Contra a Violência Doméstica e de Género
Poesia, Pintura e Palavras com sentimentos
Autoria de Caio Moura, 9.º A
Para os alunos e a Equipa Educativa (EE) de 9.o ano, vale tudo contra a violência doméstica e de género, até criar e declamar poesia, pintar e representar!
Ao longo do ano letivo, em articulação com o projeto Erasmus +, a EE dedicou algumas aulas para trabalhar esta temática, que teima em permanecer na sociedade, muitas vezes, escondida na e pela família. Ela faz parte do passado e mantém-se no presente. Urge lutar contra esta violência silenciosa, destruidora e assassina...
Sensibilizados, os alunos desenharam máscaras, pintaram azulejos, criaram e declamaram poemas, escreveram e representaram, em língua inglesa, uma peça de teatro, assim como, ainda, pintaram um mural.
Assim, porque educar é também formar consciências, com palavras e arte se sensibilizaram os alunos para a liberdade e o respeito pelos outros.
A Equipa Educativa de 9.º Ano
Peça de teatro e declamação de poemas pelos alunos do 9.º ano
Os poemas dos alunos sobre a Violência de Género
Medo constante
Fico sentada num canto.
Este medo cobre-me com frio,
Estremeço-me entretanto.
Dentro de mim sinto um vazio.
Escuro entra na minha mente,
como um ruído ensurdecedor.
Já não me sinto contente.
Vivo cheia de dor.
Pesado foi o empurrão
que um dia alguém me deu.
O meu género não me define.
Eu, sou eu!
Tão amarga a sensação
e intenso o seu odor.
Para quê esta separação?
Podemos ser iguais, por favor!
Grandes homens me rodeiam,
regras me querem impor
Só porque sou mulher,
não sou inferior.
Catarina Fonseca e Sandro Prata, 9.º A
Timidez
Um sentimento fechado
- Timidez -
escuro e cinzento.
Uma sensação agitada,
Que pesa no coração.
-Timidez.
Com ela, aparece a exclusão,
não há aceitação…
Duarte Canizes e Tiago Oliveira 9.º A
Medo
Um menino…
um grande vazio,
negro e sombrio.
Gritos,
Deu.
Nunca alguém respondeu.
Sente medo e escuridão.
Sente frio no coração.
Ai, que vontade de se esconder,
fugir ou desaparecer!
Gonçalo Gama Batista e João Pedro de Oliveira Andrade 9.º A
O silêncio da tristeza
Como os dias são cinzentos,
Sinto um peso e não sei o que fazer,
E o medo está a crescer.
O gosto amargo, a dor…que não sai,
A voz calada, o coração que cai.
Cheira a medo,
a silêncio pesado.
O corpo marcado,
O olhar calado.
Sinto o peso de quem não pode falar,
Com medo de quem me vem controlar.
Sinto falta de ser livre e feliz,
De poder viver,
Sem ter que sofrer.
Sonho com um dia em que o sol vai brilhar,
E ninguém mais me possa calar.
Isabela Couto e Iara Soares 9.º A
Más escolhas
Estou sozinha em casa,
sinto o cheiro do assado.
Ele chega…
Tudo fica mudado.
O que estava doce,
ficou amargo.
Lá vem ele,
cometer o mesmo pecado.
Bate-me,
vezes sem fim.
E eu só a pensar,
“Será que este vai ser o meu fim?”
Antes, estava um céu azul,
agora, tudo tão negro e frio.
Porque é que sinto este vazio?
Culpo-me tanto por o ter escolhido.
Mas por que ser mulher,
é um fado tão sofrido?
Lara Silva 9.º A
Saudade Roxa
A saudade tem cor de nódoa,
um roxo profundo,
uma cicatriz na pele,
Memória no fundo.
Tem sabor amargo,
de gritos calados.
É frio no peito (cinco graus gelados).
Não tem cheiro
É vácuo de som e dor
Como pesa no corpo
o peso do amor.
Move-se lenta
Arrasta o tempo
É ausência cruel,
no vento cinzento.
Saudade roxa
Marca do passado
Lembrança que fica,
de um ser maltratado.
Luciana Freitas e Jessika Ferreira 9.º B
Terror
O terror tem cor
- É preto - e não tem fim,
como a escuridão que engole tudo ao meu redor.
Tem um sabor amargo,
Como o medo e a angústia,
Ai, que pavor!
Tenho a alma em pedaços!
O cheiro dele é pesado,
como algo que se apaga.
Uma presença fria no ar
que nunca nos larga.
Temperatura gélida,
como gelo a queimar.
Traz pânico e dor
e faz-nos parar.
Lídia Galeão e Francisca Santos, nº4
O sufoco
A violência que cala a voz
é vermelha e escura,
como o sangue que se derrama em silêncio,
de uma boca seca que engole o medo.
Uma tempestade de lágrimas salgadas,
que afoga a alma e envenena o ar,
um perfume denso
que sufoca a consciência.
Os olhos que já não brilham mais,
como a solidão que se arrasta pela noite,
gelada.
Mas, em algum canto, ainda clama por calor.
Do silêncio abafado,
como um corpo que se procura libertar, mas vê-se preso.
O peso de um grito
que nunca ecoa.
Mariana Almeida e Penélope Duarte 9.º B
A tristeza
A tristeza é escura,
uma tempestade amarga,
que só cresce e não me larga.
Não transmite nenhum odor,
apenas me espeta no peito.
Parece uma faca que me mata
de tanta dor.
Tu disseste-me para eu ir.
Eu tentava, mas não conseguia.
E por mais que eu quisesse,
este frio não desaparecia.
O barulho por dentro,
deixa-me inquieto.
Este peso que tenho,
Vai me esmagando o coração.
E eu fico aqui a pensar,
se vais voltar ou não.
Mafalda Ferreira e Yurii Zhyla 9.º B
Violência de género
Violência de género
É ser usado e gozado;
É olhar e não ver cor;
É não sentir cheiro de tanta dor;
É engolir e não sentir sabor;
É sentir o sangue a escorrer em lágrimas,
Exangue.
