Os medos
Quando o André decidiu abrir o livro misterioso, reuniu três amigos na sua pequena casa cubista, em Olhão. No total, eram quatro, quatro pequenos aventureiros, entre os nove e os dez anos.
Numa tarde ensolarada, após terminarem as aulas, foram a correr para casa do André. Logo que chegaram, trancaram-se no seu quarto, apagaram as luzes, acenderam quatro velas, uma para cada menino: uma para o André, outra para o João, outra para o Simão e a última para o Tomás. O André foi buscar o livro misterioso e pô-lo no meio do quarto, sentaram-se à sua volta e, em conjunto, abriram-no. Assim que o folhearam, todos adormeceram, e o sonho começou. Pareceria o início de um videojogo. Primeiro, surgiu uma tela preta, mas, depois, esta ficou clara e, nesse momento, todos começaram a ver os seus maiores medos. Os pequenos aventureiros contaram que tudo ficou muito assustador. No início, começaram a fugir, rendendo-se aos seus medos, porém, de repente, olharam uns para os outros, pararam de correr e decidiram enfrentá-los. Foi difícil e traumatizante, é certo, mas eles foram fortes e conseguiram vencê-los. Nesse momento acordaram e, com espanto, verificaram que as velas se tinham apagado e que o livro também tinha desaparecido.
Os quatro amigos, no fim desta aventura, sentiram-se mais fortes e corajosos do que nunca e, ao terminarem a sua conversa sobre a experiência vivida, concluíram que não se deve fugir dos nossos medos e sim ser capaz de os enfrentar e de os derrotar.
Tiago R., 7º D
O Ciclo Infinito
O André é um pacato rapazinho que mora no sul de Portugal com seus pais. Certo dia, enquanto brincava com o seu cão, encontrou um livro enterrado no seu quintal. O livro parecia antigo e tinha um aspeto estranho.
Assim que o abriu, das suas páginas saiu um barulho esquisito: “Boom, boom!”. Ao ler aquele livro misterioso, descobriu que este devia ter milhares de anos. De repente, apercebeu-se de que estava a ser enviado para o passado, mas o passado não se assemelhava nada ao que o André via nos filmes ou estudava na escola, era um passado futurístico e tecnológico. Seria, então, o futuro? Confuso, mas também desesperado, ele correu para o sítio onde seria a sua casa e escavou furiosamente o terreno em busca do livro. Encontrou-o novamente e novamente o folheou na tentativa de perceber o que se estava a passar. Precisava de respostas! Numa das páginas, estava escrito: “Este livro existe há muito tempo e guarda o maior segredo da Humanidade - a Humanidade passa por um ciclo de evolução e destruição constantes, ou seja, evolui, entra em guerra, extingue-se, mas, depois, renasce, formando um ciclo infinito.”
Logo que acabou de ler aquela passagem, foi enviado de volta para a sua época, mas, depois disso, o André nunca mais foi o mesmo e nunca mais viu o mundo da mesma forma. Até o julgam louco, quando ouvem a sua história. No entanto, é o único que sabe a verdade!
Anderson J. 7.º D
As aventuras do André
Um dia, o André, ao passar por um jardim, encontrou um livro misterioso, abandonado num banco de jardim, que dizia “Este livro não aceita que o folheiem.” Mas, como era um rapaz curioso e muito teimoso, decidiu ignorar o aviso e levou-o consigo.
À noite, depois que o André foi dormir, ouviu um barulho enorme a vir da cozinha. Então, levantou-se e decidiu investigar para descobrir o que se estava a passar. E, por estranho que parecesse, mais ninguém da casa acordara com o estrondo. Quando chegou à cozinha, não viu nada. Mas, depois de piscar os olhos, encontrou-se, de repente, numa floresta. “Como vim parar aqui? Que floresta estranha!”, pensou. Cuidadosamente, começou a andar pela floresta escura e com árvores estranhas, mas deve ter caminhado tanto que, quando encontrou um monte de folhas, decidiu deitar-se e adormeceu.
