Ler, aprender, pensar, respeitar e construir a paz
Ao longo do tempo, a guerra tem sido um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento humano e também um retrocesso nos princípios humanistas que, por um lado, tentamos impor desde há muitos séculos, mas, por outro, estamos constantemente a deitá-los abaixo.
Mas o que teremos nós de mudar na nossa sociedade para estabelecer um clima de paz e igualdade? Será através da educação?
Em primeiro lugar, todos sabemos que a guerra tem várias consequências, como a destruição de infraestruturas, casas, estradas, hospitais, já para não falar do número de soldados e de civis que morrem ou que ficam feridos e do estrago psicológico que isso causará nas suas famílias e amigos. Em segundo, com essa destruição e com os gastos em armas e equipamentos, dá-se uma crise económica, o que aumenta a pobreza dos países e, consequentemente, a taxa de criminalidade. Ora, a meu ver, para evitar e prevenir todos estes problemas, é importante estudarmos e lermos, porque estas são formas de conhecermos o passado, de conhecer a cultura dos outros, de os perceber melhor e de compreender as origens dos conflitos do passado e do presente. Para além disso, só a educação é capaz de desenvolver no homem a sua capacidade crítica, de modo a ser capaz de ter o seu próprio ponto de vista, sem se deixar influenciar pelas opiniões negativas dos outros e pelas ideias mais intolerantes e radicais que, infelizmente, crescem entre nós. E, se os nossos pais e avós não puderam ter a educação que necessitavam, a nossa geração tem os recursos necessários para compreender as guerras, aprender a pensar e a ser crítico. Não será, portanto, por acaso que temos a disciplina de História.
Em suma, só conseguimos curar a árvore se começarmos a estudar o problema da raiz, porque tentar cortar apenas as folhas doentes é um esforço em vão, ou seja, não vale a pena a fazer a guerra para solucionar problemas, o que é necessário é, através da leitura e da educação, conhecer os problemas, compreender e respeitar as diferentes culturas e povos, enfim, sermos capazes de pensar e de dialogar sem recorrer a armas.
Carmen S. e Iara S., 9°A
A importância da leitura na educação
Atualmente, alguns países estão em conflito e muitos daqueles que não estão desrespeitam os direitos humanos. A meu ver, este retrocesso da humanidade deve-se, em geral, à privação da educação e a uma sociedade pouco crítica e influenciável.
A educação é, sem dúvida, um dos grandes pilares de uma nação, uma vez que prepara os jovens, ensinando-lhes a ler, a escrever, a história dos países, o que é a democracia e quais os direitos humanos, para que o futuro do país seja mais próspero e solidário. Ao falar com os jovens sobre a democracia, o que ela defende e porque é que houve tantas revoluções para que os países fossem democratas, estamos a explicar-lhes a sua importância e a criar uma sociedade crítica e com opinião própria, capaz de questionar se os seus valores estão a ser cumpridos. Por outro lado, quando os países providenciam ensino à população, fazem com que as crianças e jovens tenham acesso a todo o tipo de livros, à História e aos acontecimentos que marcaram o país e o mundo, como as guerras. Os jovens ficam também a saber as consequências trazidas pelas guerras, por exemplo, a fome, a destruição de campos agrícolas, de fábricas, de hospitais, de casas e de escolas, gerando crises económicas, o aumento da violência e da criminalidade, não esquecendo muitos problemas psicológicos, uma vez que a população fica traumatizada com a violência do conflito que traz tantas mortes, feridos e refugiados. Por isso, é fundamental transmitir aos adolescentes todo o conhecimento possível, para que saibam não só a origem e as consequências dos conflitos, mas também a história e a cultura dos diferentes povos. Deste modo, é provável que sejam bons cidadãos, cidadãos com valores, capazes de dialogar e de compreender o outro, capazes de encontrar soluções pacíficas.
Concluindo, a leitura, o ensino e uma educação para a cidadania têm um papel fundamental na sociedade, visto que instruem a sociedade, transmitem valores, desenvolvem o pensamento crítico, moldando, assim, o futuro de um país.
Joana G. e Nicole P., 9.º A
O mecanismo histórico
A história repete-se. As guerras e os ideais populistas surgem e ressurgem. E talvez as ideias defendidas por alguns autocratas fossem combatidas de forma eficaz com uma população sábia e com espírito crítico.
Quando afirmo que a história se repete, refiro-me a uma sequência de acontecimentos que têm ocorrido ao longo dos séculos. É, de facto, um mecanismo. Uma crise política que gera uma crise económica, que cria uma revolta popular e dá abertura ao “nascimento” de líderes autoritários. O mesmo ciclo ocorreu diversas vezes, no nazismo alemão, no fascismo italiano, no salazarismo português e no integralismo brasileiro. Na atualidade, o mesmo movimento deu origem a Donald Trump, a Jair Bolsonaro, a Viktor Orbán e a diversos outros líderes extremistas. Nos últimos 100 anos, surgiram movimentos que, hoje, são tal e qual os nossos “semiditadores”. A história repete-se, a meu ver, por pura falta de sabedoria e de conhecimento das pessoas que, democraticamente, elegem líderes não democratas e, como consequência, vemos a quebra dos direitos humanos, o racismo, o machismo, a xenofobia e a homofobia. No entanto, o que muitos não sabem ou esquecem é que as consequências vão além da moral, elas são também sociais, económicas e até mesmo ambientais.