São movimentos bruscos e violentos,
que pesam sobre mim.
E sofro em silêncio,
Já só sinto nojo, dor, raiva.
Mariana Grilo e Rafael Sousa 9.º D
Nono Ano, no Porto, em Ação
Aprender viajando: A Revolução das Atividades Multidisciplinares na Educação!
No âmbito do trabalho multidisciplinar da Equipa Educativa do 9.º ano, professores e alunos visitaram, no dia 12 de março, vários locais icónicos da cidade Invicta.
Após alguns percalços próprios do caótico trânsito citadino, chegaram ao Centro Português de Fotografia, antiga Cadeia da Relação do Porto, situada no Largo Amor de Perdição. Neste, apreciaram todo um conjunto de obras de arte de autoria de Ezequiel Campos, Janek Zamoyski e Bárbara Morais. Além disso, tiveram a oportunidade de conhecer, ao pormenor, a evolução das câmaras fotográficas ao longo dos tempos, como também os vários espaços que fazem parte da Cadeia, onde estiveram presos o conhecido escritor Camilo Castelo Branco, por adultério, e Ana Plácido. Mais observadores, alguns alunos questionaram o facto de a porta da cela do autor da obra Amor de Perdição ser de madeira, diferente das restantes, da enxovia.
Enquanto uns alunos percorriam este edifício, outros visitavam a Reitoria da Universidade do Porto, onde decorriam duas exposições – "Histórias para Salvar - 10 Anos do Banco Português de Cérebros" e “Aula do Visível”, uma exposição de arte, entre 1880 a 2024.
Depois de um rápido banho de cultura, chegou a hora do tão ansioso, mas nada saudável, almoço, no carismático Centro Comercial Via Catarina. Neste espaço tão singular, foi dada rédea solta aos alunos, que se organizaram, e, em pequenos grupos, se sentaram e satisfizeram os olhos, (porque os olhos também comem), e o estômago.
Da parte da tarde, mais um pouco de cultura: desta vez chegou a hora da disciplina de Português, com a representação do Auto da Barca do Inferno, um auto de moralidade escrito por Gil Vicente, e representado pela companhia de teatro Cultural Kids, com encenação do memorável ator António Feio.
A representação desta peça, tal como se pretendia, acabou por se revelar uma importante estratégia de motivação para a aprendizagem, uma vez que possibilitou uma melhor assimilação dos conteúdos abordados nas aulas, aquando da análise de cada uma das cenas, e permitiu que os alunos se apercebessem de todas as potencialidades do texto vicentino.
No fundo, a crítica mordaz, inteligente e intemporal que Gil Vicente fez à sociedade do seu tempo, libertando-se das naturais limitações que a simples leitura do texto impõe, tornou-se mais clara e percetível.
Os atores souberam tirar partido da riqueza excecional da obra e proporcionaram uma abordagem didática e, ao mesmo tempo, divertida e única, conseguindo que o espetáculo cativasse todos aqueles que tiveram a oportunidade de o presenciar.
Foi um dia de muita aprendizagem e de saudável convívio.
Profs. Berta Mendes e Francelina Mendes
XIX Mega Atleta – Dois Pódios para a Nossa Escola!
No passado dia 28 de fevereiro, a nossa escola marcou presença na XIX edição do Mega Atleta, um evento de atletismo que reuniu cerca de 600 alunos de 28 escolas, pertencentes à Coordenação Local do Desporto Escolar de Entre Douro e Vouga.
A competição realizada no Parque Desportivo de Arada, em Ovar, incluiu provas de velocidade (MegaSprinter), resistência (MegaKm) e salto em comprimento (MegaSalto), contando com a participação de 19 alunos da nossa escola, distribuídos pelos vários escalões masculinos e femininos.
Os nossos atletas estiveram em grande destaque, conquistando duas medalhas nesta fase regional:
João Sá (9.º A) – 2.º lugar no MegaSalto, escalão Iniciados Masculinos.
Diana Reis (7.º A) – 3.º lugar no MegaKm, escalão Infantis B Femininos.
Apesar do excelente desempenho, nenhum dos nossos alunos conseguiu o apuramento para a Fase Nacional, que decorrerá nos dias 28 e 29 de março, no Complexo Desportivo Municipal das Caldas da Rainha. A prova contará com 1100 alunos e professores de todos os distritos do continente e da Região Autónoma dos Açores.
Ainda assim, esta foi uma experiência inesquecível, marcada pelo espírito desportivo, pelo convívio e pela superação!
Parabéns a todos os participantes!
O Grupo Disciplinar de Educação Física
A História do Doce Arguinho
A IDEIA
A ideia surgiu, tal como as melhores ideias: da conversa entre dois bons amigos, Pedro Alexandre Martins e Luís Brito. Inicialmente, seria lançado um concurso para a criação de um doce que representasse a região, fiel à sua história e às origens das suas gentes e tradições.
Tal como nas melhores histórias, surgiu um percalço: a pandemia em 2020!
Por conseguinte, a ideia ficou a levedar até 2024. É sabido que a fermentação lenta dá resultados muito melhores, o produto adquire qualidades excelentes, todos os seus componentes ficam mais apurados, o sabor desenvolve-se... e assim, o desafio foi lançado pela Junta de Freguesia de Argoncilhe a uma equipa local, liderada pelo formador de Padaria/Pastelaria, Luís Brito, e o seu grupo de alunos a frequentar o Curso de Educação e Formação - Padaria/Pastelaria na Escola Básica de Argoncilhe.
O FORMATO
O formato deste doce inspira-se na história de Argoncilhe, nomeadamente, na origem do seu nome e nos vários arcos que existem na localidade.
Apesar da origem do nome não ser unânime, este formato tanto serve a versão que coloca a etimologia da palavra Argoncilhe em "areucillus", como a versão que aponta Argoncilhe como genitivo do nome pessoal "Dragoncellus".
O formato combina ainda as ameias de corpo largo, simbolizando as muralhas do Castelo de Santa Maria da Feira.