Entretanto, acordou, porque ouviu novamente um barulho ao longe. Foi tentar perceber do que se tratava, mas, mais uma vez, não viu nada, e, quando fechou os olhos e os abriu de novo, encontrou-se numa casa enorme e assustadora, cheia de bonecos também enormes e assustadores. Quis sair de lá, mas estava tudo trancado. Por isso, embora receoso, começou a explorá-la para tentar encontrar uma saída. Num canto, estava um baú muito grande e com aspeto antigo que o deixou intrigado. Olhou em volta, e descobriu uma chave pendurada na parede. Empilhou uns quantos bonecos para chegar à fechadura do baú e, assim, o abrir. Depois, saltou lá para dentro e qual não foi o seu espanto quando encontrou o livro que tinha levado para o seu quarto, com uma caneta ao lado. Abriu-o de novo e achou um texto que dizia: “Assina aqui se queres voltar ao mundo real, mas tens de cumprir a promessa de nunca mais folheares este livro. Caso o faças, ficarás nesta realidade paralela.”
Ele, sem hesitar, assinou o papel e, assim que pestanejou, acordou na sua cama, como se tudo tivesse sido um sonho. Mas o livro também estava ao lado dele! Então, com rapidez, agarrou-o, meteu-o na gaveta, trancou-a e jurou a si mesmo que nunca mais a abriria. E, assim, já mais tranquilo, voltou a adormecer.
Gustavo S.,7.º B
O encontro de Lumine e de André
O André, sentado na sua cama, abriu o livro de aspeto misterioso, que encontrara abandonado nesse dia, no jardim, e começou a folheá-lo, mas, como as letras estavam totalmente confusas, sem sentido, não se entendendo nada, largou-o e virou-se para dormir porque já era tarde.
Ao acordar, o André apercebeu-se de que aquele local onde se encontrava não era o seu quarto e nem mesmo a sua casa. Levantou-se logo da cama e olhou em volta. Apenas via a cama onde estava deitado e uma pequena lareira.
− Onde estou eu? Que lugar é este? Com vim aqui parar? − dizia ele com medo e afligido, com perguntas sem resposta e muito menos com esperança de uma resposta.
Correu para fora da casa em busca de algum tipo de explicação para perceber o como e talvez o porquê de estar ali. No entanto, ele apenas viu uma jovem de cabelos tingidos de vermelho, um vermelho tão intenso como a lava de um vulcão ativo, e com uns olhos escuros como a noite mais obscura que ele alguma vez havia visto. E a sua pele…a sua pele era tão clara como a neve acabada de cair no chão. André, com receio, decidiu falar-lhe.
− O-olá... – disse à bela jovem que se encontrava a sua frente, com uma voz trémula.
A jovem respondeu com um sorriso doce e de forma igualmente adorável.
− Olá, eu sou a Lumine. Qual o teu nome? – perguntou.
Foram estas palavras delas…tão meigas e gentis, que deram início a uma longa conversa. André, fascinado com o que ouvia, descobriu que Lumine era uma jovem viajante, que já tinha passado por muito naquele mundo estranho e misterioso e que, tal como ele, não pertencia ali e queria voltar para casa, mas, por mais tentativas que tivesse feito, ainda não o conseguira. Resolveram, por isso, juntar forças, pois unidos poderiam ter mais esperança de encontrar o caminho que os levasse de volta para os seus mundos, sãos e salvos.
Então, assim, se iniciaram as aventuras incríveis do André e da Lumine. Será que um dia conseguiriam regressar às suas casas?
Alícia C., 7.º E
O Livro da Morte
À noite, já no seu quarto, o André sentou-se confortavelmente na sua cama e abriu o livro que encontrara. Cheio de espanto, leu a primeira página onde estava escrito, em letras maiúsculas, o aviso: “SE NÃO CUMPRIRES OS DESAFIOS QUE TE SERÃO LANÇADOS, VAIS ARREPENDER-TE AMARGAMENTE.”