Por isso, para combater o populismo e o fundamentalismo, é preciso uma população que saiba perfeitamente o que deve rejeitar. E, sem dúvida, que a leitura, a educação, o espírito crítico e a informação têm papéis fundamentais numa democracia que se preze, são como pilares. Estou convicto de que, se todos soubessem o que ocorreu em ditaduras e refletissem sobre elas, jamais pediriam uma. Se soubessem o que foi o fascismo, jamais apoiariam líderes com ideias iguais às de Mussolini. E, tenho a certeza absoluta de que se soubessem os direitos que têm graças à democracia, jamais pediriam a sua aniquilação.
Raul N., 9.ºC
A leitura e a educação para a paz
A leitura e a educação podem, sem dúvida, contribuir para a construção de uma sociedade mais tolerante e democrática, evitando-se conflitos e guerras.
A meu ver, os benefícios que a educação pode proporcionar são não só para a resolução de conflitos como também para a manutenção da paz. É um facto que a guerra provoca muita destruição e perdas humanas e materiais. Por outro lado, segundo a UNICEF, a educação é um processo de conquista de conhecimentos, competências, atitudes e valores necessários para criar mudanças no comportamento, que permitam às crianças, aos jovens e aos adultos prevenir conflitos e violência, resolvê-los de forma pacífica e criar as condições favoráveis à paz.
Ou seja, se as pessoas tivessem mais educação e lessem mais, estas compreenderiam melhor o outro e respeitariam a diversidade e a diferença, em suma, os direitos humanos. Além disso, pensariam e refletiriam sobre os problemas que afetam a humanidade. Logo, teriam opiniões e seriam cidadãos mais informados, ativos e solidários, evitando-se, assim, guerras e conflitos.
Com isto, pretendo alertar todos para a importância de ler, de estar informado, de procurar saber mais sobre as outras culturas e povos, de modo a respeitar o próximo e assim criar uma sociedade mais unida e pacífica.
Afonso A. e Gonçalo R., 9.º C
Leitura e educação: armas de combate
As guerras existem desde sempre e, como podemos constatar, elas nunca acabam bem, por isso, de modo a que possamos evitá-las, temos de investir na educação e na leitura.
Sem dúvida que as guerras beneficiam apenas uns quantos, como os fornecedores de armas ou os vendedores de alimentos, e prejudicam a maior parte da população, provocando milhares de mortes, centenas de refugiados, crises económicas, fome e até distúrbios e transtornos psicológicos.
Contudo, penso que há maneira de evitá-las, aprendendo com o passado e adquirindo valores humanistas, através da leitura e da educação das crianças e jovens. Por exemplo, se desde a nascença ensinarmos a uma criança uma determinada língua, ela irá aprendê-la. Da mesma forma, isso também pode acontecer se lhe ensinarmos determinados princípios, uma vez que o cérebro de uma criança até aos onze anos de idade é como uma esponja, ou seja, ela aprende com mais facilidade e pode adquirir princípios importantes, tais como a tolerância e o respeito.
Então, podemos concluir que se aprendermos com os erros do passado para não os repetir e se houver bons leitores e uma boa educação, poderemos evitar as terríveis guerras e todas as suas trágicas consequências, fazendo do mundo um lugar melhor para viver.
Ariana S. e Letícia A., 9.º C
Ler para a paz e harmonia globais
Ler é importante para garantir a paz e harmonia no mundo, pois sem elas o mundo torna-se um lugar triste e injusto.
Por um lado, a leitura transmite valores humanos como o amor ao próximo, a fraternidade ou igualdade, o que nos tornará mais compreensivos e altruístas. Por exemplo, as fábulas transmitem sempre importantes lições de moral que, se as pusermos em prática, contribuirão para a construção de um mundo mais justo e mais calmo.
Por outro lado, ler aumenta a nossa capacidade de pensar, de ver o mundo de outra forma, uma vez que através da leitura temos acesso a informação, a um maior conhecimento do mundo, o que nos permitirá, por exemplo, compreender o modo de vida de outros países para aceitar melhor a diferença. Se lermos um livro de alguma cultura diferente da nossa, podemos começar a percebê-la melhor e não a julgar tanto, ajudando a criar paz no mundo.
Concluindo, a paz e a harmonia são fundamentais ao bem-estar e sem a leitura elas não existirão, porque esta transmite-nos muitos valores humanos e dá-nos acesso a mais informação, o que fará de nós melhores seres humanos.
Áurea S., 9.ºD