Em casa, sem poder sair… olhando pela janela, escrevo… Da minha janela vê-se…
Hoje olhei para a minha janela e pensei que nunca a tinha visto daquela forma, nem sequer sou pessoa de estar à janela.
Na minha janela há algumas plantas que é a minha mãe quem cuida. Lá fora, vejo uns vizinhos, também eles à janela, pois, devido a este vírus, ninguém sai de casa.
Pensar que a nossa janela será o nosso portal para o mundo nestes dias de “isolamento social”. Mas a janela não mostra tudo o que queríamos ver ou temos saudades de ver, tenho saudades dos meus amigos.
Pela janela vejo um pouco do caminho que fazia de manhã para a escola, enquanto pelo menos podia ir à escola, agora nem sequer vejo as senhoras no café a conversar sobre a vida alheia, nem os cães e gatos, não ouço o comboio a passar ou os homens a falar de mecânica.
Nunca pensei em abrir a janela e ver tanto sem ver nada! Os dias estão cinzentos…
Oriana Moreira, 3.º Ano CP; turma E
Sobre os Astros,
não,
sobre o Amor
Eu uso muitas vezes os astros para me poder expressar e, neste caso, é o que vou fazer.
Se algum dia te dissesse que não te amei com a mesma intensidade com que as estrelas brilham, iria estar a mentir. Tu eras o meu sol. No meio de um céu negro e chuvoso, que era a minha vida, tu eras o meu sol que tinha chegado para me iluminar e do deste amor formou-se um arco-íris que nos uniu. Eu identifico-me com a lua, porque, tu para além de teres sido o meu sol, eras também o meu mundo, e eu girava em torno do ti… Quando me tocavas, dava-se uma supernova dentro de mim… uma explosão de sentimentos que só tu me conseguias proporcionar, uma explosão que eu não conseguia controlar sentir. Associamos as estrelas cadentes a desejos que pedimos devido a sonhos que temos, e tu eras o sonho mais bonito que eu tinha pedido para se tornar realidade. Eu poderia roubar todas as estrelas do céu para te oferecer, mas o teu brilho ofusca mais do que o brilho da estrela mais brilhante, mas assim como os últimos raios de sol da tarde, o brilho vai escurecendo e tudo vai ficando escuro…
Se eu te dissesse que o meu amor não tinha o limite das galáxias que conhecemos e as que não conhecemos, estaria a mentir. Mas o nosso amor foi como um cometa a entrar na atmosfera, sólido e forte até se desfazer como um grão de areia quase inexistente.
Carolina Jubilot, 10ºI
O amor e sobre o amor
Eu vou falar de um dos sentimentos mais nobres que existe entre os seres humanos: o amor.
Quando se fala em amor, muitas vezes vem-nos à mente o sentimento romântico que existe entre duas pessoas. Mas o amor tem outras facetas.
Os gregos antigos tinham quatro palavras básicas, usadas de várias formas, para definir o amor: storgé, éros, fília e agápe.
Storgé era a palavra grega usada para denotar a afeição natural entre membros da mesma família. É este tipo de amor que os motiva a mostrar interesse genuíno pela nossa família.
Éros é o amor romântico que está na base do relacionamento entre duas pessoas.
O amor fília refere-se à amizade. Este não deixa de ser um sentimento importante, visto que, para termos uma vida feliz, precisamos de amigos.
Contudo, para desfrutar de amizades duradouras, precisamos do amor agápe. Este tem a ver com a mente: não é simplesmente no nosso coração, como é o amor entre a família, mas envolve princípios. É com este tipo de amor que, por exemplo, nos esforçamos a gostar daqueles que não gostam de nós.
Manifestar o verdadeiro amor irá contribuir muito para uma vida feliz e satisfatória. Mª Inês Silva, 10º J
Conversemos um pouco sobre… pois é, sobre a Covid-19!
Olá colegas,
aqui estou eu mais uma vez, a escrever-vos sobre um tema que já começa a enjoar não é verdade? Pois, é, já não se fala noutra coisa senão Covid -19. Agora é só Covid-19 por todo o lado. Então imaginem eu que sou do curso de ciências e que até nos testes o bendito do vírus me persegue!
Por causa deste vírus estamos todos fechados em casa (o que até sabe bem, às vezes), mas ficar trancado sem poder sair, sem ver os nossos amigos é bastante mau. Eu sei, acreditem. As minhas três melhores amigas fizeram todas anos nesta quarentena, e eu não pude estar a celebrar ao lado de cada uma delas, pela primeira vez, em muitos anos. Mas, apesar de ter imensa vontade, não saí de casa, aliás, nenhuma de nós saiu. Todas cumprimos as regras e assim continuamos neste exato momento. Claro que falamos todos os dias, mas é difícil, pelo menos para mim, e para vocês, não é?