Assim, pensou que seria melhor obedecer e começou a cumpri-los. Embora no início fossem desafios fáceis, com o passar do tempo, tornaram-se muito difíceis e perigosos. Mais tarde, o André descobriu que não havia só um livro, mas sim vários em todo o mundo. Esta descoberta aconteceu depois de ele conhecer um rapaz chamado Pedro, de quem se tornou amigo, acabando por se ajudarem um ao outro para vencerem os desafios. Mas… surgiu um terrível demais: tinham de se matar um ao outro.
Como o André e o Pedro se recusaram a fazer tal maldade, os livros, que tinham vida própria, levaram os dois para um lugar tão aterrorizador que foi comparado ao inferno por Pedro. Passado algum tempo, perceberam que a única saída era matar outras pessoas. Só, depois disso, poderiam partir. Porém, um dia, isto é, uma noite, porque nunca havia luz naquele lugar, a sorte sorriu-lhes. Enquanto várias pessoas lutavam até à morte num ringue, viram que os guardas daquele espaço aterrador estavam distraídos e aproveitaram para fugir dali. Mais tarde, conseguiram descobrir uma passagem secreta que lhes permitiu sair daquele mundo e regressar ao seu. No entanto, eles sabiam que continuavam em perigo, pois os livros podiam aparecer a qualquer momento. Durante anos, os dois amigos ficaram juntos e iam de país em país para fugir dos livros, porém, no dia 17 de fevereiro de 1984, no meio de uma tempestade, o Pedro morreu e o André ficou sozinho desde então.
Um ano depois da morte do seu melhor amigo, o André foi encontrado pelo livro que o perseguia e, desta vez, ele não tentou fugir e disse-lhe: “Estou sozinho no mundo e não tenho mais motivos para viver. Por favor, acaba com a minha dor!”. O livro assim fez, mas, antes de o matar, disse-lhe que seu amigo estava à sua espera.
Ideilck C., 7.º E
Uma viagem misteriosa
Ali estava eu no meu quarto a olhar para o livro misterioso que tinha nas mãos. Curiosa, decidi, então, abri-lo e, nesse mesmo instante, senti-me a ser transportada para outra dimensão
Quando abri os olhos, estava num lugar escuro, frio e deserto onde tudo era estranho e assustador e não percebi nada do que estava a acontecer. Atordoada, sem nem saber para onde ia, percebi que estava perdida num lugar desconhecido. Decidi caminhar um pouco e, passado algum tempo, vi ao longe uma cidade. Quando lá cheguei reparei que os seus habitantes eram estranhos e que se assemelhavam a emojis. Estava completamente confusa e não entendia nada…
Aa olhar para os emojis, embati num ser gigante, escorreguei e caí. Assustada, levantei-me com um pulo e comecei a correr sem olhar para trás. O gigante quando me viu correr, gritou:
- Espere, menina, não corra, eu não lhe faço mal. Eu só queria conhecê-la.
Tentei correr noutra direção, mas fui novamente surpreendida pelo gigante pela segunda vez. Então, enchendo-me de coragem, perguntei-lhe:
- Pode dizer-me como é que se sai desta cidade?
O gigante respondeu num tom simpático:
- Teria todo o gosto em dizer-lhe, mas por favor, venha conhecer a cidade, ela é muito linda….
Hesitante, aceitei o convite e aproximei-me do gigante. Acompanhei-o com desconfiança e medo. Era, de facto, uma cidade diferente, mas muito brilhante. As casas eram redondas com telhados de cristal. Havia árvores de copas redondas e até os automóveis tinham a forma de círculo. Os habitantes pareciam simpáticos e alegres e o gigante parecia ser o chefe da cidade.
Porém, sentia-me completamente perdida e pensava “Pobre de mim….se eu não tivesse folheado aquele livro, eu não estaria aqui. E agora e faço para sair daqui?”. Eu só queria sair dali e voltar para casa, para o meu quarto.
