos públicos passaram a ser mistos.
Para a água chegar às termas os aquedutos foram construídos, com o objetivo de garantir a higiene dos romanos. Por conta disso, Roma tornou-se a cidade mais abastecida por água. O primeiro aqueduto foi chamado de Aqua Ápia, construído em 312 a. C, com 17 km de extensão. Tempos depois, muitos outros começaram a ser construídos e a conservação sempre foi uma prioridade para o governo da cidade, por conta da sua importância.
Durante a Idade Antiga, os romanos perceberam que a água suja e o acúmulo de lixo espalhavam doenças e acumulavam bactérias, para isso, foi necessário criar o esgoto, que permanece até hoje na maioria dos lugares.
Foi a primeira grande civilização que tratou o saneamento de fato, ruas com encanamentos serviam de fonte pública e, para prevenir doenças, separavam a água para o consumo da população.
Hoje a higiene é muito mais evoluída e segura, o saneamento básico é repleto de novas técnicas, como a drenagem e manejo de águas pluviais, a limpeza urbana, o manejo dos resíduos sólidos, entre outros. “Tivemos muitos avanços, toda essa nossa noção sobre higiene foi inicialmente trazida pelos romanos.” disse a professora Sílvia José Cardoso, do Colégio Cristo Rei, em São Paulo.
Os serviços de saneamento impactam diretamente na saúde, qualidade de vida e no desenvolvimento da sociedade como um todo. Doenças como: diarreia, disenterias bacterianas, febre tifóide, cólera, leptospirose, hepatite A, verminoses e tantas outras podem ser evitadas a partir desse serviços.
Por conta da falta de estrutura, os lugares mais pobres não possuem saneamento básico. Cerca de 16% da população não têm acesso e apenas 46% dos esgotos no país são tratados. A população deve fazer a sua parte, como: não jogar lixo em locais indevidos, reciclar e, em contrapartida, o governo deve oferecer esse conjunto de medidas que visam proteger a saúde da população, pois é um direito do povo.
Comparado com a higiene de hoje, os hábitos de Roma podem ser considerados ruins, mas naquela época foram colocados como um dos povos mais higiênicos. É importante considerar que todos os que possuíam eram entregues para todo o povo. Se com a mentalidade antiga foi possível cuidar do acesso ao saneamento para todos, considerar o contexto do Brasil, séculos depois, com todos os recursos que dispõe, é, no mínimo, inadmissível aceitar lugares/pessoas sem o cuidado necessário para a vida.