Não poder estar com os nossos amigos ainda por cima nesta fase da nossa vida em que as amizades são tão importantes não é nada agradável. No entanto, é assim mesmo que tem de ser, temos que cumprir as regras porque somos uma geração cumpridora, civilizada e informada e não podemos deixar que as pessoas que mais amamos, que são de gerações diferentes e que já passaram por coisas piores como guerras e revoluções, não cumpram as regras - estou a falar dos nossos avós e dos nossos pais que, muitas vezes, desvalorizam um pouco esta situação que irá ficar marcada na história.
Uns desvalorizam outros levam demasiado a sério e compram tudo o que veem nas prateleiras do supermercado o que é bastante triste, pois é nestas situações que se vê o egoísmo e o desrespeito dos seres humanos. Realmente a nossa sociedade é muito antropocentrista. Muitos só pensam apenas em si e nas suas necessidades sem hesitar e não pensam uma única vez no próximo. A minha mãe , pela sua profissão, ajuda todos os dias várias pessoas que não têm o que comer, não têm o que dar aos filhos neste período quarentena e isso enche-me de tristeza - saber que há pessoas que não têm nada e outras que têm os armários tão cheios que, provavelmente, muita da comida se vai estragar. Já o meu pai, que também exerce uma profissão no âmbito social, vai trabalhar todos os dias e todos os dias chega com uma nova história menos boa para contar. Depois temos os avós, eu já só tenho uma, mas sei que muitos de vocês têm até bisavós pessoas que amam e que vocês só querem que estejam bem, mas os idosos são teimosos, não é verdade? Também já passaram por tantas coisas que esta é só mais uma, mas não é bem assim, todos sabemos que o que está a acontecer é uma situação única na história algo novo que nunca tinha acontecido antes, por isso liguem aos vossos avós falem com eles informem-nos e façam-lhes companhia - mesmo que seja por chamada.
É importante cuidar daqueles que amamos. Muitas pessoas já morreram devido a este vírus, mas eu acredito que a medicina irá arranjar uma solução, é só uma questão de tempo e já que não temos conhecimento suficiente para criar uma vacina que nos proteja deste vírus a única coisa que podemos fazer, para facilitar as coisas, é ficar em casa.
Por favor, cuidem de vocês e das vossas famílias e não sejam egoístas!
Aluna do 10º ano
O aquecimento global Austrália em chamas
Olá a todos, sei que muitos de vocês estão a pensar «Este assunto outra vez!» mas calma peço-vos que leiam até ao fim, não custa nada. Todos nós sabemos o que estamos a fazer ao nosso planeta e temos consciência de que esta situação não pode durar muito mais, porque, caso isso aconteça, os nossos filhos, netos e até mesmo nós não iremos ter a qualidade de vida que temos agora, quando me refiro a qualidade de vida não me refiro a bens materiais como umas sapatilhas novas ou roupa de marca, mas sim a água limpa para beber e ar fresco para respirar.
O aquecimento global começou verdadeiramente com o início do desenvolvimento industrial que levou ao aumento do número de fabricas, estas utilizam diversos combustíveis fósseis que são queimados libertando gases responsáveis pela retenção do calor na atmosfera, a industria automóvel as queimadas (a queima de vegetação, por exemplo, o caso da selva amazónica que chocou muitos de nós), o desnatamento são só algumas das ações praticadas pelo ser humano mais conhecidas, mas este assunto já não é novidade para ninguém não é verdade? O que nenhum de nós estava à espera era que a Austrália ficasse completamente em chamas.
Todos os anos ocorrem incêndios neste continente, mas nada se compara ao que aconteceu este ano, mais de cem mil quilómetros de hectares foram destruídos e mais de um milhão de seres vivos morreram. A Austrália é um continente único com as condições necessárias para a vida de diversas espécies que não existem em mais local nenhum do planeta. Assim já se extinguiram milhares de espécies e outras acabaram por se extinguir, pois não conseguem sobreviver noutro tipo de condições. Esta quantidade absurda de incêndios deve-se ao aquecimento global que está em força como nunca esteve. Claro que as temperaturas superiores a quarenta graus e o clima extremamente seco típico deste continente agravam um pouco mais a situação.
Quanto aos incêndios na Austrália, já não há nada que nós, enquanto jovens e estudantes, possamos fazer, mas quanto ao aquecimento global, sim! Sei que muitas vezes pensamos que somos uma gota de água num oceano sem fim, mas isso não é bem assim. Devemos reciclar, reutilizar e não desperdiçar os recursos que ainda temos. Temos de nos manifestar para que a nossa mensagem possa chegar aos grandes líderes, àqueles que, realmente, têm poder.
Sei que com este meu discurso pareço a Greta Thunberg, porém, ela está certa e isso não podemos negar, por isso peço-vos:
vamos fazer deste planeta um lugar melhor para viver!
Inês Santos , 10º C