Caminhámos durante várias horas até que parámos para conversar, em frente a um rio. Só me lembro de ouvir o som suave das águas a bater nos seixos também eles redondos e de pensar em poder sair daquele lugar estranho e misterioso. Desde então, não me recordo de mais nada. De repente, acordei no meu quarto com o livro aberto nas mãos. Fechei logo o livro e prometi a mim mesma que não o voltava a abrir. Saí do meu quarto e fui tomar o pequeno-almoço. Decidi não contar a ninguém sobre o que sucedera no dia anterior porque sabia que ninguém iria acreditar em mim.
Fui à escola nesse dia, pensativa como sempre e a ouvir música. Pensei se tudo aquilo existiria realmente ou se havia sido um sonho. Teria sido uma viagem misteriosa ou tudo não passou de um sonho?
Iara T., 9.º B
O livro mágico
- Ai, não gosta que te folheie? Pois, então, é isso mesmo que fazer! E fiz …Pobre de mim…mal sabia o que me esperava…fui sugado para dentro do livro, apaguei completamente!
Quando abri os olhos, estava num mundo muito estranho e avistei ao longe uma espécie de criatura guardiã do livro. Comecei a correr, a ver se conseguia fugir dali e, de repente ouvi uma voz.
- A onde é que pensas que vais, rapazinho? – perguntou o guardião do livro.
Senti o meu corpo a ser puxado para perto daquela criatura bizarra. Desesperado, comecei a gritar:
- Ah, para! Para, mas quem és tu? – perguntei aflito.
- Eu … quem sou eu? Sou o guardião do livro que perturbaste!
- O que é que eu fiz? Onde é que eu estou? – gritei.
- O que fizeste? Até parece que não sabes! – respondeu o guardião do livro com uma voz imponente.
Esfreguei os olhos e pensei que aquilo só podia ser um sonho marado que estava a ter!
Nesse instante, a criatura fez um feitiço e, magicamente, fiquei amarrado a uma cadeira, girando a toda a velocidade até que parei de frente para a criatura.
- Mas que criancinha mal-educada! Há muito tempo que não via um rapaz assim! – disse aquela criatura horrenda.
- Deixa-me sair daqui, estou farto disto! – gritava eu.
- Tu só irás sair daqui quando provares que consegues ser uma pessoa melhor e responsável – disse - Vamos ver se és suficientemente inteligente para saíres daqui!
- Sim eu estou a entender e vou ouvir-te, prometo! – respondi aterrorizado.
- Finalmente… vais ouvir-me até ao fim sem reclamar e muito menos ser mal-educado. Para voltares para o teu mundo falta muito pouco! Que tal usarmos as palavras mágicas!
- Peço desculpa, o senhor não é assim tão mau! Eu é que estou com muito medo e quero muito poder voltar para casa…por favor!...obrigado!
- Muito bem! Usaste as palavras mágicas! Mas, antes, tens de me prometer que nunca mais voltas a quebrar as regras de um livro. Este é um livro mágico e pode levar-te para mundos fantásticos ou para outros completamente aterrorizantes. Tiveste muita sorte porque, como guardião do livro, te apanhei antes. Só o voltas a abrir se tiveres permissão para tal. Prometes?
- Prometo! – consenti com a cabeça.
Com um estalar de dedos, o guardião do livro transportou-me novamente para o mundo real. Nem queria acreditar…teria sido um sonho!? Disse para mim mesmo ao acordar no chão do meu quarto, ainda com o livro na mão. O livro estava tão pesado…ao colocá-lo na prateleira, ouvi baixinho um som que vinha dentro dele. Era o guardião dos livros a dizer-me que tinha muitas histórias para me contar e aventuras para vivermos juntos.