Ponte romana de Roçadas
Campanário da Capela de São Tomé
A ESSÊNCIA
A essência deste doce é uma homenagem à tradição das festas de São Martinho em Argoncilhe, em que a castanha é o fruto nobre.
A sua abundância nesta época do ano e a sua longa tradição à mesa originaram a tradição das castanhas no São Martinho, Santo Padroeiro de Argoncilhe.
Ingredientes simples, de fácil acesso e, frequentemente, presentes na gastronomia local.
As castanhas, produto endógeno, saudavelmente ricas em hidratos de carbono, são o elemento principal.
Utensílios fáceis de manusear e de utilização corrente.
PREPARAÇÃO DO RECHEIO
Preparar o mise-en-place dos ingredientes e dos utensílios.
Descascar as peras e cortar em pedacinhos muito pequenos.
Levar um tacho ao lume com o açúcar, os paus de canela, a água e as peras.
Deixar ferver até atingir os 117ºC.
Retirar os paus de canela.
Adicionar a canela em pó às castanhas e misturar.
Adicionar a calda ao preparado das castanhas.
Passar a varinha mágica e triturar até ficar um creme um pouco grosseiro.
Deixar arrefecer antes de utilizar.
PREPARAÇÃO DO ARGUINHO
Esticar a massa folhada até uma espessura de 2/3 mm.
Cortar duas tiras, uma com 18/20 cm e outra com 10/12 cm de comprimento. Ambas terão de ter 6 cm de largura.
Com o saco pasteleiro e a boquilha lisa, colocar no meio da tira do folhado uma fila do creme de castanhas.
Pintar com ovo uma extremidade da massa folhada e fechar.
Na parte fechada do folhado, com uma tesoura, fazer pequenos cortes sem atingir o recheio.
Dobrar a tira de 15 cm em formato de arco, de forma a que os cortes fiquem para o exterior.
Repetir o mesmo processo com as tiras de 10cm, mas sem dobrar e só fazendo os pequenos cortes com a tesoura nas extremidades das tiras de forma a que o centro (4cm) fique liso.
Colocar a tira de 10 cm na parte inferior do arco e prender bem.
Colocar a forma no centro do arguinho para manter o formato.
Pincelar o arguinho com o ovo e deixar repousar uns 10 a 15 minutos antes de colocar no forno.
COZEDURA
Cozer a temperatura entre 200º a 210ºC.
O tempo de cozedura será entre 12 a 20 minutos.
É importante dar atenção à cozedura, pois os fornos não são todos iguais.
Depois de cozido, polvilhar com um pouco de açúcar em pó, sem exagerar, e empratar.
INTERVENIENTES
Instituições:
Junta de Freguesia de Argoncilhe | Manuel Santos - Presidente
Agrupamento de Escolas de Argoncilhe | Fernando Sério - Diretor
Conceção gastronómica:
António Luís Brito | Técnico Especializado - Pastelaria / Formador
Pedro Alexandre Martins | Técnico Especializado - Pastelaria / Tesoureiro da JF Argoncilhe
Apoio e Desenvolvimento:
Carla Gomes - Docente do AE Argoncilhe
Alunos do Curso de Educação e Formação de Pastelaria/Padaria 2024/25
Viver o Natal na EB de Argoncilhe
Nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, os alunos participaram na atividade “Viver o Natal”. Esta atividade consistiu na “Exposição de Móbiles”, em espaços interiores da escola, nomeadamente, na sala de alunos, na Biblioteca, na sala de professores e noutros espaços. Estes Móbiles tiveram um elemento artístico em destaque: candeias em formato de um paralelepípedo retangular. Foram executadas em papel de engenharia e pintadas com elementos alusivos ao Natal. Cada lanterna albergava uma vela led.
Paralelamente a esta exposição artística, os alunos de Educação Visual do 3.º Ciclo produziram uma “Instalação Artística” no átrio da escola. Esta instalação foi composta por uma estrutura metálica de cor preta, que acolheu uma candeia por aluno. As candeias foram produzidas em cartolina branca, albergando, no seu interior, uma vela led. Esta instalação teve o objetivo de consciencializar os envolvidos para as guerras que existem em alguns países. Simbolicamente, a cadeia representa um sinal de luz e esperança.
Prof. Judite Silva
Exposição sobre os ODS – “Criatividade e Sustentabilidade em Ação”
Nas últimas aulas de dezembro, na disciplina de Geografia, foi proposto aos alunos do 9º ano a realização de um trabalho sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no âmbito do tema “Contrastes de Desenvolvimento”. Constituiu uma excelente oportunidade para refletirem sobre as desigualdades sociais, económicas e ambientais que marcam o mundo contemporâneo. Os ODS foram estabelecidos pela ONU, estipulando o ano de 2030 como prazo para o cumprimento dos compromissos assumidos. Os ODS abrangem os chamados cinco Ps: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parceria.
Com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância dos ODS, os alunos foram desafiados a construir uma imagem referente a cada um. Os alunos realizaram os trabalhos com produtos naturais ou reutilizando materiais que tinham em casa. Dessa forma, os trabalhos expostos revelaram o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, respeitando os princípios do cuidado com o meio ambiente, da redução de desperdício e da valorização dos recursos naturais. Esta atividade não só proporcionou novos conhecimentos aos alunos, mas também desencadeou uma reflexão sobre os desafios globais que enfrentamos e as soluções que podemos implementar localmente. E, como nos ensina a ONU, é através da união de esforços, por meio das Parcerias, que podemos alcançar os objetivos para um planeta mais justo, sustentável e igualitário para todos.
Prof. Maria Margarida Castro
Visita de Estudo – 7.º ano: dois destinos numa visita de estudo empolgante
No passado dia 21 de novembro de 2024, as turmas de 7º ano, acompanhadas pelos professores de Físico-Química, Educação Visual, Geografia, Francês e pela professora Amélia Rocha, realizaram uma visita de estudo a dois locais diferentes.
Foi com grande entusiasmo que iniciámos a viagem de autocarro por volta das 8h15, rumo ao Porto, mais precisamente ao Planetário. Chegados ao local, fomos divididos em grupos e conduzidos a uma sala onde realizámos algumas atividades, tais como utilizar uma lanterna num globo para ver a influência do Sol e, seguidamente, entrámos numa cúpula onde pudemos observar o universo.
No final da manhã, fizemos um almoço partilhado no Gaia Shopping e, durante a tarde, visitámos o Museu de Santa Maria de Lamas, que nos deu a conhecer a história da cortiça, através da realização de diversas atividades, tais como a construção de marcadores/separadores de livros. Regressámos à escola por volta das 17h00.
Concluímos que foi uma experiência extremamente enriquecedora. Passámos um dia excelente na companhia dos nossos amigos e professores.
Os alunos do 7.º A e 7.º B
O que cresce nesta selva...
Da articulação entre as disciplinas de Complemento à Educação Artística - Pintura, e Cidadania e Desenvolvimento, surgiu o projeto “O Que cresce nesta selva…”. A atividade da pintura mural executada na sala 18 da Escola sede envolveu os alunos de Pintura do nono ano de escolaridade, e proporcionou uma reflexão sobre valores de cidadania tais como a persistência, a entreajuda, a amizade, o respeito, entre outros. “O que cresce nesta selva…” recriou uma floresta de onde os animais espreitam, esgueiram-se, voam e mostram as suas características que ilustram os valores mencionados.
Os alunos cooperaram entusiasticamente na atividade e, cada um com a suas capacidades próprias, mostraram que aprender é mais do que adquirir conhecimentos, pois a entreajuda é algo para ser posto em prática e essencial em projetos como este, tendo os alunos participantes demonstrado que são capazes de a desenvolver.
A colaboração e articulação não se limitou às disciplinas curriculares, tendo igualmente o Clube de Som & Imagem dado o seu contributo para a preparação das ilustrações que foram aplicadas nas paredes da sala.
Fica o registo para a posteridade, e os rostos dos alunos que trabalharam durante todo um ano letivo, sabendo que o seu trabalho não foi em vão, pois certamente irá influenciar positivamente todos os que passarem pela “selva” onde crescem valores e aprendizagens do saber ser alguém correto e dinâmico.
Prof. Pedro Gonçalves
À Espera de Marte...
“À Espera de Marte”
"À Espera de Marte" é uma peça de teatro que tem o intuito de dizer aos jovens para cuidarem melhor do planeta Terra.
A peça possui apenas um único ato interpretado por quatro personagens: "Avô","Neta","Dono disto tudo" e "Besta".
O cenário tinha uma árvore antiga com a função de ser uma estante de livros, um barril, uma poltrona e três malas.
Esta peça foi feita em dois meses, apenas dois, para montar o cenário e treinar as falas e os movimentos das personagens.
Na minha opinião, "À Espera de Marte" é boa porque mostra uma realidade possível, retrata a relação entre a geração nova e a antiga. Mas podia ter mais atos, podia ter uma história mais profunda, por exemplo, um ato a mostrar como a Besta dominou o Dono disto tudo.
A peça é boa para os jovens para eles saberem que têm de cuidar do planeta Terra.
Ivo Mendes, nº 11 – 8.ºD
“À Espera de Marte”
A peça "À espera de Marte” transmitiu um ensinamento importante à sociedade: é necessário lutar contra a poluição.
No dia 16 de fevereiro, fomos assistir à representação da peça de teatro “À Espera de Marte", escrita e encenada por Carolina Santarino, no Rancho Regional de Argoncilhe.
A peça tem como objetivo chamar a atenção dos mais jovens para assuntos da atualidade, como problemas ambientais e medidas para os resolver, assim como mostrar a perspetiva de visão das pessoas com mais idade e a dos jovens atuais.
Fomos vê-la com a intenção de conhecer melhor a organização de um espetáculo teatral, pois já conhecemos muito vocabulário ligado ao teatro.
Dos adereços faziam parte livros, malas, relógios, garrafas de água, mochila. O cenário era composto por uma árvore morta com livros, um cadeirão amarelo e um bidão ferrugento. O espaço era pobre, para representar a destruição do planeta. O luminotécnico soube destacar os monólogos, fazendo incidir a luz em direção ao ator ou atriz. E o sonoplasta destacou bem as vozes exteriores.
O ator João de Carvalho interpreta o papel de avô de uma jovem. Ele representa o que os mais velhos pensam das novas gerações, que elas são sensíveis e lingrinhas. Ele representa também o consumismo, como se vê através das malas cheias de roupas.
A atriz Teresa Macedo interpretou o papel de neta. Esta personagem representa uma jovem espiritual e que se preocupa em zelar pelo meio ambiente.
O ator Miguel Linares representa um homem egoísta e que faz exploração intensiva dos animais. O ator David Teixeira interpreta o papel de besta, que representa um animal maltratado.
Eu gostei muito desta peça de teatro, porque aborda vários temas relacionados com a atualidade a nível social e ambiental.
Pelo exposto, recomendo a todas as pessoas de todas as idades que vejam esta peça, para refletirem sobre o que se passa no mundo em que vivemos.
Matilde Bastos, nº 11 – 8.ºF
“À Espera de Marte”
No dia 16 de fevereiro, nós fomos ao Rancho Regional de Argoncilhe ver uma peça chamada "À Espera de Marte”, da dramaturga Carolina Santarino.
Esta peça aborda alguns assuntos atuais, como, por exemplo, a poluição, os maus-tratos para com os animais, o excesso de corte de árvores, etc.
Podemos ver estes assuntos na peça quando vemos que, no palco, o cenário tem uma única árvore, e também quando entra em cena uma personagem masculina chamada o Dono Disto Tudo, e atrás dele vem uma “besta” que representa um animal. E podemos ver que a “besta” sofre maus-tratos do Dono Disto Tudo, pois ela leva algumas vezes com um chicote e também tem umas marcas vermelhas nas costas.