- Vamos lá começar uma nova aventura…
Íris P., 9.º B
Um pesadelo numa página
No momento em que abri o livro, comecei a virar as suas páginas uma por uma, até que, depois de algum tempo de leitura, o livro voou, das minhas mãos, começando a flutuar na frente dos meus olhos e a brilhar com uma aura roxa e escura. A capa do livro rasgou-se, revelando um olho que olhava para mim de forma medonha e arrepiante. De repente, ouvi uma voz a sair do livro que disse:
- Quebraste a regra principal, caro jovem! Agora vais ter de pagar pelo que fizeste.
Nesse instante, o olho do livro fechou-se e senti-me a ser puxado para dentro dele. Lá dentro, a única coisa que via eram ecrãs que pareciam transmitir histórias antigas ou memórias de alguém. Após algum tempo a voar no vazio daquele livro maldito, senti-me transportado para um dos seus ecrãs. Quando entrei, o ambiente era estranho e estava num sítio muito escuro, uma floresta cheia de árvores altas e velhas. Todo o meu corpo tremia… de cada vez que dava um passo em frente, conseguia sentir ossos na terra onde pisava.
Depois de muitos passos nessa floresta escura e húmida, vi ao longe uma luz. Com esperança de sair dali, comecei a correr o mais rápido possível na direção da luz, porém, o solo parecia puxar os meus pés para dentro da floresta, limitando a minha velocidade sem que conseguisse andar. “Não posso perder a minha oportunidade de sair daqui!” - pensava eu, cheio de medo do que iria acontecer.
Entretanto, a luz apagou-se e os meus olhos encheram-se de lágrimas, como uma cachoeira. Sentia-me desesperado, sozinho e sentia muito medo. Estava tão escuro, não conseguia ver nada e a escuridão consumia o meu corpo trémulo. Por instantes, fechei os olhos e adormeci. Aquando acordei, vi uma mulher vestida de branco, com cabelos brancos e longos a olhar para mim. Os seus olhos vermelhos eram medonhos. Fiquei arrepiado sem conseguir dizer nada.
- Finalmente acordaste, André! Diz-me… gostaste da pequena aventura que tiveste nesta floresta húmida e assustadora?
- Como é que sabes o meu nome!? – perguntei, lentamente - Isto tudo só porque virei as páginas sem destino daquele livro maldito??
A mulher mostrou-me o livro que agora estava nas suas mãos.
- Com este livro não se brinca! - exclamou - Este livro está amaldiçoado por espíritos como eu. Seria mesmo uma pena para alguém que o abrisse…
- Eu pensei que era só uma daquelas partidas!...- e comecei a chorar desesperadamente, fechando os olhos.
A partir de então, não me recordo mais do que aconteceu. Quando acordei, estava no meu quarto, deitado na minha cama. “Será que foi só um sonho?” - pensei. Olhei ao meu redor e apercebi-me que sim, era mesmo a minha casa, mas não encontrei o livro. Procurei-o por todo o lado, mas nada. De seguida, ouvi o meu pai chamar bem alto:
- André, filho! Vem tomar o pequeno-almoço! - gritava ele da cozinha.
Depois de saber que estava em casa, senti-me aliviado, mas fiquei o dia todo a pensar “Mas afinal, onde é que ficou aquele livro?”.
Jéssica S., 9.º B
Muito perto da morte
Após abrir o livro misterioso, achei que não iria acontecer nada de aterrorizante. “Ah! Provavelmente é só uma daquelas brincadeiras parvas que as pessoas fazem para assustar os outros!” – pensei. Decidi, então, abandonar o tal livro no sítio onde estava e voltei para casa. Quando cheguei, não vi ninguém, e achei muito estranho…esperava ver a minha mãe a preparar o almoço, como sempre.
– Mãe? Estás aí? – perguntei, confusamente, ao tentar encontrá-la em todos os cantos da casa. – Não brinques comigo! Isto não tem piada alguma!! Sabes muito bem que não gosto de estar sozinho em casa!!