Eu acho que a peça foi bem encenada, os atores deram vida às personagens muito bem; a luz e o som também estavam ótimos!
Na minha opinião, esta peça foi boa. Eu gostei também que estes assuntos tenham sido abordados para nos alertar sobre o que está a acontecer no nosso mundo, e sobre as consequências destas ações que NÓS fazemos.
Matilde Magalhães, nº 13 – 8.ºE
“À Espera de Marte”
No dia 16 de fevereiro, os alunos do 8.º ano foram ver a peça teatral “À espera de Marte”, de Carolina Santarino, no âmbito da disciplina de Português. Na minha opinião, a peça foi interessante e divertida.
Na peça, abordou-se o tema da poluição, questionando-nos sobre o que nós, pessoas, estamos a fazer ao nosso planeta. Os atores desempenharam os seus papéis muito bem, tornando o teatro divertido e falando do assunto de uma forma não muito pesada.
No final, houve um momento de interação com os atores onde contaram sobre a sua carreira. Foi interessante saber os motivos pelos quais se apaixonaram pelo teatro e também saber em que outras peças, filmes ou novelas eles participaram.
Para concluir, eu considero que esta peça pode ter chamado a atenção de alguns para problemas do planeta, e de outros não, mas foi interessante, pelo trabalho que os atores tiveram a preparar a peça
Catarina Costa, nº 3 – 8.ºD
3 de maio...
Querido Diário,
Hoje foi um dia espetacular! Foi muito divertido, aprendi imensas coisas sobre diversos temas. Visitei, numa visita de estudo da escola, o Parque Biológico de Gaia e a Casa-Museu Teixeira Lopes, também em Gaia.
No Parque Biológico, vi vários animais, todos de espécies diferentes, aprendi como eram os seus habitats e como se alimentavam. Também aprendi as características de cada animal, que são diferentes de animal para animal. Consegui entender que devemos preservar o ambiente, pois os animais precisam dele limpo e seguro para viverem. Também almocei no Parque com os meus colegas e divertimo-nos imenso num parque infantil que, supostamente, não era para a nossa idade. Apreciei tudo no geral e foi tudo muito interessante. Passamos a manhã toda no Parque e, de seguida, fomos para a Casa-Museu Teixeira Lopes.
Antes de visitar a Casa, fomos a uma Galeria cheia de obras de arte feitas por um artista chamado Cargaleiro. Essa parte tenho de admitir que foi um pouco “seca”. De seguida, fomos para a Casa-Museu, que visitamos em pormenor, e aprendi que devemos preservar as obras e esculturas, pois elas são muito importantes. Apreciei tudo e achei superinteressante o facto de a casa de Teixeira Lopes ter sido transformada num museu.
Por fim, chegamos à escola por volta das 17:30 e, no geral, achei a visita muito interessante e aprendi muita coisa.
Rita Rodrigues, 8ºD, nº17
Sessão de sensibilização: Internet Segura, cyberbullying e bullying
Depois do 6.º ano, foi agora a vez dos os alunos das turmas de 7.º e 9.º anos assistirem às sessões dinamizadas pela Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, no âmbito do Programa Escola Segura, designada Internet Segura, cyberbullying e bullying, da responsabilidade do Centro de Apoio à Aprendizagem.
Os nossos alunos receberam conselhos e foram orientados e advertidos para os cuidados a ter no dia a dia, no âmbito desta temática. Além disso, foi-lhes também dito que a comunicação entre pais e filhos é fundamental, e que devem ser incentivados a referirem sempre que se sentirem incomodados ou que algo ou alguém os faça sentirem-se ameaçados. Escutaram que é importante que os seus pais e educadores saibam onde e com quem eles andam, ainda que digitalmente.
Foi um excelente momento de aprendizagem e de partilha onde foram apontados os principais perigos da internet e como os nossos alunos se devem prevenir dos mesmos.
Parabéns aos alunos! Foram muito recetivos, participativos e mostraram-se muito entusiasmados, ao longo de todas as sessões.
Obrigada a todos os agentes pelo tempo que dedicaram à nossa escola e pelo excelente trabalho que desempenharam connosco!
A Coordenadora do Centro de Apoio à Aprendizagem,
Margarida Amorim
Workshop de desenvolvimento pessoal - Promoção da felicidade, do bem-estar, do respeito mútuo e do positivismo
Na manhã do dia 28 de fevereiro, os alunos das turmas do 7.º C e CEF, juntamente com as professoras, tiveram a oportunidade de assistir a um Workshop dinamizado por jovens Voluntários da Cruz Vermelha de Sanguedo, subordinada ao tema Desenvolvimento pessoal e social-Promoção da felicidade, do bem-estar, do respeito mútuo e do positivismo, proposta pelo Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA) do Agrupamento de Escolas de Argoncilhe.
Foi um momento de aprendizagem e de partilha sobre valores e princípios que orientam as nossas ações e os nossos comportamentos e, que, por vezes, nos vamos esquecendo de pôr em prática, na sociedade em que vivemos.
Parabéns ao trabalho desenvolvido por este grupo fantástico de Voluntários! Bem-haja pelo tempo que dedicaram aos nossos alunos!
Obrigada por estes momentos que fazem a diferença e que tornam o mundo melhor. Ficarão para sempre na memória dos nossos alunos!
A Coordenadora do Centro de Apoio à Aprendizagem,
Margarida Amorim
Cada ser em si mesmo
Raio de prisma
Luz sem igual,
Tudo em si da forma mais natural
Com todo o seu carisma
e gentileza espiritual
Que beleza é a natureza
Que resplendece de luz e paz,
Que com toda a sua fortaleza
renova tudo aquilo que o vento traz
Carolina, 8.º B
Dia Mundial de Luta Contra a SIDA - 1 de dezembro
A SIDA é a sigla para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. É uma doença crónica que resulta da infeção causada pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) e está relacionada com a degradação progressiva do sistema imunitário (sistema de defesa do organismo), podendo surgir anos após a infeção.
O laço vermelho é visto como um símbolo de solidariedade e de compromisso na luta contra a SIDA. Neste sentido, os alunos do CEF-PP (Curso de Educação e Formação de Pasteleiro/Padeiro), elaboraram um laço gigante e vários cartazes e, ainda, confecionaram e distribuíram “bolachas-laço”, uma para cada aluno da escola básica de Argoncilhe.
Prof. Cristina Pereira
Dia do Não Fumador
Na EB de Argoncilhe, os alunos do Curso de Educação e Formação de Pasteleiro e Padeiro (CEF-PP), elaboraram trabalhos para comemorar o Dia Mundial do Não Fumador, 17 de novembro, com o propósito de alertar e consciencializar a comunidade educativa para as questões dos malefícios do tabaco.
Alunos do CEF-PP
O 8.º ano viajou até à imprensa do tempo de Gutenberg
As turmas do oitavo ano de escolaridade visitaram, no dia dez de maio, o Museu da Imprensa, e passearam no passadiço de Valbom. A sua viajem, no museu, foi uma aventura ao tempo em que o digital seria uma prática de algum “mágico” vindo de outro mundo. Os alunos puderam fazer experiências de impressão em papel, como os antigos tipógrafos faziam, sujando as mãos com a tinta artesanal e pegajosa utilizada na altura. Observaram também máquinas de impressão semelhantes às do tempo de Gutenberg – o inventor da imprensa que proporcionou um avanço relativamente à escrita à mão.
Fizeram exercício físico no passadiço de Valbom, convivendo e trocando experiências com a “rapaziada” local. Foi um tempo de crescimento a vários níveis, e de alargamento de perspetivas e objetivos, em que aprender é mesmo adquirir conhecimento e retê-lo para futuro.
Prof. Pedro Gonçalves
Visita de estudo ao Museu do Papel - 7.º ano
No dia 21 do mês de abril, eu, a minha turma e o 7ºA efetuamos uma viagem de estudo ao Parque Ambiental do Buçaquinho (em Esmoriz) e ao Museu do Papel – Terras de Santa Maria (em Paços de Brandão).
De manhã, por volta das nove horas e cinquenta minutos, chegámos ao Parque Ambiental do Buçaquinho. A primeira atividade que nós fizemos, quando lá chegamos, foi resolver uma ficha de Ciências (em pares) acerca da biodiversidade do parque.
Após completar a ficha, pudemos explorar o parque livremente. Durante esse tempo, eu andei de slide e de bicicleta e caminhei. De seguida, quando eu já estava “de rastos”, fomos almoçar.
Após a nossa visita ao Buçaquinho, seguimos caminho até ao Museu do Papel. Em primeiro lugar, assistimos a um filme aborrecido acerca do museu, e, de seguida, exploramos o museu, à medida que a nossa guia nos ia contando histórias sobre a fábrica (por uma delas soubemos que, uma vez, um homem morrera lá e deixara as águas ensanguentadas). Ali, chegamos, inclusive, a fazer papel!
Por volta das quatro horas e meia, regressamos à escola, onde fizemos um pequeno convívio na sala do aluno.
O que mais apreciei foi explorar o Parque do Buçaquinho a andar de bicicleta. E, no final de tudo, ainda aprendi a fazer papel reciclado (embora eu considere que seja um processo um bocado entediante).
Gabriel Tavares, 7ºD, Nº8
No dia 21 de abril, efetuamos uma visita de estudo ao Parque Ambiental do Buçaquinho, em Esmoriz, e ao Museu do Papel, em Paços de Brandão.
No Parque Ambiental do Buçaquinho, andei de bicicleta, andei no slide, no escorrega, mas, para além disto, também visitei o parque, ao mesmo tempo que preenchia uma ficha muito interessante... Apreciei muito a variedade de animais e de plantas. Gostei muito de subir à torre e de fazer um piquenique com a turma. No Parque, aprendi que devemos respeitar a Natureza, pois ela tem muita beleza nela incluída.
No Museu do Papel, vi um filme muito interessante sobre o fabrico do papel. Depois de assistir ao filme, fomos fazer papel, numa oficina. Visitamos também o sítio onde os fabricantes trabalhavam. Vimos várias máquinas e conhecemos dois fabricantes.
Apreciei muito a experiência de fazer papel na oficina, mas, o mais importante, aprendi que não se deve desperdiçar papel, pois ele demora a ser feito e, além disso, dá muito trabalho a fabricar.
Por fim, adorei a visita de estudo, pois foi uma visita de muitas aprendizagens e de muita diversão.
Rita Rodrigues, 7ºD, Nº19
Programa dos workshops dos pães saudáveis do CEF
Ficou concluído no dia 28-05-2022, o programa dos workshops dos pães saudáveis.
Foi um sucesso porque o feedback foi muito positivo.
Prof. Luís Brito
Tradições do Natal
Em Portugal, no Natal, decoram-se as casas com luzes e adereços alusivos à festividade, junta-se a família para enfeitar o pinheiro onde não pode faltar a estrela do topo.
No dia 24 de dezembro, convidam-se amigos e familiares para cear a caldeirada de Natal. Depois de todos terminarem, degustam-se as sobremesas: rabanadas, bilharacos, bolo-rei, aletria, filhós, pão de ló, entre muitos outros...
Após toda esta grande jantarada, as crianças aguardam ansiosamente pela meia-noite para poderem abrir os presentes trazidos pelo “Pai Natal”.
Estando todas as prendas abertas, fazem-se agradecimentos e despedidas. Juntam-se todos os familiares no dia seguinte, e há novamente convívio!
Inês Silva, nº 12 – 7.ºC
O meu pai
O meu pai
É a razão de eu ser feliz
Mesmo quando me chama à atenção
Por alguma asneira que eu fiz.
E quando triste eu estou
o meu pai vem me alegrar
Por isso eu sei bem
Que com ele posso contar.