Procurei e procurei, e procurei, mas acabei por não achar ninguém. Passaram-se alguns minutos e comecei a sentir-me isolado… tinha tanto medo! Até que se ouviu a campainha a tocar. Olhei, imediatamente, para a porta e recuei, lentamente, a esperar que ela parasse de tocar. Por fim, o som acabou. A casa ficou tão silenciosa que a única coisa que se ouvia eram os batimentos do meu coração. Porém, esse silêncio acabou por ser interrompido, quando ouvi alguém a entrar dentro de casa. Acabei por dar um salto do quão aterrorizado estava e fui para a cozinha para poder encontrar algo que pudesse proteger-me.
– Isto não é engraçado, e se achas que é, és um terrível palhaço!! – exclamei.
Momentos depois, fui atacado por um homem alto. Ele estava todo vestido de preto e tinha uma máscara de zombi. Achei que era uma combinação terrível de roupa. Mas, mesmo assim, continuava a ser assustador! Eu ia ser assassinado!! Tentei proteger-me com as panelas que haviam sido deixadas na mesa e depois bati com o colherão na cabeça do homem, fazendo com que ele ficasse inconsciente. De seguida, chamei a polícia e, por sorte, atenderam a chamada.
– Ajudem-me, por favor!! – pedi desesperadamente – Alguém entrou na minha casa!!! Queriam matar-me!!!
O homem do outro lado da chamada tentou acalmar-me e perguntou o que estava a acontecer. Eu detalhei tudo por ordem e ele afirmou que iria enviar alguém imediatamente para prender o tal homem vestido de preto. Quando a polícia chegou a casa, começaram a investigar a aparência do homem e acabaram por encontrar o mesmo livro que abandonei lá fora, dentro da sua mochila. Será que o livro queria algo de mim ou seria apenas uma grande coincidência?
Iara S., 9.º B
Projeto "Histórias da Ajudaris"
O Planeta Terra
O Planeta Terra é o nosso lar, o único mundo conhecido até agora capaz de sustentar a vida. Com uma grande diversidade de ecossistemas, desde as profundezas até os picos das montanhas, a Terra acolhe uma grande abundância de vida.
A sua atmosfera é composta por oxigénio e nitrogénio que proporciona as condições ideais para a respiração dos seres vivos, enquanto os seus sistemas naturais com complexos que regulam o clima e os ciclos vitais. No entanto, o Planeta enfrenta desafios significativos, como as alterações climáticas, a poluição e a perda de biodiversidade, que exigem ação global para garantir um futuro sustentável para todas as formas de vida que chamam a Terra de lar.
Todas estas ações humanas colocam em risco a sobrevivência da natureza, cuja importância deve ser valorizada, de forma a podermos ter um planeta vivo e saudável para as gerações futuras.
Dara C., 9.º D
O planeta é a nossa casa
O planeta Terra é a nossa casa e dela temos de cuidar, para que não fique mais poluída. O ser humano é o principal agente de poluição do planeta, e isso é um ato horrível para as gerações vindouras, porque vão seguir os nossos passos de continuar a poluir o planeta terra. E cada um de nós tem de fazer precisamente o contrário para que as gerações futuras aprendam a tratar bem da nossa casa e, para isso acontecer, todos temos de ser mais cuidadosos e colocar em prática algumas atitudes como por exemplo, fazer a reciclagem, não jogar resíduos para o mar, não destruir os héctares de floresta, preservar a biodiversidade, entre outros.
Hoje em dia, as guerras têm destruído milhares de hectares de floresta e isso é desesperador para o planeta, porque as árvores são o oxigénio que todos nós respiramos. Cerca de um milhão de espécies correm risco de extinção em poucas décadas. Além disso, há que contar com outros fatores, nomeadamente a desertificação, o risco de incêndio florestal, a intensificação de práticas não sustentáveis de utilização agrícola ou florestal do território, o abandono de práticas agrícolas, silvícolas e pastoris que restauram e melhoram o estado de conservação do património natural.
Concluindo, todos temos de cuidar do planeta para que ele se sinta feliz e nós seres humanos também, pois ele é a nossa casa e é onde nos sentimos bem!
Bruno S., 9.º D