O meu carinho por ti
é melodia de uma canção
Tu estarás sempre
dentro do meu coração
Rui Santos, nº 19 – 7.ºC
O Amor
O amor é um dom
Que a vida nos dá
Mas se não o respeitarmos
É difícil ele funcionar
O amor pode ser bom ou mau
Dependendo de como ele se dá
Basta um passo errado
Para tudo correr mal
Ele é tão confuso
Que até eu o cheguei a perder
Mas um dia talvez
O possa voltar a ter
Mas pelo menos a amizade devia ficar.
Porque se ela se for
Para sempre
A tristeza continuará
Mas o que vale ter amizade
Se não se tem confiança?
Se ele não confiar em mim
Mais vale perder a esperança
Mas este poema ensinou-me
Que como ele não há ninguém
Amoroso e brincalhão
É a pessoa que para sempre amarei
Catarina Costa, nº 4 – 7.ºD
Corações gelados
Corações gelados como os meus pensamentos
Gelados como as minhas atitudes
Corações gelados como a perda e a dor
Gelados como as noites de inverno solitárias.
Carolina Gomes, nº 3 – 7.ºD
Atividades de Francês do 2.º semestre
Conforme o PAA, o grupo de Francês realizou em 14 de fevereiro as atividades relativas aos festejos de La Saint Valentin em sala de aula, bem como Le Jour de la Francophonie em 21 de março, para toda a comunidade escolar.
Ao longo do dia, foram distribuídos, pelo pessoal docente e por todos os outros funcionários da escola, "éclairs au chocolat" em miniatura e algumas turmas de 7.º e de 8.º anos assistiram à apresentação de um filme francês intitulado "Dix jours sans maman". Em contexto de sala de aula, as turmas de 7.º e 8.º anos jogaram jogos de perguntas sobre a Francofonia na Europa e no mundo.
Grupo de Francês
Visita de estudo à FIL Lisboa - CEF PP
No passado dia 28 de Março a turma CEF PP realizou uma visita de estudo à FIL Lisboa, Tecnipão, 7.ª Feira profissional de máquinas, equipamentos e matérias-primas para a pastelaria, panificação, gelataria e chocolataria, com o objetivo de: Estimular o interesse pela pastelaria/padaria; Oportunidade para contactar diretamente com as empresas que fornecem e suportam as indústrias de panificação, pastelaria, confeitaria, gelataria e chocolataria. incrementar o interesse e melhorar a qualidade das aprendizagens pela pastelaria e padaria. Contribuir para o enriquecimento cultural e recreativo dos alunos;
Aprofundar os conhecimentos sobre os equipamentos da pastelaria/padaria; fortalecer o espírito de grupo e aprofundar a relação de amizade e de cooperação entre aluno/aluno, aluno/professor.
Prof. Luís Brito
Workshop de Pão Saudável
Breve história do pão
Atribui-se aos Egípcios, a invenção do pão levedado. Confecionavam, então, uma espécie de bolachas à base de milho e cevada, cozidas em pedras aquecidas. A fermentação terá sido descoberta por mero acaso quando um pedaço de massa se tornou ácido.
Terão sido os Romanos os primeiros a cozer pão em fornos feitos com tijolo e terra e a aromatizaram-no com cominhos, funcho e salsa. Digamos que estes foram os primeiros pães de fantasia.
Tal como o vinho, o pão é o único alimento que acompanha uma refeição do princípio ao fim. Independentemente da sua função tradicional de acompanhante. O pão intervém diretamente, como ingrediente, em muitas receitas de cozinha, propriamente dita, e pastelaria. Poderemos assinalar aqui a sua importância em algumas sopas, nomeadamente na sopa de cebola gratinada ou no gaspacho, em pratos de sustância, como por exemplo no fondue de queijo, ou sobremesas. Quem resiste a um pudim de pão ou uma Charlotte?
Das muitas tarefas culinárias, esta de fazer pão é uma das mais agradáveis. Porém há regras a respeitar, para que a receita seja um sucesso. Escolha sempre farinha rica em glúten. Depois, também é importante a temperatura a que vai cozer o pão. O forno deverá estar regulado para uma temperatura entre média e alta. Só assim o pão ganhará uma crosta crocante e dourada e o miolo macio.
Conhecendo os ingredientes e as técnicas, o fabrico do pão não mais terá segredos.
O pão como base da nossa alimentação
No decorrer dos anos o pão afirmou-se como um dos principais alimentos das nossas dietas, tendo vindo a sofrer alterações, sendo assim, algumas tribos indígenas já tinham conhecimento deste alimento, embora este fosse elaborado de uma forma bastante rudimentar. Passo a explicar. Não tendo o conhecimento de todos os vastos cereais para o fabrico, utilizavam a mandioca (raiz), depois de tratada (esmagada até se obter pó) era misturada com água, posteriormente colocada num recipiente e levado ao lume direto para que inicia-se a cozedura, obtendo-se desta forma um alimento bastante nutritivo e segundo as tribos indígenas, com um ótimo sabor.
Mais tarde e com o aperfeiçoar das técnicas e dos conhecimentos, começaram-se a utilizar variadíssimos cereais (milho, centeio, aveia, trigo), estes primeiramente eram moídos na pedra, um processo que ainda hoje se utiliza em povoações mais isoladas.
Com todas evoluções, hoje podemos confecionar diferentes tipos de pães de acordo com a necessidade de cada um, pois temos farinhas claras (75% do grão é aproveitado), escuras (85% do grão é aproveitado), e as mais fibrosas (100% do grão é aproveitado) sendo a última utilizada para a do pão integral.
Hoje podemos melhorar todas as propriedades nutritivas deste alimento utilizando para tal, a adição de vitaminas, cálcio, fósforo e ferro. Isto faz com que o pão não seja só um alimento mas também uma fonte de proteínas.
Os ingredientes base para confecionar o pão são 4. Farinha de trigo, sal água e levedura.
Se quisermos melhorar a qualidade, variedade e dar sabor, é só acrescentar ovos, gordura, açúcar entre outros ingredientes. Claro dentro das proporções corretas e de acordo com a quantidade da farinha.
Pão de Espinafres e Gengibre
Preparação dos espinafres
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• *Colocar a água com o açúcar e o sal a ferver.
• Assim que ferver, incorporar os espinafres e deixar cozer durante 5 minutos.
• Retirar os espinafres e escorrer muito bem.
• Reservar a água dos espinafres no frio para adicionar na massa.
• Triturar os espinafres com o leite (reservar até arrefecer).
• Juntar o gengibre.
Preparação da massa
• Dissolver a levedura em um pouco da água dos espinafres.
• Juntar todos os ingredientes menos a levedura.
• Amassar muito bem.
• Incorporar a levedura quando não houver farinhas soltas.
• Verificar se a massa está pronta, fazendo o teste do véu.
• Formar uma bola com a massa.
• Deixar a massa repousar durante 10 a 15 minutos coberto com um plástico por causa das correntes de ar.
• Fazer o formato pretendido.
• Colocar nos tabuleiros para levedar até duplicar o tamanho.
• Cozer a 230ºc deitando vapor no início da cozedura.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
Pão de Tomate e Orégãos Secos
Preparação da massa
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Se usar tomate em lata não precisará de cozer, só tem de escorrer e ralar com o azeite.
• Aproveite a água do tomate.
• Dissolver a levedura em um pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura.
• Amassar muito bem
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se está amassada fazendo o teste do véu
• Formar uma bola e deixar repousar durante 10 a 15 minutos coberto com um plástico.
• Fazer os formatos ao critério.
• Colocar nos tabuleiros.
• Deixar levedar na estufa até dobrar o tamanho.
• Cozer a 220ºC a 250ºC.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
• Por exemplo, pães pequenos 8 a 10 minutos.
Pão de sementes
Preparação
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Dissolver a levedura num pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura.
• Amassar bem.
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se necessita mais água e acrescentar aos poucos.
• Verificar se está pronta fazendo o teste do véu.
• Fazer uma bola e cobrir a massa com um plástico, e deixa-se repousar durante 30 minutos.
• Faz-se os formatos desejados e deita-se as sementes por cima.
• Coloca-se os pães nos tabuleiros.
• Deixa-se levedar até duplicar o volume
• Coze-se o pão a temperatura de 220º.C a 250ºC
• O tempo de cozedura, varia com o tamanho do pão.
Pão de Cenoura/Laranja e Sementes Sésamo
Preparação da massa
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Descasque a cenoura e corte em rodelas, coloque num tacho com água e uma pitada de sal a cozer.
• Quando a cenoura estiver cozida, escorra a água e transforme a cenoura em puré.
• Reserve a água da cenoura para a massa.
• Dissolver a levedura em um pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura e as sementes sésamo..
• Amassar muito bem
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se está amassada fazendo o teste do véu
• Formar uma bola e deixar repousar durante 10 a 15 minutos coberto com um plástico.
• Fazer os formatos ao critério.
• Pincelar com ovo e colocar as sementes por cima.
• Colocar nos tabuleiros.
• Deixar levedar na estufa até dobrar o tamanho.
• Cozer entre 220ºC a 250ºC.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
• Por exemplo, pão pequeno poderá demorar entre 8 a 10 minutos.
Pão de Alho, cebola e Salsa Fresca
Preparação da massa
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Descasque o alho e a cebola e pique muito miudinho.
• Colocar o alho numa frigideira com o azeite e leve ao lume brando por pouco tempo. (cuidado para não queimar o alho)
• Retire do lume e deixe arrefecer.
• Assim que estiver frio misture a salsa.
• Dissolver a levedura em um pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura.
• Amassar muito bem
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se está amassada fazendo o teste do véu
• Formar uma bola e deixar repousar durante 10 a 15 minutos coberto com um plástico.
• Fazer os formatos ao critério.
• Colocar nos tabuleiros.
• Deixar levedar na estufa até dobrar o tamanho.
• Cozer entre 220ºC a 250ºC.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
• Por exemplo, pão pequeno poderá demorar entre 8 a 10 minutos.
Pão Integral
Preparação da massa
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Dissolver a levedura em um pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura.
• Amassar muito bem
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se está amassada fazendo o teste do véu
• Formar uma bola e deixar repousar durante 10 a 15 minutos coberto com um plástico.
• Fazer os formatos ao critério.
• Colocar nos tabuleiros.
• Deixar levedar na estufa até dobrar o tamanho.
• Cozer entre 220ºC a 250ºC.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
• Por exemplo, pão pequeno poderá demorar entre 8 a 10 minutos.
Pão de centeio (mistura)
Preparação da massa
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Dissolver a levedura em um pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura.
• Amassar muito bem
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se está amassada fazendo o teste do véu
• Formar uma bola e deixar repousar durante 60 a 180 minutos coberto com um plástico.
• Fazer os formatos ao critério.
• Colocar nos tabuleiros.
• Deixar levedar na estufa até dobrar o tamanho.
• Cozer entre 220ºC a 250ºC.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
• Por exemplo, pão pequeno poderá demorar entre 8 a 10 minutos.
Pão de abobora e nozes
Preparação da massa
• Preparar o mise-en-place pesando todos os ingredientes e separando-os.
• Dissolver a levedura em um pouco de água.
• Numa taça, juntar todos os ingredientes menos a levedura e as nozes.
• Amassar muito bem
• Incorporar a levedura quando não houver farinha solta.
• Verificar se está amassada fazendo o teste do véu.
• Deixar repousar 5 minutos.
• Envolver as nozes durante 3 a 5 min.
• Formar uma bola e deixar repousar durante 10 a 15 minutos coberto com um plástico.
• Fazer os formatos ao critério.
• Colocar nos tabuleiros.
• Deixar levedar na estufa até dobrar o tamanho.
• Cozer entre 220ºC a 250ºC.
• O tempo de cozedura, dependerá do tamanho do pão.
• Por exemplo, pão pequeno poderá demorar entre 8 a 10 minutos.
Prof. Luís Brito
Ponte romana de Roçadas